Como saber o verdadeiro amor de um cara

Voc√™ deve saber que mulheres e homens demonstram seu amor e carinho de maneiras completamente diferentes, certo? Acontece que isso √†s vezes pode causar muita confus√£o. 'Ontem ele era um cara totalmente encantador, mas hoje ele √© um completo idiota'. Voc√™ provavelmente tem raz√£o, pois o que um homem diz e faz pode ser muito desconcertante. Existe a possibilidade de encontrar o verdadeiro amor? Sim, existe e foi pensando nisso que criamos este artigo, com alguns dos sinais que podem ajudar a identificar o verdadeiro amor e deste modo saber se o cara que est√° ao seu lado √© o seu amor verdadeiro. Sinais de que voc√™ est√° vivendo um amor verdeiro 1 ‚Äď O cora√ß√£o bate mais forte ... Um amor de verdadeiro √© √ļnico e especial O segredo de um amor de verdade √© aprender a aceitar as diferen√ßas e viver cada momento como se fosse o √ļltimo Cada relacionamento √© √ļnico e por mais experi√™ncia que voc√™ tenha, √© preciso respeitar as diferen√ßas entre as pessoas. Como Identificar se o Amor de Algu√©m por Voc√™ √© Verdadeiro ou Falso. Amor verdadeiro √© quando algu√©m ama voc√™ incondicionalmente, se importa, se prontifica a ajud√°-la em todos os momentos e a trata com uma pessoa da pr√≥pria fam√≠lia.... 6- Ele escolhe livremente que voc√™ √© a sua prioridade. O seu amor leva-o a fazer de forma sincera e livre coisas por voc√™ que n√£o faria por mais ningu√©m. Ele a acompanhar√° onde precisar, assim como voc√™ faria o mesmo por ele/ela. Onde estiverem os dois, ser√° um espa√ßo cheio de paz e bem-estar. A paix√£o e o amor de verdade muitas vezes confundem as pessoas, por√©m se fosse t√£o simples conseguir identificar e diferenciar um do outro, de repente n√£o haveria tanta gra√ßa. Essas s√£o algumas dicas, por√©m abra o seu cora√ß√£o e ao mesmo tempo os seus olhos e mente; isso j√° ajudar√° a identificar o amor verdadeiro. Dicas para atrair o cara de quem voc√™ gosta. Depois de aplicar as recomenda√ß√Ķes iniciais, voc√™ pode come√ßar a trabalhar em outros aspectos para despertar a atra√ß√£o no cara de quem voc√™ gosta. Assim, voc√™ deve assumir isso como um processo gradual, j√° que as coisas est√£o fluindo pouco a pouco, √† medida que voc√™ se esfor√ßa. Claro que, com o tempo, a paix√£o de agora poder√° se tornar um amor verdadeiro ou acabar enfraquecendo pelo caminho. (Como saber se √© paix√£o, amor ou atra√ß√£o?) Se ele for o cara certo para voc√™, n√£o haver√° mais palpita√ß√Ķes e a sua mente n√£o vai estar focada nele. Tenho um namorado, as vzs tenho certeza de que ele me ama, s√≥ pelo jeito que ele me olha, mas algumas vezes acontece coisas pequenas que me deixam confusa, como por exemplo ele √© simp√°tico demais com outras mulheres e quem ele fala que √© apenas amiga eu desconfio, ele √© muito carinhoso comigo, quando come√ßamos a namorar ele j√° deixou claro que preza por fidelidade e que se for pra ele ... Veja como voc√™s se sentem no espa√ßo um do outro. Normalmente, diz-se que a vida de casal √© o verdadeiro teste de compatibilidade; um relacionamento que ocorre inteiramente em restaurantes e parques pode ser lindo ‚Äď por√©m, ter de compartilhar lou√ßas, ver o outro se depilar e escorregar em roupas sujas pode acabar com ilus√Ķes de imediato.

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2020.09.10 23:51 Helamaa ūüė≥ūüĎČūüŹĽūüĎąūüŹĽ

a car√™ncia t√° imoral e eu t√ī procurando uma namoradinha, se vcs conhecerem alguma mina que tenha esses requisitos, me avisem redpillada channer, dogoleira, wgtow, ancap, , jogadora de poker, bv, virgem, sem amigos, crente, f√£ da UDR,magrela, footlet,escuta Chico Buarque, weeabo, hikkimori, otaku, gameri, hetero,federal,trader de bitcoin,hacker, defacer, cubista, penspinner, recordista de memoriza√ß√£o de baralhos, timida, m√£e de pet, hidratada, n√£o consumidora de a√ßucar, saud√°vel, youtuber, netolover, pooper, cambista, shitposter, anarquista, materialista, roquista, travesquista, mono talon vlogger, blogueira, e-girl, intolerante a lactose, intolerante a gluten, grinder e hipn√≥loga, fiel, niilista existencialista, metaleira, headbanguer, pelo no suvaco, patriota, masoquista, ballbuster, jogadora de minecraft, buceta fedida, que n√£o tenha medo de chuta minhas bolas pelo amor de deus eu nao consigo encontrar uma menina pra chutar minhas bolas por favor deus eu imploro nao agusnto mais isso nao eh um meme porque voces tem medo de me chutar no saco. Ra√ßa: n√≥rdica Altura: 170cm+ Pele: 1 ou 2 (Fitzpatrick) Olhos: 7+ (Martin) Cabelos: qualquer cor, mas apenas lisos ou ondulados (FIA) Nariz: reto ou virado para cima Cr√Ęnio: dolico ou mesocef√°lico √ďculos: n√£o Aparelhos: n√£o Queixo furado: n√£o Covinhas: n√£o Orelha presa: n√£o Orelha de abano: n√£o Franja em V: n√£o Pelos no corpo: muito pouco Tatuagem: n√£o Gradua√ß√£o: apenas cursos voltados √† pesquisa Faculdade: apenas bem conceituadas Habilidades matem√°ticas: sim Idiomas: flu√™ncia em ingl√™s e mais outro idioma √Ālcool, cigarro, drogas: n√£o, nenhum Personalidade: introvers√£o Cultura: europeia ocidental RELIGI√ÉO: Crist√£ Ortodoxa Gostar de escutar rog√©rio skylab:
Para ser sincero, voc√™ precisa ter um QI muito alto para entender Rog√©rio Skylab Para ser sincero, voc√™ precisa ter um QI muito alto para entender Rog√©rio Skylab. O humor √© extremamente sutil e, sem uma compreens√£o s√≥lida de filosofia moderna, a maioria das piadas vai passar despercebida pelo telespectador m√©dio. H√° tamb√©m a vis√£o niilista de Rog√©rio, que est√° habilmente tecida em sua caracteriza√ß√£o - sua filosofia pessoal se baseia fortemente na literatura de Nododaya Volya, por exemplo. Os f√£s entendem essas coisas; eles t√™m a capacidade intelectual para realmente apreciar a profundidade dessas piadas, para perceber que elas n√£o s√£o apenas engra√ßadas - elas dizem algo profundo sobre a VIDA. Como conseq√ľ√™ncia, as pessoas que n√£o gostam de Rog√©rio Skylab s√£o verdadeiros idiotas - √© claro que eles n√£o apreciariam, por exemplo, o humor no bord√£o existencial de Rog√©rio "Chico Xavier √© viado e Roberto Carlos tem perna de pau", que √© uma refer√™ncia cript√≠ca para o √©pico Pais e Filhos do russo Turgenev. Estou sorrindo agora mesmo imaginando um desses coitados simplistas co√ßando a cabe√ßa em confus√£o enquanto as m√ļsicas se desenrolam na tela de seu computador. Que tolos‚Ķ como eu tenho pena deles. E sim, a prop√≥sito, eu tenho uma tatuagem do Rog√©rio Skylab. E n√£o, voc√™ n√£o pode v√™-la. √Č s√≥ para os olhos das damas. E mesmo elas, precisam demonstrar de antem√£o que possuem um QI com diferen√ßa absoluta de no m√°ximo 5 pontos do meu (de prefer√™ncia para baixo).
Rotina, Habitos e interesses: Nofap + Banho Gelado + comer carne crua + comer virado pra parede + biohack + dormir no ch√£o + Jordan Peterson + mewing + HBD + PUA + jelq + dormir 5 horas por dia + caf√© gelado sem a√ß√ļcar + hipismo + compila√ß√£o mitadas En√©as + alho cru + podcast do Joe Rogan + redpill + Brain Force + Jejum + medita√ß√£o iasd + m√ļsicas para concentra√ß√£o, foco e intelig√™ncia + teste de QI da internet + grupos de linhagem viking do facebook + ficar longe do poste de internet 4G + youtube do varg vikernes + ess√™ncia de morango da turma da m√īnica no narguil√© + jogar vape na cara de todo mundo que tentar entrar no bloco da faculdade + 5 segundos de calistenia no deserto do atacama + darkcel + √≥culos do a√©cio na foto de perfil + ler quotes do nietzsche no brainy quote + criar galinha no quarto sem os pais saberem + Alho cru + uma colher de azeite quando acorda e outra antes de dormir + jejum de 24hrs a cada 72hrs + assistir VT no premiere logo que chega do est√°dio + canal Ultras World + LibreFighting + Operation Werewolf + comprar os artigos do Paul Waggener + Centhurion METHOD + humilliation exposure com a finalidade de criar uma crosta na sua mente capaz de desenvolver uma resili√™ncia que resiste √† humilha√ß√£o como se ela fosse nada + tomar banho descal√ßo em chuveiro de academia com ch√£o mijado + muscula√ß√£o caseira + hackear o sono + Empreender + 10 livros de auto ajuda por m√™s + PUA + Selo super f√£ da f√ļria e tradi√ß√£o + Biokinesis + 432hz music + Mexer o pau sem piscar o c√ļ + medita√ß√£o transcendental + veganismo + minoxidil para cultivar uma barba + filmografia Jason Stataham + assistir vikings + redpill + ir no cinema sozinho + treino saitama + coach qu√Ęntico + enema de caf√© + dieta lair ribeiro + agua alcalina + O M√©todo de Wim Hof + sabedoria hiperb√≥rea + artigos da Nova Resist√™ncia + Biblioteca do D√≠dimo Matos + dormir virado pra patede assoviando no escuro pra espantar o curupira + dar 3 pulinhos toda vez que levantar da cama + dizer am√©m quando um 1113 azul passar por voc√™ na rua + 100 flex√Ķes por dia + 6 meses de jelq + injacula√ß√£o guiada + sociedade thule + energia vril + chap√©u de alum√≠nio para se proteger das armas psicotronicas emitidas pela CIA + caderno de anota√ß√Ķes smiliguido + pedir a b√™n√ß√£o ao carteiro toda segunda de manh√£ + 3 horas de academia + 4 horas de corrida + mascar caf√© + exerc√≠cios penianos do Dr. Rey + maratona saga Rocky + trilha sonora saga Rocky + trilogia Mercen√°rios + filmes do Jason Statham + assoviar o hino do Palmeiras de ponta-cabe√ßa + intro do Canal do Nicola em loop + palestras do Antonio Conte + v√≠deos do Rodrigo Baltar + dicas do Gustavo Gambit + aulas de italiano + dormir ouvindo Ultraje a Rigor + ler Walden pelado na mata atl√Ęntica de madrugada + ouvir m√ļsicas em velocidade aumentada + canto gregoriano √°rabe + ensinar hino do botafogo pra calopsita + fritar comida com banha de porco + assistir videos de situa√ßoes de risco com a finalidade de se preparar para o perigo + Terapia Holistica com formandos da UFPR no Jardim Bot√Ęnico + Radiestesia para harmonizar vibra√ß√£o da casa + Metatron 432HZ no YouTube entoando a ora√ß√£o EU SOU + ler O C√≥digo da Vinci + Jesus Qu√Ęntico + Barra Fixa na pra√ßa de madrugada escutando audiolivro do Jordan Peterson na voz do cara dos Fatos Desconhecidos + grupo POPEYE AFIANDO A PIKA + MyInstants AEEE KASINAO + Memes do Fausto Silva + ler O Evangelho dos Animais + stories do Copini no Instagram + Canal SocialGames7 com Gustavo Gambit e CIA + textos de Raphael Machado (Nova Resist√™ncia) + ser ex-membro do grupo Comunismo Ortodoxo + Monja Coen + Fazer origami com papel do bis + perder dinheiro com maquina de pegar ursinho + fumar palheiro com o av√ī + quebrar palito de dente no meio depois que usar + rezar Pai Nosso em aramaico + tentar se comunicar com o ashtar sheran + virar catequista e passar Pl√≠nio Salgado para as crian√ßas + Limpeza de 21 dias de S√£o Miguel Arcanjo + arrancar a fimose comendo cu apertado de galinha caipira + Regata branca WifeBeater com cal√ßa jeans clara e bota marrom + Ingressar na legiao estrangeira + Comprar toras de eucalipto pra reproduzir o centurion method mas nunca come√ßar o treinamento + vender m√°quina de cart√£o de cr√©dito + ler os escritos do Unabomber + Escutar a discografia do Paul Waggener + ler todos os livros do Pavel Tsatsouline + ouvir rap eslavo de cunho pol√≠tico suspeito + caf√© com um cubo de manteiga dentro precedendo a primeira refei√ß√£o do dia + beber 2L de leite por dia + Stronglifts 5x5 + Dieta Cetog√™nica + Canal Jason PROJETO GIGA + Cd do TRETA + comprar torre de chopp no prensad√£o + 2 c√°psulas de Tadalafellas antes do sexo + s√≥ comprar comida japonesa importada pra dieta + comer arroz sem sal com peixe cru sem tempero enrolado em folha do fundo do mar + memes da p√°gina Dollynho Puritano + Deus Vult na capa do Facebook + acessar o dogolachan pelo computador da escola pra postar fanfic gay do Gilberto Barros + Trollar atendentes do mcdonalds no habbo hotel + ligar para o Motel Ast√ļrias perguntar quando custa a bolacha Bauducco que aparece no site + Mandar entregar pizza na Rua dos Tamoios casa n¬į18 com port√£o vermelho + cosplay de russo no Omegle pedindo pra mostrarem a bunda + Dormir imaginando uma linha pra fazer viagem astral + recitar Homero pra mendigo + tomar antibi√≥tico no caf√© da manh√£ + Meditar imaginando o raio de luz violeta que representa a energia transmutadora + Workshop Reiki do Canal Luz da Serra MULHERES TERRAPLANISTAS RALEM.
Primeiro de tudo! Vai tomar no cu, MULHERES terraplanistas! Junto com todas que me contrariaram nos √ļltimos meses falando "dur hur voc√™ n√£o sabe nada de paleontologia, vai assistir seus desenhos filipinos e n√£o encha o saco". TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! LERAM DIREITO? TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! A farsa ficou t√£o √≥bvia, que eles n√£o tem mais como esconder que TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! Alguns mais penas, outros menos penas, MAS TODOS TEM. E aproveitando no mesmo v√≠deo, N√ÉO TEVE METEORO PORRA NENHUMA! Provavelmente as mudan√ßas clim√°ticas naturais, junto com a separa√ß√£o gradual dos continentes, √© que extinguiu a mega-flora e a mega-fauna. E se teve algum meteoro, apenas acelerou o processo em uma regi√£o muito especifica. Agora s√≥ falta as ((especialistas)) e a (((Academia))) admitir que dinossauros nunca existiram e que foi tudo um erro grotesco de interpreta√ß√£o de pessoas que n√£o sabiam que caralhos eram aqueles esqueletos. S√£o apenas aves e mam√≠feros ancestrais de milh√Ķes de anos atr√°s. E antes que eu me esque√ßa, vai todo mundo que me contrariou tomar no cu!
GOSTAR DE MIM POR QUEM EU SOU E NAO PELA MINHA APARENCIA
Sério, de verdade, ser uma pessoa bonita não é fácil em nossa sociedade atual; não é só os olhares de desejo das mulheres e dos homens que me incomoda, e sim, o fato de ser só isso para as pessoas. Sou muito mais que apenas um cara bonito. Tenho qualidades além dessas, e saber que as pessoas não ligam para elas, pois estão entorpecidas de anseio pela minha formosura, me entristece muito.
Não suporto mais ser bonito. Tudo que eu queria era poder nascer de novo num corpo de uma pessoa feia, pois sério, vocês não sabem como me dói saber que por culpa de algo que nasceu em mim (a incrível beleza), serei rotulado eternamente por isso.
Eu trabalho, estudo, procuro, conheço, aprendo! Sou um ser-humano como qualquer outro e não só mais um rostinho bonito.
Pergunta antes de eu poder te namorar: Você é ocultista?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares que raramente vejo sendo feita.
Se você ainda não for, pra se tornar minha namorada precisará ser e aqui está como fazer isso
√Č fato que a maior parte da literatura especializada ocidental acredita em Deus e Cristo, somente olhando-o por uma lente diferente. N√£o h√° um ritual que lhe aproxime de Deus, as coisas raramente s√£o t√£o simples. Entretanto, com estudo e medita√ß√£o o caminho come√ßa a ficar mais claro.
Entenda que não sou nenhum senhor da verdade, e o que te falo hoje posso descobrir ser mentira amanhã. Saiba também que um dos maiores problemas desse meio é a falta de um início claro, sendo as obras tidas como introdutórias porcarias completas. Dito isso, lhe respondo o seguinte:
  1. O caminho mais completo para se aproximar do que voc√™ quer come√ßa com no√ß√Ķes do pensamento Hel√™nico. Entenda que boa parte da vis√£o de mundo crist√£ vem da antiguidade cl√°ssica, principalmente as no√ß√Ķes de harmonia e belo. N√£o te pe√ßo para ler tudo o que j√° foi jogado ao ch√£o pelos gregos, mas saiba um pouco das origens das coisas. Tenha uma ideia b√°sica dos quatro humores gregos, e que essa √© uma das origens para atribuirmos personalidades aos elementos da natureza. Entenda um pouco dos seus deuses e Cosmos, porque eles ser√£o utilizados no futuro de forma metaf√≥rica em textos. Saiba que quando aparecer um hermafrodita em um texto especializado n√£o h√° conex√£o com desvios modernos, mas com um simbolismo mais antigo (Salvo engano, sua origem √© Plat√īnica. Mais especificamente, O Banquete, durante os discursos sobre amor).
  2. Entenda que boa parte da origem da magia ocidental vem da conflu√™ncia da cultura grega com a eg√≠pcia, incluindo a alquimia. A t√°bua esmeralda √© um texto obrigat√≥rio. Leia um pouco sobre o Axioma de Maria, A judia. Aprenda um pouco da simbologia alqu√≠mica, porque ser√° importante para voc√™ no futuro. √Č dentro da alquimia que ir√£o discursar sem final sobre a trindade (pelo menos os da corrente de Paracelso). N√£o se pretenda nenhum mestre dos espag√≠ricos, porque os qu√≠micos far√£o isso melhor do que voc√™. Entenda que n√£o havia essa separa√ß√£o absoluta entre o material e o espiritual, ent√£o os dois conhecimentos andaram juntos ao decorrer da hist√≥ria. Entenda tamb√©m que haviam escritores voltados especificamente para a alquimia espiritual, enquanto outros √† qu√≠mica.
  3. Estude a Cabala. Eu entendo que para alguns seja dif√≠cil dar aten√ß√£o √† Cabala Judaica com o surto conspiracionista chan√≠stico sobre a √≠ndole de todo um povo, mas querendo ou n√£o o juda√≠smo √© o Pai da f√© crist√£, sendo Jesus judeu. Entenda que a √°rvore da vida √© um estudo sobre Deus e suas emana√ß√Ķes, e dela vir√° uma boa parte de seu conhecimento.
  4. Leia as coisas atuais sobre o assunto. Dê atenção aos escritores herméticos, principalmente.
Ocultismo é um saco, pelo menos se você for estudar seriamente. Você pode perder a vida se tiver um projeto ambicioso como se aproximar de Deus.
Você também pode pular algumas etapas no que te falei. Sobre a parte do pensamento grego, saiba que boa parte é "dispensável". Dito isso, recomento que entenda um pouco sobre o funcionamento do Cosmos de Ptolomeu. Entenda também alguns dos símbolos planetários, porque seu entendimento irá lhe ajudar no futuro.
Pra me namorar também tem que gostar dos animes:
Akame ga Kill! Akarui Sekai Keikaku Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Criminale! Dog Style Domina no Do! Eden no Ori Evangelion Fullmetal Alchemist K-on! Naruto Shingeki no Kyojin Yu-gi-oh
Sobre assistir Yu-gi-oh; quando eu era adolescente, gostava (na época que passou na TV Globinho e era moda), mas hoje em dia não gosto mais; então não assistiria de novo.
Quanto às minhas lembranças marcantes de Yu-gi-oh:
Em 2003, Yu-gi-oh era moda e todo mundo na escola da quinta e da sexta série jogava com cartinhas piratas, já o pessoal da sétima e da oitava não se interessava. A propósito, em 2003 tiveram duas grandes modas de brinquedos baseados em animes, cartinhas de Yu-gi-oh e Beyblade. Outro brinquedo que todo mundo da quinta e da sexta série levava pra escola em 2003 depois que passou a moda de Yu-gi-oh e começou a moda da Beyblade era a Beyblade.
Outra lembrança marcante que tenho de Yu-gi-oh é que em 2003 na escola o pessoal criava suas próprias cartinhas, fazendo desenhos e estatísticas.
Fujimura-kun Mates Gantz Gou-Dere Bishoujo Nagihara Sora‚ô•ÔłŹ Higurashi no Naku Koro ni Kai: Matsuribayashi-hen Hitsugi no Chaika Ichigo 100% Ichinensei ni Nacchattara In Bura!: Bishoujo Kyuuketsuki no Hazukashii Himitsu Jigokuren: Love in the Hell Jinzou Shoujo JoJo no Kimyou na Bouken Part 4: Diamond wa Kudakenai JoJo no Kimyou na Bouken Part 5: Ougon no Kaze JoJo no Kimyou na Bouken Part 6: Stone Ocean JoJo no Kimyou na Bouken Part 7: Steel Ball Run Kaibutsu Oujo Lucky‚ėÜStar Mahou no Iroha! Mahou Tsukai Kurohime Monster Hunter Orage Mujaki no Rakuen Needless Zero Nyotai-ka Onihime VS Oretama Perowan!: Hayakushinasai! Goshujinsama‚ô™ Re:Marina Rosario to Vampire Saitama Chainsaw Shoujo Sankarea School Rumble Shingetsutan Tsukihime Shocking Pink! Shurabara! Sora no Otoshimono Sora no Otoshimono Pico Akame ga Kill! Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Dorohedoro Nekopara Pet Toaru Kagaku no Railgun Magia Record: Mahou Shoujo Madoka‚ėÜMagica Gaiden Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita.Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita. Isekai Quartet 2Isekai Quartet 2 Ishuzoku Reviewers Somali to Mori no Kamisama Eizouken ni wa Te wo Dasu na!Eizouken ni wa Te wo Dasu na! Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu.Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu. Jibaku Shounen Hanako-kun Haikyuu!!: To the TopHaikyuu!!: To the Top Darwin's GameDarwin's Game Kyokou SuiriKyokou Suiri Plunderer
PRE REQUISITO: GOSTAR DE FILMES DE FAROESTE.
IMPORTANTE: Se você gosta de filmes de super heroi, pare de ler e va se foder.
Se você é assim, fique longe de mim.
N√ÉO QUERO AS MULHERES QUE: As que falam palavr√Ķes As que fumam As que usam drogas As que postam foto com bebida Que bebem (menos ūüć∑, isso √© coisa de dama) As que v√£o para balada, festa, rave etc As que postam foto com decote ou sensuais
Há uma coisa que eu quero que você entenda sobre nós os homens.
Quando voc√™ colocar uma foto sua nua no facebook, fazendo uma pose gostosa, mostrando os seios ou como vemos em v√°rias fotos mostrando o bumbum ou deitada sedutoramente em sua cama, a √ļnica coisa que voc√™ faz √© que as pessoas tenham desejo sexual por voc√™, claro em A maioria dos casos por parte de homens.
Eu sei que voc√™ vai ficar t√£o emocionada com os 500 likes, 120 coment√°rios e as in√ļmeras mensagens privadas! Voc√™ vai querer postar cada vez mais fotos para se sentir cada vez mais no topo.
Mas há algo importante que você precisa saber:
Na verdade nenhum desses caras que gostam, comentam ou enviam mensagens privadas te ama. Tudo o que eles querem é usá-la e depois atirá-la para o lixo, para ser honesto nenhum deles a levaria para sua casa para ser sua esposa, acredite em mim, você para eles não é mais que uma menina de programa em busca de popularidade barata No Facebook.
Os homens ricos os que tem o que você procura "dinheiro" ou os pobres admiram as mulheres que se vestem com decência e se respeitam. Uma vestimenta decente que não revela muito o seu corpo, leva-os a amar e a respeitar-te, isto a simples vista nos diz que és uma mulher virtuosa, alguém a quem se pode levar para casa para ser esposa e mãe.
Isto em muitos casos diz-lhes que você foi criada com princípios morais e lhes dá detalhes do seu bom histórico familiar.
Eles n√£o se preocupam muito com a maquiagem excessiva, uma mulher digna de propor casamento sempre se distingue do monte, n√£o importa como.
Valoriza seu corpo, lembre-se que para encontrar diamantes é preciso cavar, respeita, e um verdadeiro homem vai te respeitar de um modo ou de outro.
Mas você terá muito respeito: Mulher, não mostre seu corpo no facebook, você não sabe que tipo de pessoas, venha suas coisas, você é uma mulher bela, não precisa de fotos, nem mostrar tanto, você pode conquistar com sua simpatia, com seu educación con seu sonrrisa,
As que j√° ficaram com amigos seus, ou que ficam com mais de 3 em um √ļnico ano As que n√£o trabalham ou estudam (ou que est√£o em um curso irrelevante de humanas) As que n√£o sabem o b√°sico de uma casa, como lavar, passar roupa, cozinhar, trocar fralda, etc As interesseiras As que est√£o pedindo presentes sempre As que j√° est√£o comprometidas As n√£o gostam de crian√ßas ou dizem que n√£o querem ter filhos (pessoas que n√£o querem ter filhos n√£o s√£o confi√°veis) As que tem piercing de bufalo
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2020.08.09 04:36 NinguemNoReddit N√£o me perguntem, apenas leiam

Tudo come√ßa com uma novela sobre pedofilos e sem lacra√ßao. Em 24 de mar√ßo de 2027, ela come√ßou a bombar. Uma hist√≥ria eu irei te contar, mas preste aten√ß√£o se n√£o voc√™ vai chorar, de ver o lucccccca nessa hist√≥ria, j√° que ele √© incrivelmente bosta em golf. Em um certo dia, dois fazendeiros que produziam essa novela desistiram da produ√ß√£o. Agora todos est√£o morrendo de fome pois est√£o sem p√£o parar comer durante a produ√ß√£o da s√©rie. Ent√£o viram LuCa jogando golf muito bem e pensaram em investir em sua carreira porque o sucesso j√° vem, mas no fim das contas n√£o aconteceu porque o lucccccccca √© burro. T√£o burro que ele passou no enem com nota maxima e no presinho tamb√©m. Por isso muitos almejavam seu poder de criar bosta desenvolvendo varios inimigos, sendo o principal deles o Mr. Catra porque, como no passado Mr. Catra era um grande jogador de golf no cen√°rio esportivo e luccccaaaa vivia perdendo nas competi√ß√Ķes para o hexacampe√£o, ao tirar uma nota maior que ele nos testes, lucccca podia esbanjar de sua cara e se igualar ao Mr. Por√©m quando foram parar na produ√ß√£o da novela em 13 de agosto de 2028 algo estranho aconteceu. Mr. Catra disse que era um tic toker, kpoper e jogador de free fire. Isso invocou a ira de LuCa que decidiu que precisava agir. Ent√£o chamou seus amigos e formou os Samurais Secretos com o objetivo de se aliar aos bolsominions para empurrar a terra para um lugar seguro. Mas todo mundo esqueceu o lucccca no espa√ßo. Ent√£o ele acabou morrendo de altoasfixia. Mas para fingir que ele n√£o morreu, o Chupa Cabra come√ßou a se passar por ele para disputar com o Chupa Cu apesar do Mr. Catra n√£o saber o que calhou na inven√ßao de uma chupada interdimensional que criou uma fenda onde todos que olhassem teriam o cu comido. Para resolver isso, o Mr. Catra inventou o portal interdimecional que levava todos a gal√°xia Hublon onde havia um planeta chamado S√£o Paulo B24 onde poderia abrigar vida humana. Depois de 2 anos estabilizados no novo planeta, a produ√ß√£o acabou a novela na 8 temporada. Por√©m o resultado foi uma bela merda e deixou a produ√ß√£o falida. A fim de ajudar, luccccaaa decidiu vender todas as suas a√ß√Ķes que possu√≠a na sexshop corporation. Por√©m isso era uma mentira, pois estavam fazendo corrup√ß√£o e desvio de dinheiro. Mr. Catra descobriu isso e contou √† pol√≠cia local que ao investigar descobriu que o LuCa era na verdade o Chupa Cabra disfarsado e o verdadeiro LuCa estava morto. Sabendo disso Mr. Catra ficou muito triste e sozinho. Come√ßou a ter depress√£o por n√£o ter ao seu lado seu maior inimigo. Mas eis que chega voando do c√©u, como Jesus, montado numa nuvem e usando uma capa rosa, era LuCa, ele estava vivo. Mr. Catra perguntou como isso era poss√≠vel e LuCa disse que j√° que tinha asma ele n√£o respirava a muito tempo, ent√£o a autoasfixia n√£o teve efeito nele. Ent√£o imponente, ele falou que veio salvar o mundo e disse as seguintes palavras: "Preparem-se para a encrenca! Encrenca em dobro! Para proteger o mundo da devasta√ß√£o! Para unir as pessoas de nossa na√ß√£o! Para denunciar os males da verdade e do amor! Para estender o nosso poder √†s estrelas!"
EU QUEIMO MINHA ROSCA POR ISSO SOU YAAAAAAGGGGG!!!!!!
FIN
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2020.08.09 04:35 NinguemNoReddit História aleatória (não me perguntem, apenas leiam)

Tudo come√ßa com uma novela sobre pedofilos e sem lacra√ßao. Em 24 de mar√ßo de 2027, ela come√ßou a bombar. Uma hist√≥ria eu irei te contar, mas preste aten√ß√£o se n√£o voc√™ vai chorar, de ver o lucccccca nessa hist√≥ria, j√° que ele √© incrivelmente bosta em golf. Em um certo dia, dois fazendeiros que produziam essa novela desistiram da produ√ß√£o. Agora todos est√£o morrendo de fome pois est√£o sem p√£o parar comer durante a produ√ß√£o da s√©rie. Ent√£o viram LuCa jogando golf muito bem e pensaram em investir em sua carreira porque o sucesso j√° vem, mas no fim das contas n√£o aconteceu porque o lucccccccca √© burro. T√£o burro que ele passou no enem com nota maxima e no presinho tamb√©m. Por isso muitos almejavam seu poder de criar bosta desenvolvendo varios inimigos, sendo o principal deles o Mr. Catra porque, como no passado Mr. Catra era um grande jogador de golf no cen√°rio esportivo e luccccaaaa vivia perdendo nas competi√ß√Ķes para o hexacampe√£o, ao tirar uma nota maior que ele nos testes, lucccca podia esbanjar de sua cara e se igualar ao Mr. Por√©m quando foram parar na produ√ß√£o da novela em 13 de agosto de 2028 algo estranho aconteceu. Mr. Catra disse que era um tic toker, kpoper e jogador de free fire. Isso invocou a ira de LuCa que decidiu que precisava agir. Ent√£o chamou seus amigos e formou os Samurais Secretos com o objetivo de se aliar aos bolsominions para empurrar a terra para um lugar seguro. Mas todo mundo esqueceu o lucccca no espa√ßo. Ent√£o ele acabou morrendo de altoasfixia. Mas para fingir que ele n√£o morreu, o Chupa Cabra come√ßou a se passar por ele para disputar com o Chupa Cu apesar do Mr. Catra n√£o saber o que calhou na inven√ßao de uma chupada interdimensional que criou uma fenda onde todos que olhassem teriam o cu comido. Para resolver isso, o Mr. Catra inventou o portal interdimecional que levava todos a gal√°xia Hublon onde havia um planeta chamado S√£o Paulo B24 onde poderia abrigar vida humana. Depois de 2 anos estabilizados no novo planeta, a produ√ß√£o acabou a novela na 8 temporada. Por√©m o resultado foi uma bela merda e deixou a produ√ß√£o falida. A fim de ajudar, luccccaaa decidiu vender todas as suas a√ß√Ķes que possu√≠a na sexshop corporation. Por√©m isso era uma mentira, pois estavam fazendo corrup√ß√£o e desvio de dinheiro. Mr. Catra descobriu isso e contou √† pol√≠cia local que ao investigar descobriu que o LuCa era na verdade o Chupa Cabra disfarsado e o verdadeiro LuCa estava morto. Sabendo disso Mr. Catra ficou muito triste e sozinho. Come√ßou a ter depress√£o por n√£o ter ao seu lado seu maior inimigo. Mas eis que chega voando do c√©u, como Jesus, montado numa nuvem e usando uma capa rosa, era LuCa, ele estava vivo. Mr. Catra perguntou como isso era poss√≠vel e LuCa disse que j√° que tinha asma ele n√£o respirava a muito tempo, ent√£o a autoasfixia n√£o teve efeito nele. Ent√£o imponente, ele falou que veio salvar o mundo e disse as seguintes palavras: "Preparem-se para a encrenca! Encrenca em dobro! Para proteger o mundo da devasta√ß√£o! Para unir as pessoas de nossa na√ß√£o! Para denunciar os males da verdade e do amor! Para estender o nosso poder √†s estrelas!"
EU QUEIMO MINHA ROSCA POR ISSO SOU YAAAAAAGGGGG!!!!!!
FIN
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2020.06.04 05:35 TeteuMendes Amigo talarico I Am the ass hole ?

Ola luba, editores e turma, meu nome √© Matheus e tenho 16 anos, vou dar um contexto do que aconteceu comigo: Eu no meio de 2019 tinha come√ßado a namorar com uma menina, vamos chamar ela de Carls, e ela era muito boa pra mim, por√©m por N motivos nos separamos, tempo vai tempo vem a gente volta no final de 2019, e tipo eu sempre fui apaixonado na carls, ela foi meu primeiro amor sabe? e no in√≠cio de 2020 terminamos pois n√£o tava dando certo, por√©m eu ainda a amava, tempo vai tempo vem e eu estava em uma feira noturna de Atibaia que √© a minha cidade, e ent√£o eu come√ßo a ter crises de ansiedade e de choro por que eu tinha lembrado da minha ex, eu n√£o estava bem e meu "amigo me levou pra casa" ele foi me consolando e eu fui contando tudo pra ele, inclusive minha hist√≥ria com a carls, logo depois eu comecei a considerar ele como um irm√£o, pois ele me ajudou bastante, j√° depois de quase 1 m√™s disso ele fica cm minha ex de casal numa alameda aq de Atibaia (fiquei sabendo por um amigo) e achei isso meio errado, ent√£o decidi cortar contato com ele, hoje de noite ele me mandou mensagem e segue o print, gostaria de saber quem foi o errado da hist√≥ria, uma amiga minha disse que deveria voltar a ser amigo dele e fiquei com duvida. 03/06/2020 23:25 - As mensagens e chamadas desta conversa est√£o protegidas com a criptografia de ponta a ponta. Toque para mais informa√ß√Ķes. 03/06/2020 23:25 - ???: 03/06/2020 23:26 - Teteu: qm √© ? kkkk 03/06/2020 23:26 - ???: Otavio 03/06/2020 23:26 - ???: conhece? 03/06/2020 23:26 - Teteu: do Aracy ??? 03/06/2020 23:27 - ???: O PORRA 03/06/2020 23:27 - ???: me adiciona 03/06/2020 23:27 - ???: se vai ver a foto 03/06/2020 23:28 - Teteu: aa 03/06/2020 23:28 - Teteu: putz mn √© vc 03/06/2020 23:28 - ???: putz man sou eu 03/06/2020 23:28 - Teteu: to meio puto cm uns bglh q vc fez 03/06/2020 23:28 - Teteu: achei mancada 03/06/2020 23:28 - ???: eu???? 03/06/2020 23:28 - ???: qq eu fizz 03/06/2020 23:28 - Teteu: mano 03/06/2020 23:28 - ???: ja fala man 03/06/2020 23:28 - Teteu: c se lembra 03/06/2020 23:28 - Teteu: quando eu chorei do nada 03/06/2020 23:28 - Teteu: e tive crise de ansiedade 03/06/2020 23:28 - Teteu: no meio da feira noturna ? 03/06/2020 23:29 - Teteu: ent 03/06/2020 23:29 - Teteu: era por causa da minha ex 03/06/2020 23:29 - ???: a 03/06/2020 23:29 - Teteu: e voc√™ me perguntou quem era minha ex 03/06/2020 23:29 - ???: lembrei 03/06/2020 23:29 - ???: irmao 03/06/2020 23:29 - ???: calma 03/06/2020 23:29 - Teteu: eu te respondi q era a carls carls e tals 03/06/2020 23:29 - Teteu: e tu foi l√° e ficou cm ela mano 03/06/2020 23:29 - Teteu: e eu achei zuado isso mn 03/06/2020 23:29 - ???: posso? 03/06/2020 23:29 - ???: ?? 03/06/2020 23:29 - Teteu: fala se 03/06/2020 23:29 - Teteu: ae* 03/06/2020 23:29 - ???: primeiro 03/06/2020 23:30 - ???: perdao 03/06/2020 23:30 - ???: isso nao se faz mesmo tlg 03/06/2020 23:30 - ???: e eu s√≥ fiz isso 03/06/2020 23:30 - ???: pq 03/06/2020 23:30 - ???: eu tinha esquecido 03/06/2020 23:30 - ???: e foi dps daquele ngc 03/06/2020 23:30 - ???: eu nem lembrava 03/06/2020 23:30 - ???: foi mto dps 03/06/2020 23:30 - ???: eu tinha terminado com a (censura) 03/06/2020 23:30 - ???: ai tava triste 03/06/2020 23:30 - ???: ela me chamou pra tomar a√ßai sla 03/06/2020 23:31 - ???: ai ela me levou pro canto e me beijou 03/06/2020 23:31 - ???: mas eu nn ia pegar tb 03/06/2020 23:31 - ???: dps eu achei que ela ia ficar me chamando e fiquei com medo dela se machucar e parei de falar cm ela 03/06/2020 23:31 - ???: pq ela confundiu as coisas 03/06/2020 23:31 - ???: foi isso 03/06/2020 23:31 - ???: man 03/06/2020 23:31 - ???: perdao 03/06/2020 23:31 - ???: de vdd 03/06/2020 23:31 - ???: nao fui homem 03/06/2020 23:31 - ???: s√≥ que eu esqueci viado 03/06/2020 23:32 - Teteu: ah velho, tipo eu te considerava irm√£o tlg 03/06/2020 23:32 - Teteu: te contei uns bglh q eu n contei nem pra minha melhor amiga saca 03/06/2020 23:32 - Teteu: e c vai e faz isso mn 03/06/2020 23:32 - Teteu: e tipo eu sei 03/06/2020 23:32 - Teteu: q vcs tavam na Lucas (alameda) de casalzinho na Lucas mn 03/06/2020 23:33 - Teteu: tipo eu te perdoou tlg 03/06/2020 23:33 - Teteu: mas eu n quero amizade 03/06/2020 23:33 - ???: qdo eu comecei a falar com ela eu nem lembrava pq fazia mo cota memo 03/06/2020 23:33 - ???: nao tava 03/06/2020 23:33 - ???: juro 03/06/2020 23:33 - ???: quem falou isso? 03/06/2020 23:33 - ???: para teu 03/06/2020 23:33 - Teteu: meu amigo 03/06/2020 23:33 - Teteu: passou na Lucas 03/06/2020 23:33 - ???: eu nao fiquei de casalzin 03/06/2020 23:33 - Teteu: e disse q viu a Nicole na Lucas 03/06/2020 23:33 - Teteu: com um mlk 03/06/2020 23:33 - ???: ela tava com um la 03/06/2020 23:33 - ???: e dps me encontrou 03/06/2020 23:33 - Teteu: ai eu conversando cm a carls descobri q era vc mn 03/06/2020 23:34 - ???: eu nao fiquei de casalzin 03/06/2020 23:34 - ???: man 03/06/2020 23:34 - ???: eu juro 03/06/2020 23:34 - ???: por tudo 03/06/2020 23:34 - Teteu: achei zuado pra krl mn 03/06/2020 23:34 - ???: eu tava fld q tava triste pra ela 03/06/2020 23:34 - ???: ela me puxou e me beijou dms 03/06/2020 23:34 - ???: man... 03/06/2020 23:34 - ???: nada justifica isso 03/06/2020 23:34 - ???: mas 03/06/2020 23:34 - ???: vey 03/06/2020 23:35 - Teteu: t√° suav mn 03/06/2020 23:35 - ???: se poe no meu lugar viado 03/06/2020 23:35 - Teteu: eu te perdoou 03/06/2020 23:35 - Teteu: pode at√© ser 03/06/2020 23:35 - Teteu: realmente q vc esqueceu 03/06/2020 23:35 - ???: man 03/06/2020 23:35 - Teteu: ou talvez fez mesmo sabendo q eu gostava dela 03/06/2020 23:35 - Teteu: mas eu n quero mais amizade mn 03/06/2020 23:35 - ???: pq eu vou querer fazer um bgl desse de proposito 03/06/2020 23:35 - Teteu: n da pra ter confian√ßa depois disso manin 03/06/2020 23:35 - ???: ta certo matheus ūüĎćūüĎć 03/06/2020 23:35 - Teteu: to sendo 100% verdadeiro 03/06/2020 23:36 - ???: ja nao √© manin 03/06/2020 23:36 - Teteu: te desejo tudo de bom 03/06/2020 23:36 -Teteu: por√©m n da pra ter amizade depois dessa 03/06/2020 23:36 - ???: quando as coisas melhorarem nao vem querer voltar a falar cmg 03/06/2020 23:36 - ???: da,mas se nao sabe 03/06/2020 23:36 - Teteu: cara eu s√≥ achei quebrado mn
Luba depois disso ele me bloqueou e postou nos status: Só pra avisar que não sou talarico de propósito, a não ser que você mereça.
E foi isso... obs( Os prints não carregavam e tive q exportar a conversa do whats ) Beijos luba, manda um abraço pro meu tio Marcelo, assisto seus vídeos com ele !
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2020.05.20 11:11 digoritty Helo

De novo eu fiz isso. Olhei para o meu lado e n√£o quis ver o seu. Nem sei pelo o que ‚Äúestamos‚ÄĚ passando. Falo desse momento confuso meu e de n√£o saber aproveitar. √Č dif√≠cil falar sobre essas quest√Ķes moment√Ęneas. N√£o quero me sentir um peso, em situa√ß√£o de pena. N√£o quero cobrar por aten√ß√£o, isso n√£o sou eu. Mas por que diabos sempre dou uma mancada? √Č o fato de sentir saudades, o n√£o estar e n√£o poder controlar sentimentos vagos? Tu falou isso, que poderia te ligar, podemos resolver falando um com o outro, mas me sinto p√©ssima sempre que te ligo, algo que eu preciso resolver. Sabe quando a gente corre atr√°s da pessoa e ela caga por voc√™? √Č assim, que me sinto. N√£o falo de voc√™ n√£o se importar com o que falo, mas de eu me sentir como se o que estivesse falando fosse ‚Äúnada.‚ÄĚ Puxa, escrevendo desta maneira, me coloco muito em uma posi√ß√£o, diria de me rebaixar, fa√ßo isso comigo e nem percebo. N√£o sei lidar com a dist√Ęncia, nunca soube. Tem a ver com o abandono. Nunca soube lidar, mas j√° melhorei muito, n√£o to 100%, por√©m aprendendo. Usar ‚Äúm√©todos‚ÄĚ como o telefone me deixam com um sentimento estranho. Como se estivesse pedindo ‚Äúpor favor, fala comigo,‚ÄĚ como se estivesse implorando por sua aten√ß√£o. Por mensagem sinto um v√°cuo a cada resposta sua de meia hora, duas, cinco ou no outro dia. Onde eu me encaixo nisso tudo? To lendo e escrevendo e parece que n√£o me valorizo pela mulher incr√≠vel que eu sou. N√£o quero viver de migalhas e nem de cobran√ßas. N√£o quero me sentir pouca coisa. Eu n√£o me sinto isso, mas desse jeito me consta essa ‚Äúcobran√ßa.‚ÄĚ Essa gera√ß√£o t√° acabando comigo. Como que voc√™s criam la√ßos e c√≠rculo de amizades com a aus√™ncia? Eu cresci de um outro jeito, to tentando lidar, sempre quis melhorar isso, trabalhar o meu equil√≠brio emocional e ter a mente aberta sobre coisas novas. Eu juro, procurei ajuda nesses √ļltimos meses, juro por Deus!! Depois de setembro/outubro corri atr√°s disso. Mas n√£o consegui, primeiro veio o carnaval, as pessoas entraram de recess√£o e por √ļltimo veio o covid, sem contar que perdi minha consulta para ele. To sem saber se tem alguma vitamina ou algo faltando no meu organismo. N√£o sei se s√£o os meus horm√īnios, n√£o paro de emagrecer. Deu algo nos meus exames kkk Tamb√©m n√£o quero justificar o meu corpo e mente por serem respons√°veis desse meu humor constante. Sei que tu n√£o aguenta mais os meus textos e nem manter uma conversar pelo celular. Sei que j√° n√£o sou igual ao que eu costumava ser. Fiz isso comigo esses dias, refleti que n√£o me encaixo em nenhum grupo, n√£o me sinto pertencente √† nada nessa terra. Mas a grande insatisfa√ß√£o √© por ter que sentir e fingir que n√£o sinto. Outro dia queria te mandar um bom dia, dizer que estava morrendo de saudades, mas desisti, e a cada minuto desisto de ser eu, de demonstrar sentimentos, me sinto vazia e me sinto desconfort√°vel em n√£o saber me posicionar mais sobre n√≥s. N√£o quero isso, sabe? Ser fria. Me sinto desonesta comigo mesma. N√£o me sinto verdadeiramente eu quando tenho que ser seca, ou n√£o te responder na mesma hora que tu me escreve. Que diabo de ser humano eu virei? Credo. N√£o quero mudar por causa de aparelhos tecnol√≥gicos. Quero mudar por mim. N√£o me importo com pessoas, mas com as quais eu divido algo. E isso n√£o √© falta de amor pr√≥prio. To me preocupando com que vida eu quero levar e com quem eu quero estar. Nesse momento, temo em n√£o sentir mais nada pelas pessoas que amo, j√° n√£o tenho pela humanidade. Kkk Essa pessoa n√£o sou eu. N√£o me sinto e nem quero ser esse mundo ca√≥tico. To sendo muito infantil ao ter 30 anos? Por muito tempo pulei algumas dessas etapas de amadurecimento. Sempre te falei que n√£o cresci em um ambiente de lar normal, por isso n√£o sei o certo, muito menos justifica acreditar que posso agir dessa maneira. Voc√™ me disse que n√£o pode segurar a minha m√£o, mas que est√° do meu lado. N√£o entendo isso. Em que ponto voc√™ est√° do meu lado? Se te mando um oi, tu me responde eu to √≥timo e a conversa para. Ser√° que tudo isso √© saudade s√≥ minha? Porque eu to morrendo dela agora. Hahaha Olha, eu sei um pouco sobre as suas vontades, sei que voc√™ √© bem mais racional que eu, por v√°rios momentos tu sempre foi. To tentando n√£o ser ‚Äúaquele tipo‚ÄĚ de pessoa que tu odeia e que eu detesto! N√£o quero cobran√ßas igual a ti, mas me sinto assim, com saudades de te ver. Ser√° que fiquei para tr√°s e n√£o percebi ainda? O meu simancol √© bem mais gen√©rico do que parece. Ele v√°ria entre paran√≥ias e ‚Äúo que ser√° que ele quis dizer?‚ÄĚ At√© agora to sem entender sua mensagem, ‚Äún√£o quero um amor...‚ÄĚ, j√° n√£o lembro da frase, mas voc√™ meio que deixou claro ali, por algum motivo que n√£o consigo entender, que n√£o queria um tipo de amor ego√≠sta. Um tipo de obsess√£o em que um dos lados s√≥ enxerga o pr√≥prio rabo. Senti que estava sendo descartada pela sei l√° que vez kkkk Mas me mandar isso por mensagem de celular e querer parecer o ‚Äúbom‚ÄĚ foi um golpe baixo. Minha paranoia diz que voc√™ me despacha quando t√° tudo bem, na merda tu me procura, diferente das outras pessoas, tu nunca teve um n√£o meu. Culpa minha! Admito que o amor me cegou. Mas n√£o me arrependo. Fui toda euzinha, s√≥ n√£o pude controlar sentir tudo isso na flor da pele. Foi mais intenso que os outros caras. Quase igual ao japa, at√© no aeroporto eu tive que ir para pensar. Vou l√° para poder me enxergar de uma outra maneira. De que tudo isso pode ser um caso banal e complicado que eu mesma crio em defesa ao que realmente eu sou e consigo vencer sozinha.
Continuando, outro dia falamos sobre pessoas estarem t√£o bem que esquecem das outras. Tu disse que n√£o esquecia. Mas at√© eu esque√ßo de mim kkk Esque√ßo de esquecer essas coisas vazias das quais eu luto ‚Äúevery single day.‚ÄĚ Voc√™ ainda est√° a√≠? Sei que escrevi muito, me sinto bem quando escrevo. A forma que encontrei de sobreviver a este mundo, j√° que ningu√©m me ouve. Sei que sou complicadinha e segundo raimundos que erraram na letra, n√£o sou perfeitinha!! N√£o sei o que voc√™ est√° passando se n√£o me falar ou quiser me ouvir, por ter crise de ‚Äúmulherzinha carente.‚ÄĚ Sei que nem sempre tu quer me falar. Mas eu estou aqui. Sempre estive aqui por n√≥s. Sou tola, n√©? Mas eu amo essa inoc√™ncia, pureza, essa garota/mulher que habita em mim. Ahhh, ainda crio a maldita expectativa. Tamb√©m n√£o controlo isso, nunca controlei, tento desarmar esse erro que cresceu e faz parte de mim. De tudo que escrevi, s√≥ queria dizer que estou com saudade, Guiii. Tu nem precisa responder a isso tudo. T√°, vou morrer de tristeza, porque escrevi de madrugada e foi tudo t√£o verdadeiro. Tome o seu tempo, mas me liga!!! Mesmo quando voc√™ estiver ‚Äúbem!‚ÄĚ To com o outro chip tem semanas e nada de tu me ligar. Sei que voc√™ √© m√£o de vaca ou t√° de rolo e n√£o tem tempo pra mim, mas me liga! Sinto a sua falta e j√° tentei cortar esse cord√£o umbilical h√° muito tempo. Disseram que o tempo cura tudo. To tentando me curar. Mas j√° tem uns sete meses. Sei que tu n√£o quer e nem vai segurar a minha m√£o. Isso d√≥i ouvir. Acho que n√£o estou vendo o seu lado, porque voc√™ nunca me deixa ver. Por que sempre tenho os meus porqu√™s? Quando foi que n√£o deu certo? Eu sei de n√≥s. Sei que a cada dia est√° mais longe. Ontem assisti um filme sobre isso. Achei incr√≠vel que nunca tinha visto esse lado em filmes infantis. Pessoas deixando as outras para fazerem a sua vida. O amadurecimento e a vida adulta. √Č disso que falava o filme. N√£o quero te comparar a ele. Mas tu me disse que n√£o pode segurar a minha m√£o, mas est√° aqui por n√≥s.
Nem sei mais o que escrever.
T√° tarde e ainda n√£o dormi. Nem durmo mais. Ficou um pouco depressivo, mas foi um pouco de mim.
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2020.05.02 00:14 NoiteAmorosa PROCURO NAMORADINHA

EU QUERO UMA NAMORADINHA: redpillada channer, dogoleira, wgtow, ancap, jogadora de lol, jogadora de poker, bv, virgem, sem amigos, crente, f√£ da UDR,magrela, footlet,escuta Chico Buarque, weeabo, hikkimori, otaku, gamer, furry, fujoshi, hetero,federal,trader de bitcoin,hacker, defacer, cubista, penspinner, recordista de memoriza√ß√£o de baralhos, timida, m√£e de pet, hidratada, n√£o consumidora de a√ßucar, saud√°vel, youtuber, netolover, pooper, cambista, shitposter, anarquista, materialista, roquista, travesquista, mono talon vlogger, blogueira, e-girl, intolerante a lactose, intolerante a gluten, grinder e hipn√≥loga, fiel, niilista existencialista, metaleira, headbanguer, pelo no suvaco, patriota, masoquista, ballbuster, jogadora de minecraft, buceta fedida, que n√£o tenha medo de chuta minhas bolas pelo amor de deus eu nao consigo encontrar uma menina pra chutar minhas bolas por favor deus eu imploro nao agusnto mais isso nao eh um meme porque voces tem medo de me chutar no saco. Ra√ßa: n√≥rdica Altura: 170cm+ Pele: 1 ou 2 (Fitzpatrick) Olhos: 7+ (Martin) Cabelos: qualquer cor, mas apenas lisos ou ondulados (FIA) Nariz: reto ou virado para cima Cr√Ęnio: dolico ou mesocef√°lico √ďculos: n√£o Aparelhos: n√£o Queixo furado: n√£o Covinhas: n√£o Orelha presa: n√£o Orelha de abano: n√£o Franja em V: n√£o Pelos no corpo: muito pouco Tatuagem: n√£o Gradua√ß√£o: apenas cursos voltados √† pesquisa Faculdade: apenas bem conceituadas Habilidades matem√°ticas: sim Idiomas: flu√™ncia em ingl√™s e mais outro idioma √Ālcool, cigarro, drogas: n√£o, nenhum Personalidade: introvers√£o Cultura: europeia ocidental RELIGI√ÉO: Crist√£ Ortodoxa Gostar de escutar rog√©rio skylab:
Para ser sincero, voc√™ precisa ter um QI muito alto para entender Rog√©rio Skylab Para ser sincero, voc√™ precisa ter um QI muito alto para entender Rog√©rio Skylab. O humor √© extremamente sutil e, sem uma compreens√£o s√≥lida de filosofia moderna, a maioria das piadas vai passar despercebida pelo telespectador m√©dio. H√° tamb√©m a vis√£o niilista de Rog√©rio, que est√° habilmente tecida em sua caracteriza√ß√£o - sua filosofia pessoal se baseia fortemente na literatura de Nododaya Volya, por exemplo. Os f√£s entendem essas coisas; eles t√™m a capacidade intelectual para realmente apreciar a profundidade dessas piadas, para perceber que elas n√£o s√£o apenas engra√ßadas - elas dizem algo profundo sobre a VIDA. Como conseq√ľ√™ncia, as pessoas que n√£o gostam de Rog√©rio Skylab s√£o verdadeiros idiotas - √© claro que eles n√£o apreciariam, por exemplo, o humor no bord√£o existencial de Rog√©rio "Chico Xavier √© viado e Roberto Carlos tem perna de pau", que √© uma refer√™ncia cript√≠ca para o √©pico Pais e Filhos do russo Turgenev. Estou sorrindo agora mesmo imaginando um desses coitados simplistas co√ßando a cabe√ßa em confus√£o enquanto as m√ļsicas se desenrolam na tela de seu computador. Que tolos‚Ķ como eu tenho pena deles. E sim, a prop√≥sito, eu tenho uma tatuagem do Rog√©rio Skylab. E n√£o, voc√™ n√£o pode v√™-la. √Č s√≥ para os olhos das damas. E mesmo elas, precisam demonstrar de antem√£o que possuem um QI com diferen√ßa absoluta de no m√°ximo 5 pontos do meu (de prefer√™ncia para baixo).
Rotina, Habitos e interesses: Nofap + Banho Gelado + comer carne crua + comer virado pra parede + biohack + dormir no ch√£o + Jordan Peterson + mewing + HBD + PUA + jelq + dormir 5 horas por dia + caf√© gelado sem a√ß√ļcar + hipismo + compila√ß√£o mitadas En√©as + alho cru + podcast do Joe Rogan + redpill + Brain Force + Jejum + medita√ß√£o iasd + m√ļsicas para concentra√ß√£o, foco e intelig√™ncia + teste de QI da internet + grupos de linhagem viking do facebook + ficar longe do poste de internet 4G + youtube do varg vikernes + ess√™ncia de morango da turma da m√īnica no narguil√© + jogar vape na cara de todo mundo que tentar entrar no bloco da faculdade + 5 segundos de calistenia no deserto do atacama + darkcel + √≥culos do a√©cio na foto de perfil + ler quotes do nietzsche no brainy quote + criar galinha no quarto sem os pais saberem + Alho cru + uma colher de azeite quando acorda e outra antes de dormir + jejum de 24hrs a cada 72hrs + assistir VT no premiere logo que chega do est√°dio + canal Ultras World + LibreFighting + Operation Werewolf + comprar os artigos do Paul Waggener + Centhurion METHOD + humilliation exposure com a finalidade de criar uma crosta na sua mente capaz de desenvolver uma resili√™ncia que resiste √† humilha√ß√£o como se ela fosse nada + tomar banho descal√ßo em chuveiro de academia com ch√£o mijado + muscula√ß√£o caseira + hackear o sono + Empreender + 10 livros de auto ajuda por m√™s + PUA + Selo super f√£ da f√ļria e tradi√ß√£o + Biokinesis + 432hz music + Mexer o pau sem piscar o c√ļ + medita√ß√£o transcendental + veganismo + minoxidil para cultivar uma barba + filmografia Jason Stataham + assistir vikings + redpill + ir no cinema sozinho + treino saitama + coach qu√Ęntico + enema de caf√© + dieta lair ribeiro + agua alcalina + O M√©todo de Wim Hof + sabedoria hiperb√≥rea + artigos da Nova Resist√™ncia + Biblioteca do D√≠dimo Matos + dormir virado pra patede assoviando no escuro pra espantar o curupira + dar 3 pulinhos toda vez que levantar da cama + dizer am√©m quando um 1113 azul passar por voc√™ na rua + 100 flex√Ķes por dia + 6 meses de jelq + injacula√ß√£o guiada + sociedade thule + energia vril + chap√©u de alum√≠nio para se proteger das armas psicotronicas emitidas pela CIA + caderno de anota√ß√Ķes smiliguido + pedir a b√™n√ß√£o ao carteiro toda segunda de manh√£ + 3 horas de academia + 4 horas de corrida + mascar caf√© + exerc√≠cios penianos do Dr. Rey + maratona saga Rocky + trilha sonora saga Rocky + trilogia Mercen√°rios + filmes do Jason Statham + assoviar o hino do Palmeiras de ponta-cabe√ßa + intro do Canal do Nicola em loop + palestras do Antonio Conte + v√≠deos do Rodrigo Baltar + dicas do Gustavo Gambit + aulas de italiano + dormir ouvindo Ultraje a Rigor + ler Walden pelado na mata atl√Ęntica de madrugada + ouvir m√ļsicas em velocidade aumentada + canto gregoriano √°rabe + ensinar hino do botafogo pra calopsita + fritar comida com banha de porco + assistir videos de situa√ßoes de risco com a finalidade de se preparar para o perigo + Terapia Holistica com formandos da UFPR no Jardim Bot√Ęnico + Radiestesia para harmonizar vibra√ß√£o da casa + Metatron 432HZ no YouTube entoando a ora√ß√£o EU SOU + ler O C√≥digo da Vinci + Jesus Qu√Ęntico + Barra Fixa na pra√ßa de madrugada escutando audiolivro do Jordan Peterson na voz do cara dos Fatos Desconhecidos + grupo POPEYE AFIANDO A PIKA + MyInstants AEEE KASINAO + Memes do Fausto Silva + ler O Evangelho dos Animais + stories do Copini no Instagram + Canal SocialGames7 com Gustavo Gambit e CIA + textos de Raphael Machado (Nova Resist√™ncia) + ser ex-membro do grupo Comunismo Ortodoxo + Monja Coen + Fazer origami com papel do bis + perder dinheiro com maquina de pegar ursinho + fumar palheiro com o av√ī + quebrar palito de dente no meio depois que usar + rezar Pai Nosso em aramaico + tentar se comunicar com o ashtar sheran + virar catequista e passar Pl√≠nio Salgado para as crian√ßas + Limpeza de 21 dias de S√£o Miguel Arcanjo + arrancar a fimose comendo cu apertado de galinha caipira + Regata branca WifeBeater com cal√ßa jeans clara e bota marrom + Ingressar na legiao estrangeira + Comprar toras de eucalipto pra reproduzir o centurion method mas nunca come√ßar o treinamento + vender m√°quina de cart√£o de cr√©dito + ler os escritos do Unabomber + Escutar a discografia do Paul Waggener + ler todos os livros do Pavel Tsatsouline + ouvir rap eslavo de cunho pol√≠tico suspeito + caf√© com um cubo de manteiga dentro precedendo a primeira refei√ß√£o do dia + beber 2L de leite por dia + Stronglifts 5x5 + Dieta Cetog√™nica + Canal Jason PROJETO GIGA + Cd do TRETA + comprar torre de chopp no prensad√£o + 2 c√°psulas de Tadalafellas antes do sexo + s√≥ comprar comida japonesa importada pra dieta + comer arroz sem sal com peixe cru sem tempero enrolado em folha do fundo do mar + memes da p√°gina Dollynho Puritano + Deus Vult na capa do Facebook + acessar o dogolachan pelo computador da escola pra postar fanfic gay do Gilberto Barros + Trollar atendentes do mcdonalds no habbo hotel + ligar para o Motel Ast√ļrias perguntar quando custa a bolacha Bauducco que aparece no site + Mandar entregar pizza na Rua dos Tamoios casa n¬į18 com port√£o vermelho + cosplay de russo no Omegle pedindo pra mostrarem a bunda + Dormir imaginando uma linha pra fazer viagem astral + recitar Homero pra mendigo + tomar antibi√≥tico no caf√© da manh√£ + Meditar imaginando o raio de luz violeta que representa a energia transmutadora + Workshop Reiki do Canal Luz da Serra MULHERES TERRAPLANISTAS RALEM.
Primeiro de tudo! Vai tomar no cu, MULHERES terraplanistas! Junto com todas que me contrariaram nos √ļltimos meses falando "dur hur voc√™ n√£o sabe nada de paleontologia, vai assistir seus desenhos filipinos e n√£o encha o saco". TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! LERAM DIREITO? TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! A farsa ficou t√£o √≥bvia, que eles n√£o tem mais como esconder que TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! Alguns mais penas, outros menos penas, MAS TODOS TEM. E aproveitando no mesmo v√≠deo, N√ÉO TEVE METEORO PORRA NENHUMA! Provavelmente as mudan√ßas clim√°ticas naturais, junto com a separa√ß√£o gradual dos continentes, √© que extinguiu a mega-flora e a mega-fauna. E se teve algum meteoro, apenas acelerou o processo em uma regi√£o muito especifica. Agora s√≥ falta as ((especialistas)) e a (((Academia))) admitir que dinossauros nunca existiram e que foi tudo um erro grotesco de interpreta√ß√£o de pessoas que n√£o sabiam que caralhos eram aqueles esqueletos. S√£o apenas aves e mam√≠feros ancestrais de milh√Ķes de anos atr√°s. E antes que eu me esque√ßa, vai todo mundo que me contrariou tomar no cu!
GOSTAR DE MIM POR QUEM EU SOU E NAO PELA MINHA APARENCIA
Sério, de verdade, ser uma pessoa bonita não é fácil em nossa sociedade atual; não é só os olhares de desejo das mulheres e dos homens que me incomoda, e sim, o fato de ser só isso para as pessoas. Sou muito mais que apenas um cara bonito. Tenho qualidades além dessas, e saber que as pessoas não ligam para elas, pois estão entorpecidas de anseio pela minha formosura, me entristece muito.
Não suporto mais ser bonito. Tudo que eu queria era poder nascer de novo num corpo de uma pessoa feia, pois sério, vocês não sabem como me dói saber que por culpa de algo que nasceu em mim (a incrível beleza), serei rotulado eternamente por isso.
Eu trabalho, estudo, procuro, conheço, aprendo! Sou um ser-humano como qualquer outro e não só mais um rostinho bonito.
Pergunta antes de eu poder te namorar: Você é ocultista?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares que raramente vejo sendo feita.
Se você ainda não for, pra se tornar minha namorada precisará ser e aqui está como fazer isso
√Č fato que a maior parte da literatura especializada ocidental acredita em Deus e Cristo, somente olhando-o por uma lente diferente. N√£o h√° um ritual que lhe aproxime de Deus, as coisas raramente s√£o t√£o simples. Entretanto, com estudo e medita√ß√£o o caminho come√ßa a ficar mais claro.
Entenda que não sou nenhum senhor da verdade, e o que te falo hoje posso descobrir ser mentira amanhã. Saiba também que um dos maiores problemas desse meio é a falta de um início claro, sendo as obras tidas como introdutórias porcarias completas. Dito isso, lhe respondo o seguinte:
  1. O caminho mais completo para se aproximar do que voc√™ quer come√ßa com no√ß√Ķes do pensamento Hel√™nico. Entenda que boa parte da vis√£o de mundo crist√£ vem da antiguidade cl√°ssica, principalmente as no√ß√Ķes de harmonia e belo. N√£o te pe√ßo para ler tudo o que j√° foi jogado ao ch√£o pelos gregos, mas saiba um pouco das origens das coisas. Tenha uma ideia b√°sica dos quatro humores gregos, e que essa √© uma das origens para atribuirmos personalidades aos elementos da natureza. Entenda um pouco dos seus deuses e Cosmos, porque eles ser√£o utilizados no futuro de forma metaf√≥rica em textos. Saiba que quando aparecer um hermafrodita em um texto especializado n√£o h√° conex√£o com desvios modernos, mas com um simbolismo mais antigo (Salvo engano, sua origem √© Plat√īnica. Mais especificamente, O Banquete, durante os discursos sobre amor).
  2. Entenda que boa parte da origem da magia ocidental vem da conflu√™ncia da cultura grega com a eg√≠pcia, incluindo a alquimia. A t√°bua esmeralda √© um texto obrigat√≥rio. Leia um pouco sobre o Axioma de Maria, A judia. Aprenda um pouco da simbologia alqu√≠mica, porque ser√° importante para voc√™ no futuro. √Č dentro da alquimia que ir√£o discursar sem final sobre a trindade (pelo menos os da corrente de Paracelso). N√£o se pretenda nenhum mestre dos espag√≠ricos, porque os qu√≠micos far√£o isso melhor do que voc√™. Entenda que n√£o havia essa separa√ß√£o absoluta entre o material e o espiritual, ent√£o os dois conhecimentos andaram juntos ao decorrer da hist√≥ria. Entenda tamb√©m que haviam escritores voltados especificamente para a alquimia espiritual, enquanto outros √† qu√≠mica.
  3. Estude a Cabala. Eu entendo que para alguns seja dif√≠cil dar aten√ß√£o √† Cabala Judaica com o surto conspiracionista chan√≠stico sobre a √≠ndole de todo um povo, mas querendo ou n√£o o juda√≠smo √© o Pai da f√© crist√£, sendo Jesus judeu. Entenda que a √°rvore da vida √© um estudo sobre Deus e suas emana√ß√Ķes, e dela vir√° uma boa parte de seu conhecimento.
  4. Leia as coisas atuais sobre o assunto. Dê atenção aos escritores herméticos, principalmente.
Ocultismo é um saco, pelo menos se você for estudar seriamente. Você pode perder a vida se tiver um projeto ambicioso como se aproximar de Deus.
Você também pode pular algumas etapas no que te falei. Sobre a parte do pensamento grego, saiba que boa parte é "dispensável". Dito isso, recomento que entenda um pouco sobre o funcionamento do Cosmos de Ptolomeu. Entenda também alguns dos símbolos planetários, porque seu entendimento irá lhe ajudar no futuro.
Pra me namorar tambéme tem que gostar dos animes:
Akame ga Kill! Akarui Sekai Keikaku Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Criminale! Dog Style Domina no Do! Eden no Ori Yu-gi-oh
Sobre assistir Yu-gi-oh; quando eu era adolescente, gostava (na época que passou na TV Globinho e era moda), mas hoje em dia não gosto mais; então não assistiria de novo.
Quanto às minhas lembranças marcantes de Yu-gi-oh:
Em 2003, Yu-gi-oh era moda e todo mundo na escola da quinta e da sexta série jogava com cartinhas piratas, já o pessoal da sétima e da oitava não se interessava. A propósito, em 2003 tiveram duas grandes modas de brinquedos baseados em animes, cartinhas de Yu-gi-oh e Beyblade. Outro brinquedo que todo mundo da quinta e da sexta série levava pra escola em 2003 depois que passou a moda de Yu-gi-oh e começou a moda da Beyblade era a Beyblade.
Outra lembrança marcante que tenho de Yu-gi-oh é que em 2003 na escola o pessoal criava suas próprias cartinhas, fazendo desenhos e estatísticas.
Fujimura-kun Mates Gantz Gou-Dere Bishoujo Nagihara Sora‚ô• Higurashi no Naku Koro ni Kai: Matsuribayashi-hen Hitsugi no Chaika Ichigo 100% Ichinensei ni Nacchattara In Bura!: Bishoujo Kyuuketsuki no Hazukashii Himitsu Jigokuren: Love in the Hell Jinzou Shoujo JoJo no Kimyou na Bouken Part 4: Diamond wa Kudakenai JoJo no Kimyou na Bouken Part 5: Ougon no Kaze JoJo no Kimyou na Bouken Part 6: Stone Ocean JoJo no Kimyou na Bouken Part 7: Steel Ball Run Kaibutsu Oujo Lucky‚ėÜStar Mahou no Iroha! Mahou Tsukai Kurohime Monster Hunter Orage Mujaki no Rakuen Needless Zero Nyotai-ka Onihime VS Oretama Perowan!: Hayakushinasai! Goshujinsama‚ô™ Re:Marina Rosario to Vampire Saitama Chainsaw Shoujo Sankarea School Rumble Shingetsutan Tsukihime Shocking Pink! Shurabara! Sora no Otoshimono Sora no Otoshimono Pico Akame ga Kill! Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Dorohedoro Nekopara Pet Toaru Kagaku no Railgun Magia Record: Mahou Shoujo Madoka‚ėÜMagica Gaiden Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita.Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita. Isekai Quartet 2Isekai Quartet 2 Ishuzoku Reviewers Somali to Mori no Kamisama Eizouken ni wa Te wo Dasu na!Eizouken ni wa Te wo Dasu na! Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu.Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu. Jibaku Shounen Hanako-kun Haikyuu!!: To the TopHaikyuu!!: To the Top Darwin's GameDarwin's Game Kyokou SuiriKyokou Suiri Plunderer
PRE REQUISITO: GOSTAR DE FILMES DE FAROESTE.
IMPORTANTE: Se você gosta de filmes de super heroi, pare de ler e va se foder.
Se você é assim, fique longe de mim.
N√ÉO QUERO AS MULHERES QUE: As que falam palavr√Ķes As que fumam As que usam drogas As que postam foto com bebida Que bebem (menos ūüć∑, isso √© coisa de dama) As que v√£o para balada, festa, rave etc As que postam fotos com short curto, decote ou sensuais
Há uma coisa que eu quero que você entenda sobre nós os homens.
Quando voc√™ colocar uma foto sua nua no facebook, fazendo uma pose gostosa, mostrando os seios ou como vemos em v√°rias fotos mostrando o bumbum ou deitada sedutoramente em sua cama, a √ļnica coisa que voc√™ faz √© que as pessoas tenham desejo sexual por voc√™, claro em A maioria dos casos por parte de homens.
Eu sei que voc√™ vai ficar t√£o emocionada com os 500 likes, 120 coment√°rios e as in√ļmeras mensagens privadas! Voc√™ vai querer postar cada vez mais fotos para se sentir cada vez mais no topo.
Mas há algo importante que você precisa saber:
Na verdade nenhum desses caras que gostam, comentam ou enviam mensagens privadas te ama. Tudo o que eles querem é usá-la e depois atirá-la para o lixo, para ser honesto nenhum deles a levaria para sua casa para ser sua esposa, acredite em mim, você para eles não é mais que uma menina de programa em busca de popularidade barata No Facebook.
Os homens ricos os que tem o que você procura "dinheiro" ou os pobres admiram as mulheres que se vestem com decência e se respeitam. Uma vestimenta decente que não revela muito o seu corpo, leva-os a amar e a respeitar-te, isto a simples vista nos diz que és uma mulher virtuosa, alguém a quem se pode levar para casa para ser esposa e mãe.
Isto em muitos casos diz-lhes que você foi criada com princípios morais e lhes dá detalhes do seu bom histórico familiar.
Eles n√£o se preocupam muito com a maquiagem excessiva, uma mulher digna de propor casamento sempre se distingue do monte, n√£o importa como.
Valoriza seu corpo, lembre-se que para encontrar diamantes é preciso cavar, respeita, e um verdadeiro homem vai te respeitar de um modo ou de outro.
Mas você terá muito respeito: Mulher, não mostre seu corpo no facebook, você não sabe que tipo de pessoas, venha suas coisas, você é uma mulher bela, não precisa de fotos, nem mostrar tanto, você pode conquistar com sua simpatia, com seu educacióncon seu sonrrisa,
As que j√° ficaram com amigos seus, ou que ficam com mais de 3 em um √ļnico ano As que n√£o trabalham ou estudam (ou que est√£o em um curso irrelevante de humanas) As que n√£o sabem o b√°sico de uma casa, como lavar, passar roupa, cozinhar, trocar fralda, etc As interesseiras As que est√£o pedindo presentes sempre As que j√° est√£o comprometidas As n√£o gostam de crian√ßas ou dizem que n√£o querem ter filhos (pessoas que n√£o querem ter filhos n√£o s√£o confi√°veis) As que tem piercing de bufalo
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2020.04.12 04:33 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 7

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/53134866390
Autores: V√°rios usu√°rios do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
√ćndices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6, Parte 7

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Sinais e Portentos

Uma das habilidades mais impressionantes doeGRRM como escritor, em minha opni√£o, √© sua capacidade de ocultar pren√ļncios [foreshadows] em cenas aparentemente irrelevantes a serem revisitadas pelo leitor, que maravilhar√° com elas. Por exemplo:
Quando Podrick quis saber o nome da estalagem onde esperavam passar a noite, Septão Meribald apegou-se avidamente à pergunta [...].
‚Äď Alguns a chamam Velha Estalagem. Ali existe uma estalagem h√° muitas centenas de anos, embora esta s√≥ tenha sido constru√≠da durante o reinado do primeiro Jaehaerys [‚Ķ].
Mais tarde, passou para um cavaleiro aleijado chamado Jon Comprido Heddle, que se dedicou a trabalhar o ferro quando ficou idoso demais para combater. Ele forjou um novo sinal para o pátio, um dragão de três cabeças em ferro negro que pendurou em um poste de madeira. [...]
‚Äď O sinal do drag√£o ainda est√° l√°? ‚Äď Podrick qui saber tamb√©m.
‚Äď N√£o ‚Äď Sept√£o Meribald respondeu. ‚Äď Quando o filho do ferreiro era j√° um velho, um filho bastardo do quarto Aegon ergueu-se em rebeli√£o contra seu irm√£o leg√≠timo e escolheu como s√≠mbolo um drag√£o negro. Estas terras pertenciam ent√£o a Lorde Darry, e sua senhoria era ferozmente leal ao rei. Ver o drag√£o de ferro negro o deixou furioso, e por isso derrubou o poste, fez o sinal em peda√ßos e os atirou ao rio. Uma das cabe√ßas do drag√£o foi dar √† costa na Ilha Quieta muitos anos mais tarde, embora nessa √©poca estivesse vermelha de ferrugem. O estalajadeiro n√£o voltou a pendurar outro sinal, e os homens esqueceram-se do drag√£o.
(AFFC, Brienne VII)
Aqui est√° a ess√™ncia da teoria de que Aegriff √© um pretendente de Blackfyre explicada por meio de bras√Ķes. O drag√£o negro retornando a Westeros via mar disfar√ßado de vermelho. Existem in√ļmeros pequenas recompensa nos livros para os f√£s desenterrarem e, geralmente, quanto mais importante √© a hist√≥ria, mais difusas s√£o as dicas. R + L = J √© provavelmente o atual campe√£o disso, com alus√Ķes a ela freq√ľentemente despontando em di√°logos casuais sobre Jon ou envolvendo-o. Como por exemplo, esta conversa de quando ele soltar Val na Floresta Assombrada para encontrar Tormund:
[Jon:] Você voltará. Pelo menino, se não por outra razão. [...]
[Val:] Assegure-se de que esteja protegido e aquecido. Pelo bem da mãe dele, e pelo meu. E o mantenha longe da mulher vermelha. Ela sabe quem ele é. Ela vê coisas nas chamas.
Arya, ele pensou, esperando que fosse assim.
‚Äď Cinzas e brasas.
‚Äď Reis e drag√Ķes.
Drag√Ķes novamente. Por um momento, Jon quase os viu tamb√©m, serpenteando na noite, suas sombras escuras delineadas contra um mar de chamas.
(ADWD, Jon VIII)
Muito ir√īnico que, mais cedo, em seu pr√≥prio cap√≠tulo, Melisandre olhe para as chamas e veja Jon, como ela faz h√° algum tempo. Jon, que √© √© rei e drag√£o (se R+L=J for verdade).
Portanto, a questão agora é se o GRRM deixou pistas que levem à Grande Conspiração Nortenha.
Mais homens de neve haviam sido erguidos no p√°tio quando Theon Greyjoy voltou. Para comandar as sentinelas de neve nas muralhas, os escudeiros haviam erigido uma d√ļzia de senhores de neve. Um claramente pretendia ser Lorde Manderly; era o homem de neve mais gordo que Theon j√° vira. O senhor de um bra√ßo s√≥ podia ser Harwood Stout, a boneca de neve, Barbrey Dustin. E um que estava mais perto da porta com a barba feita de pingentes de gelo devia ser o velho Terror-das-Rameiras Umber.
(ADWD, O vira-casaca)
Que escolha interessante de bonecos de neve para citar e assim chamar √† aten√ß√£o. No mesmo cap√≠tulo, especula-se que Manderly, Terror-das-Rameiras, Stout e a Senhora Dustin formam uma esp√©cie de corrente humana para transmitir informa√ß√Ķes sobre os Starks (a sobreviv√™ncia de Bran e Rickon, com certeza) com o fim derradeiro de trazer a Senhora Dustin e os Ryswells para a secreta liga anti-Bolton.
Ainda mais intrigante √© o fato de que isso tamb√©m pode ser lido como um jogo de palavras que sugerem o apoio norte de Jon. Assim como Wylla Manderly proclama sua lealdade aos Starks durante a audi√™ncia de seu av√ī com Davos, dizendo que os Manderlys juravam ser sempre ‚Äúhomens Stark‚ÄĚ, se Lord Wyman e seus co-conspiradores decidissem apoiar o decreto de Robb de nomear Jon seu herdeiro, eles seriam "homens de neve" [Snow men].
Outro conjunto de pistas em potencial est√° na escolha de m√ļsicas de Manderly durante a festa do casamento (ADWD, O pr√≠ncipe de Winterfell). Por que Manderly quer que Abel contemple os Freys com uma m√ļsica sobre o Rato Cozinheiro j√° foi discutido, mas qual das outras duas m√ļsicas ele pede pelo nome? Os tristes contos de Danny Flint e "A Noite que Terminou".
Fortenoite surgia em algumas das hist√≥rias mais assustadoras da Velha Ama. Tinha sido ali que o Rei da Noite reinou, antes de seu nome ter sido varrido da mem√≥ria dos homens. Foi ali que o Cozinheiro Ratazana serviu ao rei √Ęndalo seu empad√£o de pr√≠ncipe e bacon, que as setenta e nove sentinelas mantiveram-se de vigia, que o bravo jovem Danny Flint foi violado e assassinado.
(ASOS, Bran IV)
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[Jon:] Mance alguma vez cantou Bravo Danny Flint?
[Tormund:] N√£o que eu me lembre. Quem era ele?
‚Äď Uma garota que se vestiu de menino para tomar o negro. Sua can√ß√£o √© triste e bonita. O que aconteceu com ela n√£o foi. ‚Äď Em algumas vers√Ķes da can√ß√£o, seu fantasma ainda caminhava pelo Fortenoite.
(ADWD, Jon XII)
Já foi teorizado que o elemento chave da história de Danny Flint que Manderly tem em mente é a farsa por meio de uma identidade falsa. Jeyne Poole é outra garota que finge ser alguém que não é e, embora o faça sob coação, seu destino é tão terrível quanto o de Danny Flint.
Manderly pode ter desvendado a falsa Arya? Como? Na verdade, duas falsas Aryas s√£o analisadas e julgadas n√£o convincentes - primeiro Jeyne por Theon (ADWD, Fedor II), depois Alys Karstark por Jon (ADWD, Jon IX). Theon percebe imediatamente que os olhos de Jeyne s√£o castanhos, n√£o cinza. Jon tamb√©m verifica o cabelo e a cor dos olhos de Alys, que combinam com os de Arya, mas percebe que ela √© velha demais para ser sua irm√£ mais nova. O mesmo vale para Jeyne, que era a melhor amiga de Sansa e, portanto, provavelmente da mesma idade dela, alguns anos mais velha que Arya. A quest√£o √© que o estratagema dos Bolton n√£o √© perfeito, e uma pessoa familiarizada com Arya pode identificar as discrep√Ęncias. Existe algu√©m assim em Winterfell al√©m de Theon?
Os Cerwyns são bons candidatos, em minha opinião. Eles moram a apenas meio dia de viagem de Winterfell (ACOK, Bran II) e pode-se esperar que tenham visitado os Starks com frequência suficiente para observar Arya de perto. O próprio Mance Rayder é outro, tendo supostamente aparecido em Winterfell durante o festim real em A Guerra dos Tronos com o propósito declarado de espiar. Harwin, se ele é realmente o misterioso homem encapuzado que Theon encontra. Outros senhores do Norte talvez também suspeitem, pois se interessariam em Arya pelas perspectivas de seu casamento.
Por fim, ‚ÄúA Noite que Terminou‚ÄĚ √© aparentemente uma m√ļsica que comemora a √ļltima Longa Noite e a vit√≥ria da humanidade sobre os Outros.
Muito mais tarde, depois de todos os doces terem sido servidos e empurrados para baixo com gal√Ķes de vinho de ver√£o, a comida foi levada e as mesas encostadas √†s paredes para abrir espa√ßo para a dan√ßa. A m√ļsica tornou-se mais animada, os tambores juntaram-se a ela, e Hother Umber apresentou um enorme corno de guerra encurvado com faixas de prata. Quando o cantor chegou √† parte de A Noite que Terminou, em que a Patrulha da Noite avan√ßava ao encontro dos Outros na Batalha da Madrugada, deu um sopro t√£o forte que fez todos os c√£es latirem.
(ACOK, Bran III)
Em conjunto, a playlist de Manderly no casamento diz √†queles inteligentes o suficiente para ouvir que ele n√£o est√° se deixando enganar pelas mentiras dos Bolton, ele j√° derramou sangue Frey √†s escondidas e seu lado ser√° o vencedor no final. H√° outra singularidade em sua sele√ß√£o de m√ļsicas, no entanto. Uma que sugere novamente uma conex√£o com Jon. Todos as tr√™s can√ßoes s√£o sobre a Patrulha da Noite.
O Rato Cozinheiro era um irm√£o negro que se vingou, e Danny Flint queria ser um. " A Noite que Terminou " apresenta a Patrulha em glorioso triunfo sobre os Outros, salvando o reino no processo. Certamente, h√° outras m√ļsicas sobre garotas bonitas disfar√ßadas e mentirosas recebendo sua puni√ß√£o, ou sobre vit√≥rias Stark sobre os √Ęndalos, selvagens ou homens de ferro que Manderly poderia ter pedido. A menos que ele (ou GRRM!) esteja, de fato, inserindo outro ponto muito sutil com isso: que Jon Snow n√£o tenha sido esquecido pelos vassalos leais de seu falecido pai e irm√£o.
E h√° uma terceira refer√™ncia a Jon! Quais s√£o os nomes das duas garotas que t√£o comovente e retumbantemente falam do amor do Norte pelos Starks? Wylla Manderly e Lyanna Mormont. Pode ser simples coincid√™ncia que uma compartilhe um nome com a ama de leite de Jon (que Ned afirmou ser sua m√£e) e a outro tenha o nome da verdadeira m√£e biol√≥gica de Jon (assumindo R + L = J como verdadeiro). Uma vez que estamos falando das Cr√īnicas de Gelo e Fogo , no entanto, eu digo que provavelmente n√£o √© coincid√™ncia.
Um √ļltimo potencial pren√ļncio tem a ver com Stannis e sua campanha para ganhar o Norte.
Stannis estendeu uma m√£o, e seus dedos fecharam-se emvolta de uma das sanguessugas.
‚Äď Diga o nome ‚Äď ordenou Melisandre.
A sanguessuga retorcia-se na m√£o do rei, tentando se prender a umde seus dedos.
‚Äď O usurpador ‚Äď disse ele. ‚Äď Joffrey Baratheon. ‚Äď Quando atirou a sanguessuga no fogo, ela enrolou-se entre os carv√Ķes como uma folha de outono e incendiou-se.
Stannis agarrou a segunda.
‚Äď O usurpador ‚Äď declarou, dessa vez mais alto. ‚Äď Balon Greyjoy. ‚Äď Deu-lhe um piparote ligeiro para dentro do braseiro [‚Ķ]
A √ļltima sanguessuga estava na m√£o do rei. Estudou aquela por ummomento, enquanto se contorcia entre seus dedos.
‚Äď O usurpador ‚Äď disse por fim. ‚Äď Robb Stark. ‚Äď E atirou-a para as chamas.
(ASOS, Davos IV)
Joffrey, Balon e Robb morrem nas m√£os de homens, cujos planos est√£o em andamento muito antes de Stannis realizar qualquer ritual, n√£o porque sejam amaldi√ßoados magicamente ou porque R'hllor quer que seja assim. Para que serve Stannis queimando as sanguessugas? Em seu cap√≠tulo em A Dan√ßa dos Drag√Ķes, vimos Melisandre apostar pesado nas apar√™ncias como uma maneira de conservar sua influ√™ncia, mantendo os homens admirados por sua aura de misticismo. Uma demonstra√ß√£o de poder, a fim de recuperar a confian√ßa de Stannis, n√£o seria ruim ap√≥s a derrota desastrosa no √Ägua Negra e, por mais ris√≠veis que tenham sido suas interpreta√ß√Ķes sobre Azor Ahai, Melisandre consegue prever eventos de import√Ęncia pol√≠tica em suas chamas, √†s vezes com detalhes e precis√£o impressionantes.
[Jon:] Outros senhores se declararam por Bolton também?
A sacerdotisa vermelha deslizou para mais perto do rei.
‚Äď Vi uma cidade com muralhas de madeira, ruas de madeira, cheia de homens. Estandartes se agitavam sobre suas muralhas: um alce, um machado de batalha, tr√™s pinheiros, machados de cabos longos cruzados sob uma coroa, uma cabe√ßa de cavalo com olhos flamejantes.
‚Äď Hornwood, Cerwy n, Tallhart, Ryswell e Dustin ‚Äď informou Sor Clayton Suggs. ‚Äď Traidores, todos. C√£ezinhos de estima√ß√£o dos Lannister.
(ADWD, Jon IV)
Melisandre v√™ nas chamas que Joffrey, Balon e Robb n√£o demorar√£o muito no mundo dos vivos e orquestra uma pequena farsa para Stannis; portanto, quando a not√≠cia de suas mortes chegar at√© ele, sua cren√ßa nela e em suas habilidades ser√° refor√ßada. Como tudo isso √© relevante para a Grande Conspira√ß√£o Nortenha? Lorde Bolton √© chamado por alguns de Senhor Sanguessuga pelas sanguessugas que frequentemente usa para tratamentos de sa√ļde.
[Roose:] Tem medo de sanguessugas, filha?
[Arya:] São só sanguessugas. Senhor.
‚Äď Meu escudeiro poderia aprender alguma coisa com voc√™, ao que parece. Sangramentos frequentes s√£o o segredo de uma vida longa. Um homem tem de se purgar do sangue ruim.
(ACOK, Arya IX)
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O quarto do senhor estava cheio de gente quando [Arya] entrou. Qyburn encontrava-se presente, bem como o severo Walton com seu camis√£o e grevas, al√©m de uma d√ļzia de Frey, todos eles irm√£os, meios-irm√£os e primos. Roose Bolton estava na cama, nu. Sanguessugas aderiam √† parte de dentro de seus bra√ßos e pernas e espalhavam-se por seu peito p√°lido, longas coisas transl√ļcidas que se tornavam de um cor-de-rosa cintilante quando se alimentavam. Bolton n√£o prestava mais aten√ß√£o nelas do que em Arya.
(ACOK, Arya X)
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‚Äď O que voc√™ quer agora? ‚Äď Gendry perguntou numa voz baixa e zangada.
[Arya:] Uma espada.
‚Äď O Polegar Preto mant√©m todas as l√Ęminas trancadas, j√° lhe disse mais de cem vezes. √Č para o Senhor Sanguessuga?
(ACOK, Arya X)
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Os olhos de Harwin desceramdo rosto de Arya para o homem esfolado que trazia no gib√£o.
‚Äď Como √© que me conhece? ‚Äď disse, franzindo a testa, desconfiado. ‚Äď O homem esfolado... quem √© voc√™, algum criado do Lorde Sanguessuga?
(Arya II, ASOS)
Qyburn, Jaime e a Senhora Dustin tamb√©m observam a associa√ß√£o de Roose com sanguessugas (ASOS, Jaime IV / ADWD, O Pr√≠ncipe de Winterfell). Figurativamente falando, Stannis est√° novamente queimando sanguessugas para se exibir em sua guerra contra os Boltons, esperando convencer os nortenhos a apoiarem sua tentativa pelo Trono de Ferro. Mas, assim como o teatro de Melisandre n√£o resulta em nada al√©m de aprofundar a confian√ßa de Stannis nela, os experimentos de Stannis em A Dan√ßa dos Drag√Ķes podem ser in√ļteis caso outro Stark seja proclamado rei no norte. E h√° uma dica de que isso acontecer√°.
A voz de Melisandre era suave. ‚Äď Lamento, Vossa Gra√ßa. Isso n√£o √© um fim. Mais falsos reis ir√£o se erguer em breve para tomar a coroa daqueles que morreram.
‚Äď Mais? ‚Äď Stannis parecia comvontade de esgan√°-la. ‚Äď Mais usurpadores? Mais traidores?
‚Äď Vi nas chamas.
(ASOS, Davos V)
Em A Dan√ßa dos Drag√Ķes, mais reis falsos parecem ter substitu√≠do os que morreram, como profetiza Melisandre. Tommen assume a coroa de Joffrey e Euron a de Balon. E a coroa de Robb? Quem √© o novo rei do norte?
Roose pode ter algumas ambi√ß√Ķes por l√° (ADWD, O Pr√≠ncipe de Winterfell), mas ele ainda n√£o desafiou o Trono de Ferro ou os Lannisters, que o nomearam Protetor do Norte. De qualquer forma, √© improv√°vel que ele pudesse ganhar o apoio dos nortenhos, que prefeririam que um Stark os governasse. Pessoalmente, acho que a op√ß√£o mais dram√°tica para o pr√≥ximo usurpador e traidor √© Jon, que ganhou o respeito relutante de Stannis por um conselho honesto e pode continuar tendo discuss√Ķes tensas (leia-se: divertidas!) com ele, de uma maneira que Rickon, de cinco anos de idade, bem, realmente n√£o conseguiria.

Um tempo para lobos

Uma objeção comum à Grande Conspiração Nortenha é que, por mais persuasivo que seja, é otimista demais acreditar que GRRM permitirá que os Starks e seus aliados triunfem. Afinal, ele ganhou reputação por subverter clichês de fantasia de bem vs. Mal, e por matar ou mutilar personagens amados enquanto saboreia as lágrimas amargas de seus leitores.
GRRM √© realmente t√£o pouco convencional? A morte de Ned Stark em A Guerra dos Tronos √© frequentemente citada como o momento em que a ASOIAF rompe com as tradi√ß√Ķes de g√™nero, transcendendo a tend√™ncia juvenil da fantasia por finais de contos de fadas cortando a cabe√ßa do protagonista. No entanto , eu argumentaria que n√£o apenas os cr√≠ticos da fantasia s√£o os culpados por estereotipar e simplificar outros trabalhos como Senhor dos An√©is a ponto de n√£o fazer sentido, em uma demonstra√ß√£o de mem√≥ria seletiva. A pr√≥pria estrutura narrativa da ASOIAF disfar√ßa o fato de que Ned nunca foi o her√≥i da hist√≥ria de GRRM, para come√ßo de conversa.
Ned √© uma figura paterna, um mentor protetor e guia do tipo que quase sempre morre, √†s vezes antes de o primeiro ato de uma fantasia √©pica terminar (vide Obi-wan Kenobi). As crian√ßas Stark nunca se desenvolveriam de verdade por si mesmas, a menos que o ‚Äúporto seguro‚ÄĚ Ned fosse removido, assim como Harry Potter n√£o p√īde depender de Dumbledore em seu confronto final com Voldemort. Dadas as habilidades de vidente verde de Bran, Ned pode at√© aparecer do al√©m-t√ļmulo para transmitir sabedoria ou divulgar segredos como fizeram Obi-wan e Dumbledore. Tudo isso √© bastante convencional. GRRM √© simplesmente um mestre da desorienta√ß√£o, e sua manipula√ß√£o √© evidente em muitas das grandes reviravoltas de ASOIAF.
Robb? Nunca teve um ponto de vista. Contos da carochinha sobre reinos perdidos por coisas pequenas são tão comuns quanto as sagas de reis guerreiros heróicos vitoriosos em conquista. As lendas arturianas, por exemplo, contam sobre a fundação da utópica Camelot e a morte de Arthur nas mãos de seu filho bastardo com sua meia-irmã, e sua rainha fugindo com um de seus cavaleiros.
GRRM explora inteligentemente o desejo do leitor de ver Ned vingado. Os Starks se re√ļnem para distrair os leitores para o pren√ļncio da morte de Robb no sonho de Theon (com um banquete de mortos em Winterfell) e as vis√Ķes de Dany na Casa dos Imortais, ambos em A F√ļria dos Reis.
Portanto, se a previsibilidade no desdobramento de um enredo não serve como teste para teoria dos fãs, em quais critérios os leitores da ASOIAF podem confiar? Penso que a questão-chave que deve ser colocada em qualquer especulação é: "como isso faz a história avançar?"
A Guerra dos Cinco Reis est√° marcada pelas mortes de Ned e Robb, a primeira instigando o conflito e a segunda efetivamente encerrando-o ‚Äď ou pelo menos limpando a lousa para a pr√≥xima rodada. Por outro lado, em minha opini√£o, √© narrativamente fraca a ideia de que Jon Snow est√° permanentemente morto e que seu assassinato levar√° √† queda da Muralha, pensando-se que o atentado sozinho seja capaz de trazer caos a Castelo Negro, pois assim tamb√©m perderemos Jon como personagem pelo resto da s√©rie, tornando in√ļteis todas aquelas p√°ginas gastas em fazer dele indiv√≠duo e n√£o um simples instrumento do enredo.
Voltando finalmente à Grande Conspiração Nortenha, o que vejo como um dos principais problemas de GRRM em Os Ventos do Inverno é que, depois de cinco livros e quase duas décadas, os Outros ainda não causaram muito impacto. O apocalipse dos zumbis de gelo prometido no prólogo de A Guerra dos Tronos é bom acontecer em breve ou GRRM pode ser justamente acusado de deixar sua história inchar até ficar anticlimática.
Al√©m disso, quando os Outros invadirem inevitavelmente Westeros, eles devem faz√™-lo com poder devastador, a fim de estabelecer sua credibilidade como uma amea√ßa ao reino. No entanto, como pode o Norte, nas condi√ß√Ķes em que se encontra em A Dan√ßa dos Drag√Ķes ‚Äď j√° devastado pela guerra e pelo inverno, dividido pela pol√≠tica e pelos conflitos de sangue, al√©m de amplamente ignorante do perigo para-l√°-da-Muralha ‚Äď, suportaria realisticamente esse ataque? E as casas do norte, assim como os homens, devem sobreviver em n√ļmero significativo.
Caso contr√°rio, a tarefa de vencer a Batalha da Alvorada recair√° inteiramente sobre Dany, seus drag√Ķes, quaisquer for√ßas que a acompanhem de Essos e quaisquer senhores do sul que possam ser convencidos a prestar aten√ß√£o nela. Acho essa uma perspectiva bastante desagrad√°vel, sem mencionar tematicamente inconsistente com o t√≠tulo da s√©rie, em que apenas os seres inumano feitos de gelo desempenham pap√©is principais.
Se for verdade, a Grande Conspiração Nortenha tem o benefício de rapidamente unificar o Norte novamente sob o comando dos Starks, que provavelmente serão liderados por Jon como o mais velho e com mais experiência militar aparente. Isso não recupera magicamente as baixas sofridas pelo Norte durante a guerra, nem produz colheitas para alimentar seu povo faminto e com frio (a menos que Sansa conquiste o Vale), mas garante que as Casas do norte viverão para, em minha opinião, participar do objetivo final de ASOIAF.
As bases para um ressurgimento Stark foram lan√ßadas durante Festim e Dan√ßa. Os senhores do rio derrotados est√£o descontentes e os nortenhos mant√™m f√© nos Stark. Os Frey s√£o p√°rias para inimigos e aliados, enquanto os Lannisters est√£o em decl√≠nio ignominioso; O legado de Tywin compara-se pejorativamente ao de Ned, apesar da conveni√™ncia pol√≠tica do primeiro ser elogiada em detrimento do idealismo r√≠gido do √ļltimo. Parece que a honra muitas vezes ridicularizada de Ned alcan√ßou uma vit√≥ria p√≥stuma, o amor misturado com um respeito saud√°vel provando ser uma influ√™ncia muito mais duradoura sobre as pessoas do que um reino garantido pelo medo e pela for√ßa, que n√£o apenas morre com voc√™, mas tamb√©m transforma seus filhos em herdeiros inadequados .
Al√©m disso, a mera exist√™ncia de um compl√ī para coroar Jon n√£o significa que ele ser√° rei no norte. Por acaso, acho que o maior problema nos planos que especula-se que os nortenhos t√™m √© que, ap√≥s a devida considera√ß√£o, Jon recusar√° categoricamente a legitima√ß√£o e os t√≠tulos oferecidos. Considerando que ele seja filho de Lyanna e Rhaegar e que isso o p√Ķe como o herdeiro Targaryen do trono de ferro antes mesmo de Dany, seria bastante estranho Jon ser formalmente reconhecido como o rei Stark do norte separatista; Um imperativo dram√°tico exige que Jon seja livre para aceitar o governo de todos os Westeros, quer ele o fa√ßa ou n√£o. Jon ouvir a inten√ß√£o de Robb de reconhec√™-lo um verdadeiro filho de seu pai √© suficiente para completar o arco de personagens discutido na Parte 1, e os Starks sobreviventes se aliariam a Jon, independentemente de como ele fosse estilizado, por ainda serem um alcat√©ia.
N√£o h√° necessidade de provar o v√≠nculo de afeto de Jon e Arya. Ao resolver a disputa pelas terras de Hornwood, Bran prefere nomear herdeiro bastardo de Lorde Hornwood tendo Jon em mente (ACOK, Bran II). Enquanto isso, Sansa ficou completamente desiludida com o futuro como rainha e quer apenas ir para casa em Winterfell, a salvo de homens que desejam seu dote. √Č ir√īnico, ent√£o, que Jon √© um cavaleiro direto das can√ß√Ķes outrora queridas de Sansa, pois √© um pr√≠ncipe oculto, cavalheiresco e verdadeiro, seu papel confirmado pela execu√ß√£o que fez de Janos Slynt. N√£o importa as maldades infantis que Sansa fez a Jon para agradar sua m√£e e decorrentes de um senso de adequa√ß√£o, ela pensa com carinho nele agora e entende melhor como ser um bastardo o afeta.
Lorde Slynt, o da cara de sapo, sentava-se ao fundo da mesa do conselho, usando um gibão de veludo negro e uma reluzente capa de pano de ouro, acenando com aprovação cada vez que o rei pronunciava uma sentença. Sansa fitou duramente aquele rosto feio, lembrando-se de como o homem atirara o pai ao chão para que Sor Ilyn o decapitasse, desejando poder feri-lo, desejando que algum herói lhe atirasse ao chão e lhe cortasse a cabeça. Mas uma voz em seu interior sussurrou: Não há heróis.
(AGOT, Sansa VI)
-------------------------
[Sansa] havia s√©culos que n√£o pensava em Jon. Era apenas seu meio-irm√£o, mesmo assim... Com Robb, Bran e Rickon mortos, Jon Snow era o √ļnico irm√£o que lhe restava. Agora tamb√©m sou bastarda, como ele. Oh, seria t√£o bom voltar a v√™-lo. Mas estava claro que isso nunca poderia acontecer. Alayne Stone n√£o tinha irm√£os, ileg√≠timos ou n√£o.
(AFFC, Alayne II)
E Rickon?
A procissão passara a não mais de um pé do local que lhe fora atribuído no banco, e Jon lançara um intenso e demorado olhar para todos eles. O senhor seu pai viera à frente, acompanhando a rainha. [...]Em seguida, veio o próprio Rei Robert, trazendo a Senhora Stark pelo braço. [...] Depois vieram os filhos. Primeiro o pequeno Rickon, dominando a longa caminhada com toda a dignidade que um garotinho de três anos é capaz de reunir. Jon teve de incentivá-lo a seguir, quando Rickon parou ao seu lado.
(AGOT, Jon I)
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Bran bebeu da ta√ßa do pai outro gole do vinho com mel e especiarias, [...] e se lembrou da √ļltima vez que tinha visto o senhor seu pai beber daquela ta√ßa.
Havia sido na noite do banquete de boas-vindas, quando o Rei Robert trouxera a corte a Winterfell. Ent√£o, ainda reinava o ver√£o. Seus pais tinham dividido o estrado com Robert e sua rainha, com os irm√£os dela a seu lado. Tio Benjen tamb√©m estivera l√°, todo vestido de preto. Bran e os irm√£os e irm√£s tinham se sentado com os filhos do rei, Joffrey, Tommen e a Princesa Myrcella, que passou a refei√ß√£o inteira olhando Robb com olhos de adora√ß√£o. Arya fazia caretas do outro lado da mesa quando ningu√©m estava olhando; Sansa escutava, em √™xtase, as can√ß√Ķes de cavalaria que o grande harpista do rei cantava, e Rickon n√£o parava de perguntar por que motivo Jon n√£o estava com eles.
‚Äď Porque √© um bastardo ‚Äď Bran teve de segredar-lhe por fim.
(ACOK, Bran III)
Jon tem duas vantagens adicionais sobre qualquer pessoa de fora para conseguir que Rickon o obedeça: 1) Fantasma, que pode subjugar Cão Felpudo. 2) Sua semelhança com Ned, de quem Rickon provavelmente se lembra como seu pai de tempos mais felizes. Assim como a semelhança de Sansa com Catelyn leva Mindinho a uma falsa sensação de segurança, a aparência de Jon pode reforçar sua posição como uma figura de autoridade para Rickon.
Em resumo, sinto que h√° boas chances de que o primeiro ato do rei Bran ou Rickon, da rainha Sansa ou de Arya seja nomear Jon seu conselheiro, confi√°vel acima de todos os outros, e d√™ a ele o comando estrat√©gico de seus ex√©rcitos, ou se n√£o legitim√°-lo como um Stark conforme os √ļltimos desejos de Robb. E, francamente, a no√ß√£o de que Stannis, Mindinho ou Manderly possamem convencer os Starks a uma disputa de sucess√£o mesquinha quando Jon √© claramente o mais qualificado para liderar o Norte em uma segunda Longa Noite me parece implaus√≠vel, contradizendo a caracteriza√ß√£o estabelecida e a din√Ęmica familiar.
O que me leva √† outra obje√ß√£o comum a todas as varia√ß√Ķes de Jon como rei. Jon √© honrado demais para quebrar seus votos, certo? Tamb√©m usurpar os lugares de direito de seus irm√£os enquanto eles est√£o vivos!
Lembremos a li√ß√£o que Qhorin Meia-m√£o ensina a Jon: "Nossa honra n√£o significa mais que nossas vidas, desde que o reino esteja seguro". (ACOK, Jon VII) No final de Dan√ßa dos Drag√Ķes, Jon resolveu fazer o que considerava certo e condenar o que as pessoas dizem sobre ele.
‚Äď Tem minha palavra, Lorde Snow. Retornarei com Tormund ou sem ele. ‚Äď Val olhou o c√©u. A lua estava meio cheia. ‚Äď Procure por mim no primeiro dia da lua cheia.
‚Äď Procurarei. ‚Äď N√£o falhe comigo, pensou, ou Stannis ter√° minha cabe√ßa. ‚ÄúTenho sua palavra de que manter√° nossa princesa por perto?‚ÄĚ, o rei dissera, e Jon prometera que sim. Mas Val n√£o √© nenhuma princesa. Disse isso a ele meia centena de vezes. Era uma desculpa fraca, um triste farrapo enrolado em sua palavra quebrada. Seu pai nunca teria aprovado aquilo. Sou a espada que guarda os reinos dos homens, Jon recordou-se, no fim, isso deve valer mais do que a honra de um homem.
(Jon VIII, ADWD)
Apesar de sua apar√™ncia essencialmente Stark, Jon n√£o √© um clone de Ned, o qual, de todo modo, confessou uma trai√ß√£o que n√£o cometeu, a fim de poupar a vida de Sansa e quase completsmente s√≥ sustenta a maior mentira da s√©rie em nome de Jon (supondo que R+L=J), por muitos anos antes disso. O entendimento de Jon sobre obriga√ß√Ķes, juradas ou n√£o, sempre foi flex√≠vel, porque sua pr√≥pria exist√™ncia √© a prova de que o mais honroso dos homens pode falhar em seu dever. Se Ned, seu modelo de comportamento, n√£o pode cumprir seus votos de casamento, como Jon pode esperar ser melhor, j√° que √© um bastardo?
Depois de seu per√≠odo com Meia-m√£o e Ygritte, a tarefa s√≠sifa original de Jon, de alcan√ßar padr√Ķes de honra impossivelmente altos, transformou-se em uma dedica√ß√£o firme ao mais alto mandamento da Patrulha da Noite ‚Äď ou seja, defender o reino contra os Outros. Existem ineg√°veis complica√ß√Ķes emocionais por parte de Jon ao lidar com o Norte, j√° que ele n√£o pode reprimir totalmente suas preocupa√ß√Ķes com a fam√≠lia e o lar, mas assumir o comando de nortenhos que n√£o querem dobrar os joelhos para Stannis garantir√° que o Muralha receba refor√ßos e suprimentos necess√°rios. Jon consideraria sua honra pessoal mais importante do que isso? Eu duvido.
Isso tudo, √© claro, pressup√Ķe que a Patrulha da Noite continue a existir de alguma forma ap√≥s o fiasco do assassinato de Bowen Marsh, o que de maneira alguma √© certo que ocorrer√°.
Que a √ļltima cena de Jon em Dan√ßa dos Drag√Ķes faz paralelo com a morte de J√ļlio C√©sar √© uma ideia amplamente aceita. Agora, considere que os senadores que mataram C√©sar, em vez de salvar a rep√ļblica romana de um tirano, precipitaram sua queda, descobrindo, para seu choque, que o povo n√£o estava particularmente agradecido pelo assassinato de um l√≠der popular, embora cometido em seu nome.
Guerras civis se seguiram, um imp√©rio surgindo das ru√≠nas. Ainda n√£o se sabe se Jon √© Otaviano / Augusto nesta reconstitui√ß√£o na fantasia. Ele tem √† sua disposi√ß√£o um ex√©rcito pessoal ‚Äď depois de inconscientemente se tornar rei dos selvagens na aus√™ncia de Mance Rayder ‚Äďe um contrato com o Banco de Ferro (ao que tudo indica).
Concluindo, passo a proibir que discuss√Ķes posteriores a esta teoria de argumentem que uma conspira√ß√£o para coroar Jon Rei do Norte esteja fora do m√£o para os (hipot√©ticos) conspiradores e os pretendentes Stark para Winterfell ou para GRRM, devido a sua avers√£o cr√īnica a clich√™s. Ambas as afirma√ß√Ķes foram usadas para descartar a teoria sem abordar as evid√™ncias que sustentariam a falta de subst√Ęncia, especialmente tendo em vista a maleabilidade de personagens e tropes nas m√£os de um bom escritor (o que eu acredito que a maioria dos f√£s da ASOIAF confia que o GRRM seja). Todo mundo deseja a ele boa sorte com Os Ventos do Inverno!
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2019.12.07 04:10 unsoberdand ultimas semanas e coisas q machucam a um tempo

eu cheguei num nível q eu pesquisei no google "Nao tenho ngn pra conversar"
descobri o Reddit (não sabia da existência disso aq) e dessa comunidade
faz uns 5 min q fiz minha conta... só pra enumerar as coisas meio merda q tao rolando (nao sao necessariamente o fim do mundo mas em quantidade pequenas coisas podem fzr um estrago mt grande em qualquer um)
eu tenho uma melhor amiga (literalmente só ela mesmo) e eu fui burra o suficiente pra me apaixonar por ela
e como toda historia de amor meio merda ela n gosta de volta etc e tal (isso incomoda mas nao ao ponto de acabar nossa amizade por isso)
2 semanas atr√°s ela conheceu um cara novo ai (num role q eu n fui pq estava doente as foc) e me parece q eles v√£o ficar juntos (e isso machuca tb porem ao mesmo tempo eu fico feliz q ela tenha achado ele)
a vale dizer q eu fiquei doente pq Ela estava doente primeiro e me passou uma infecção bacteriana (n q seja culpa de alguém eh só q eh mt azar mesmo) q me deixou uma semana inteira com aquelas ínguas na garganta
ao ponto de um dia eu acordar sem respirar (de tao inchado q ficou)
ir direito pro hospital
tomar o famoso Benzetacil na bunda e mais 4 inje√ß√Ķes intravenosas
e entao eu sobrevivi a essa semana
na ultima semana minha cidade ficou sem corre e eu j√° estava sem bk
roubaram meu cllr no meu primeiro dia de trabalho num lugar novo (ao qual eu nunca mais vou botar os pés) n tenho grana pra um novo entao acho q ate fevereiro ou marco eu devo ficar sem mesmo
eu faltei 5 dos 6 dias de academia q eu treino (por 0 motivos além dos q existem só dentro da minha cabeça)
conheci o boy l√° da minha amg (eu n sei quem berrou mais alto... ci√ļme ou a inveja... mas contive minhas emo√ß√Ķes ao m√°ximo pq no final das contas eu sempre soube q n teria chance alguma e a √ļnica coisa q eu posso fzr √© desejar q ela seja feliz )
eu tenho ansiedade a mt tempo e esse ano desenvolvi depress√£o
cada dia q passa eu quero me encolher mais no canto q fica meu pc (eh literalmente o canto mais escuro do meu quarto)
cada dia q passa tb eu tenho medo de perder minha √ļnica amg
cada dia q passa eu me sinto mais vazia de certa forma
eu n tenho um bom relacionamento com meus pais (e dependo completamente deles ainda)
Em resumo eu aprendi a mentir muito cedo oq ao longo dos anos drenou a confiança deles em mim... e eles sao homofóbicos (o que frustrou minhas expectativas aos 12 anos quando eu cai na real q se eu abrisse meu bico provavelmente teria q achar outro lugar pra dormir... e parando pra pensar esse foi um dos motivos de eu começar a mentir tanto)
hj eu minto muito... tipo o tempo todo ate pra mim mesma... n consigo controlar as vezes ps. relendo o texto eu acabei de ver q eu menti aq kkkkkkkkkkkk eu sequer percebo... eu consertei as partes pq eu quero q seja verdadeiro esse desabafo aq
meus pais odeiam minha amg (eles n sabem q somos amigas ainda) ela sequer pode vir aq em casa e todas vez q nos vemos é escondido (e a culpa tb eh minha pq um dia eu menti e essa mentira em especial tinha perna curta e acabou q parte da treta sobrou pra minha amg)
eu comecei a usar droga cedo tb e agora n consigo largar cigarro e 80% do meu refugio é ficar dopada de alguma coisa (álcool maconha key ou oq tiver pra consumir) todo dia de manha eu fumo um bk pra conseguir tomar café (se tiver gente em casa eu n consigo fumar e n consigo tomar café) todo dia de noite eu espero todo mundo ir dormir pra fumar tb pra poder dormir (meu passatempo preferido eh fzr as coisa chapada pq tudo fica ridiculamente gostoso de se fzr)
eu costumava me mutilar com lamina etc parei com isso porem 3 semanas atrás eu bati incessantemente minha cabeça na parede ate sangrar por motivos de q eu tenho tido brigas (explosivas e frequentes) com meu pai e como ele é meu pai eu sempre me fodo (ele é militar e ve tudo como hierarquia então eu jamais conseguiria falar de igual pra igual com ele na minha condição) na real esse n foi o motivo mas foi a gota dagua q precisava pra transbordar o balde
vai fazer 5 anos q eu engravidei e fiz um aborto improvisado e isso ainda mexe com a minha cabeça
eu to esperando resultado do enem pra ver se eu passo no curso q eu me inscrevi mas acho mt remota a chance pq simplesmente me propus a me preparar esse ano pro enem e n cumpri tudo oq eu tinha q ter estudado
eu tenho um jeito mt estranho de ser eu... e as pessoas normalmente estranham quando eu mostro
entao minha vida é interpretar papeis de outras pessoas (do tipo agir como elas agiriam pra ser aceita em alguma bolha social)
oq me levou ao problema de n saber direito como é minha real personalidade pq é mt natural pra mim agr so imitar as pessoas pra n passar vergonha (vergonha de mim)
eu amo minha mãe ela é um amor e normalmente eu sou cuzona com ela pq eu prefiro q ela me veja como adolescentezinha rebelde do q tudo isso ai q ta escrito em cima e acho q essa foi a pior decisão q eu podia tomar
acho q vou vir aq mais vezes pra escrever... espero q da próxima vez com melhores tópicos do q esses
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2019.11.07 03:25 Mustafasustenido Completei 30 anos, virei mago e isso me abalou profundamente

Caros colegas redditors.
Buscarei a melhor forma de contar essa história aqui e farei um TL;DR no fim, mas tentarei não deixá-la massiva.
Então... venho de uma família classe média alta onde o que mais tive foi amor e carinho.
Em minha adolescência viajei bastante pelo mundo com minha família, estudei em uma escola excelente, fiz muitos amigos (alguns hoje são meus irmãos de vida) e posso dizer que foi o melhor período de minha vida.
Por√©m nunca consegui me relacionar com nenhuma mulher. Terminei o ensino m√©dio sem nunca ter dado um beijo. S√≥ tendo encostado na m√£o de uma menina 1x e passando por dezenas de rejei√ß√Ķes (perdi as contas da quantidade de vezes que me apaixonei e n√£o fui correspondido).
Sei que isso, em partes, se explica pelo fato de eu ter sido o ser humano mais magro (com sa√ļde) que j√° conheci. Sem entrar em muitos detalhes meu IMC era por volta 13, eu era literalmente s√≥ o osso. Mais de 1,80m e menos de 50 kg (muito tempo depois descobri que √© simplesmente a gen√©tica, mesmo malhando existe uma barreira pra meu peso e cada segundo de sedentarismo me faz emagrecer), exames perfeitos. No fim da adolesc√™ncia entrei pra academia e consegui um corpo magro normal, por√©m o estrago na minha autoestima j√° estava feito (apesar de eu ter convic√ß√£o que a qualquer momento, naturalmente, as coisas aconteceriam e eu acharia alguma menina pra me relacionar).
Passei em uma das melhores faculdades do pa√≠s, no curso que eu queria, sa√≠ de casa pra morar sozinho e estudar, tinha tudo pra minha vida continuar as mil maravilhas, mas encontrei meu primeiro problema. O local de estudo s√≥ tinha homens e, como eu n√£o era muito de sair, me bateu um grande desespero de continuar BV por muito tempo, j√° que n√£o teria contato com mulheres... Enfim, uma depress√£o apareceu e fiquei quase 2 anos praticamente na rotina casa-faculdade-casa (al√©m de minha fam√≠lia ter colocado quase uma bab√° em minha casa, pra que eu pudesse ficar mais relaxado). Foi com sobras o pior per√≠odo de minha vida, em momentos de crise n√£o conseguia comer praticamente nada, em momentos normais eu tinha que empurrar cada refei√ß√£o. Voltei pra um estado de muita magreza (IMC 14,5), parei de fazer atividades f√≠sicas... minha fam√≠lia percebia pouco porque, al√©m da dist√Ęncia, meu desempenho continuou excelente. Meus amigos de inf√Ęncia estavam em outras cidades e meus amigos da faculdade n√£o pareciam notar nada (at√© porque j√° me conheceram nesse estado).
Consegui come√ßar a superar essa situa√ß√£o depois de um grave problema de sa√ļde na fam√≠lia. Entendi que nada do que eu sentia se justificava com tanto sofrimento que eu estava vendo daquele ente querido pr√≥ximo a partir. Tanto que, depois da sua morte meus pensamentos voltaram a funcionar quase que normalmente (algumas reca√≠das de vez em quando) e voltei a ter aquela certeza adolescente que a qualquer momento naturalmente eu ia encontrar uma parceira.
Resumindo bastante, terminei a faculdade e comecei a trabalhar numa das maiores empresas do país, em uma cidade média do Brasil. Em pouco tempo eu assumi uma função de gestão e hoje estou quase no topo da carreira. Além disso dou palestras periodicamente para centenas de pessoas e ministro um curso noturno na área em que sou referência. Minha remuneração é o equivalente a 1 carro popular a cada 2 meses.
Ah... n√£o possuo redes sociais
O que vou falar agora pode ficar parecendo querer me "gabar", mas é só pra enaltecer a gravidade da situação e o quanto tudo pesa em mim.
Meu modelo de gest√£o virou refer√™ncia na empresa (e no mercado em geral), por criar uma equipe "fam√≠lia" (tenho muita facilidade em analisar perfis de pessoas e criar ambientes de trabalho que funcionam de maneira leve), os funcion√°rios da empresa simplesmente me vangloriam pela forma como eu levo as coisas e resolvo as situa√ß√Ķes. Um dia desses um antigo auxiliar de servi√ßos gerais (o qual sempre incentivei [verbalmente e financeiramente] a terminar o curso que estava fazendo) que conseguiu vaga de assistente administrativo em outra empresa veio pessoalmente me agradecer (at√© uma lembran√ßa me deu, que guardo com bastante carinho) por conta dos ensinamentos que passei pra ele, que, segundo o mesmo, "foram de grande import√Ęncia para o crescimento na carreira dele".
Dou palestra pra centenas de pessoas por m√™s, pra falar sobre a √°rea que domino e est√° em ascens√£o em todo o mundo. As palestras tem sido um sucesso, e a plateia aumenta a cada ciclo. Sempre tive muita facilidade pra falar (e prender a aten√ß√£o das pessoas) em p√ļblico.
Minhas aulas noturnas também correm de maneira bastante positiva. Sempre tive prazer em ensinar e ver o aprendizado de cada estudante (principalmente os que mais tem dificuldades) me dá uma sensação de dever cumprido muito grande.
Al√©m disso tudo sou multi-instrumentista. A m√ļsica √© parte de mim e sempre quis compartilhar com o m√°ximo de pessoas poss√≠vel. Dessa forma, sou um dos fundadores (e professor) de um projeto comunit√°rio com objetivo de transformar a vida das pessoas de uma maneira efetiva.
Dito isso, volto pra o ponto do desabafo do tópico.
Completei 30 anos, sou BV e, obviamente, virgem e isso vem me destruindo a cada dia que passa. Todas as pessoas próximas a mim já tem família, ou pelo menos namoradas sérias/noivas e eu mal encostei na mão de uma mulher.
Analisando friamente (uma das minhas maiores virtudes s√£o as autocr√≠ticas) sou um homem nota 7 de rosto (sei que nos achamos mais bonito do que o que somos, mas j√° descontei uns pontos, risos) e 3 de corpo. (recentemente estava melhor de corpo mas ansiedade que venho sentindo nos √ļltimos meses vem me corroendo, e tenho total consci√™ncia que n√£o posso por a desculpa dos meus insucessos integralmente no meu corpo)
Ninguém sabe que sou BV e meus dois amigos mais próximos sabem que sou virgem.
Mensalmente recebo a sugestão de procurar uma prostituta, mas meu EU me diz que isso seria a maior prova que sou incapaz de conseguir um primeiro beijo com uma moça que gostasse de mim de verdade (e nem sei se é recomendado beijar prostitutas, risos).
Meus amigos j√° tentaram me "armar" com conhecidas em festas, mas nas duas vezes que isso aconteceu notei que as mo√ßas n√£o queriam e nem tentei for√ßar a barra. Acabei saindo das situa√ß√Ķes muito pior do que antes, sentindo a rejei√ß√£o na pele mais uma vez. Sabe aquela facilidade pra falar em p√ļblico? Isso desaparece integralmente em contatos sociais diretos com muitas pessoas do sexo feminino (principalmente em festas, que nunca gostei e hoje em dia mal vou, a n√£o ser as do trabalho ou quando fa√ßo parte da banda). Na verdade ir em festas no geral me cansa MUITO, vou uma vez por ano, depois de muita insist√™ncia dos amigos, porque sei que vou ficar l√° 5-6h com cara de paisagem, sem despertar o interesse de nenhuma mulher random por conta de n√£o conseguir ter a m√≠nima postura e n√£o ter um corpo t√£o legal pra gerar interesse numa numa festa.
Tenho total convic√ß√£o que, se eu fosse uma mulher, jamais pegaria um cara inibido como eu num ambiente de festa, eu simplesmente me reduzo a um pedacinho de nada, sei que isso √© muito por conta da baixa autoestima devido ao meu corpo e √†s rejei√ß√Ķes femininas que sofri na adolesc√™ncia.
Minha rotina hoje em dia se resume basicamente a:
Trabalhar de segunda à sexta o dia todo (e noite), tento ler algo pra relaxar;
Sexta à noite (pelo menos a cada 15 dias) saio com meus amigos (e suas esposas) pra um barzinho;
S√°bado trabalho mais um pouco, assisto futebol e vou dar aula de m√ļsica para o pessoal no projeto;
Domingo passo o dia feliz com minha família, à noite vou à missa pra relaxar um pouco o espírito e me preparar para a semana.
Sinto um pouco de tristeza principalmente ao escrever que passo o "domingo feliz" com minha família, com um toque de desdém. Porque realmente tinha tudo pra ser algo perfeito, mas meu EU interno já passa cada minuto, em cada uma dessas atividades, pensando no quanto de vida eu perdi por chegar aos 30 anos sem ter me relacionado com uma mulher e saber que esse tempo não volta atrás nunca.
Saber que jamais vou ter uma namoradinha aos 15 anos, conhecer aos poucos e sem maiores press√Ķes como um relacionamento funciona. Ir de m√£os dadas ao shopping, assistir um filme, trocar palavras, olhares... Cada vez que penso nisso parece que uma parte de mim fica pra tr√°s, n√£o consigo exprimir com palavras o vazio que isso me faz sentir.
O estopim para que eu resolvesse desabafar e (com fé em Deus) procurar ajuda profissional foi o seguinte:
A empresa √© composta majoritariamente por homens e mulheres de mais idade, mas possui algumas estagi√°rias e o pessoal sempre me fala na resenha (n√£o sei at√© que ponto √© resenha [na verdade eu sei que n√£o √© resenha]) que elas fazem de tudo pra se envolverem comigo (lembra aquela hist√≥ria de que sou bom pra tra√ßar perfis de pessoas e montar equipes? Pois √©, quando o assunto √© relacionamento com mulheres eu n√£o sei interpretar os sinais mais b√°sicos). Obviamente eu jamais me envolveria com uma estagi√°ria (at√© mesmo uma ex-estagi√°ria), por raz√Ķes profissionais, mas j√° recebi muitos "convites" via Whatsapp, que acabo levando na brincadeira pra n√£o queimar minha reputa√ß√£o.
Enfim, recentemente chegou o ponto que resolvi que meu psicológico era mais importante do que meu medo de "me queimar" e comecei a conversar com uma estagiária (10 anos mais nova e de família humilde[claro que não ligo pra isso, só estou dizendo aqui pra que você me ajudem a interpretar a situação depois]) que já estava terminando o contrato e ia ser efetivada em outra cidade. A iniciativa foi minha (e isso me fez ter ainda mais vontade de que desse certo), mas, mesmo sendo um poste, eu sempre notei a forma que ela me olhava, sorria e nas conversas que tivemos nossas ideias se batiam muito, além de ela me atrair fisicamente e ser bastante inteligente.
Começamos a conversar diariamente via Whatsapp (evitávamos contato pessoal por conta do ambiente da empresa). Pouco antes do contrato dela acabar surgiu o momento e falamos mutuamente do que sentíamos, dos problemas que isso podia trazer pra vida profissional, mas acabamos concordando que valeria a pena tentar algo. Um tempo depois resolvi chamá-la pra sair e ela aceitou, mas veio com uma conversa que não era pra eu criar expectativas e que ela "não era fácil" (com outras palavras mas em resumo era isso). Confesso que achei meio estranho, há pouco tempo havíamos nos aberto um para o outro, mas não entendo nada de mulheres mesmo, então vamos seguir a história.
Tive o primeiro encontro da minha vida (sim, aos 30 anos, repito) levei ela pra jantar em um local que n√£o fosse o mais caro da cidade (pensei que ela se sentiria mais confort√°vel caso pudesse pagar o que havia consumido, se desejasse).
Saí de casa bastante nervoso, mas seguindo à risca tudo que os tutoriais on-line tinham me ensinado. Asseado, perfumado, bem vestido (como se eu já não vivesse assim...) e tentando o máximo possível ser simplesmente eu.
Chegamos ao local (um pouco preocupados que algum conhecido nos visse), mas a coisa fluiu t√£o naturalmente que, aos poucos o nervosismo foi passando. Aproveitamos o momento "livres" e conversamos sobre muita coisa ao longo de quase 3 horas (sem nenhuma for√ßa√ß√£o de barra, a coisa realmente acontecia de maneira espont√Ęnea), falamos um pouco sobre nossas vidas, nossos anseios, falamos mal das pessoas das mesas vizinhas... isso tudo com intensas trocas de olhares. Chegou um ponto que tomei coragem, segurei na m√£o dela e, pasmem, ela deixou. Fiquei ali de m√£os dadas com ela (foi uma das melhores sensa√ß√Ķes que j√° tive na vida), trocando car√≠cias e conversando por mais alguns minutos, quando decidi que era hora de sair e tentar algo.
Como j√° disse, antes do encontro eu estava muito nervoso, mas depois de todo aquele tempo com ela eu percebi que as coisas realmente iam acontecer de forma bastante natural.
Saí do restaurante abraçado com ela, fomos em direção ao carro (estava num local isolado), fiquei de frente com ela, falei 2 palavras e fui em direção ao meu primeiro beijo.
Ela simplesmente se virou e disse "na-não" (foi mais em forma de ruído de negação, mas achei melhor escrever assim), nesse momento não entendi mais nada (teria interpretado algum sinal de forma errada? Deveria insistir?).
Dei um abraço nela falei algumas palavras, tentei novamente e recebi mais uma rejeição.
Não soube o motivo (até agora não sei), mas preferi não insistir, demos um abraço demorado e levei ela pra casa, conversando sobre outras coisas.
Faz pouco tempo que isso aconteceu e ainda trocamos algumas palavras via Whatsapp. O que me deixa tranquilo é que eu pelo menos tirei a bunda da cadeira e tentei. Mas a frustração de mais uma rejeição é algo incomensurável pra mim. Não sei quando terei contato com outra mulher a esse ponto (estatisticamente eu tenho contato, com chances de dar algo, com uma mulher a cada 2 anos, e, é claro, nunca deu certo)
Com relação a esse encontro (eu queria até a opinião dos colegas redditores) eu trabalho com 3 hipóteses:
1 - Ela quer algo, mas n√£o quis se mostrar f√°cil/interesseira (como as outras estagi√°rias que mandam mensagens diretas pra mim por Whatsapp) e est√° esperando outro convite meu para que possamos sair novamente e finalmente ocorra algo;
2 - Ela n√£o quer mais nada por conta de uma das milhares de coisas que podem estar se passando na mente dela;
3 - Isso foi a prova de que meu corpo possui alguma subst√Ęncia n√£o identificada, incolor, inodora e ins√≠pida, que cria uma barreira contra mulheres.
Não sei se vale a pena insistir, estou tão frustrado que não consigo ter forças pra um contato mais direto (apesar de sentir muita falta das conversas com ela);
Pra finalizar, meu desespero hoje é tão grande que penso até em fazer uma rede social (coisa que nunca tive) só pra me "amostrar" (algo que é totalmente contra meu perfil). Mostrar meus carros, minha casa na praia, minhas viagens semanais, meus momentos com os amigos, sei lá, qualquer coisa que pudesse gerar alguma curiosidade sobre mim para as mulheres.Mas aí me olho no espelho e percebo que quando chegar a esse ponto eu realmente não estarei mais sendo eu e algo de muito errado (além do que já está se passando) estará acontecendo.
TL;DR: Homem, 30 anos, família perfeita, muitos amigos (alguns verdadeiros irmãos), trabalho dos sonhos, ótima situação financeira, porém BV e virgem.
Fazendo um resumo desde a adolescência:
Comecei a aprender sobre m√ļsica achando que com isso um relacionamento viria naturalmente (ao menos a m√ļsica virou uma paix√£o real em minha vida);
Comecei a fazer academia achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a cursar um dos cursos mais concorridos do Brasil achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a trabalhar e hoje ganho mais do que 99% da população brasileira achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
E não veio. Hoje não sei mais o que buscar ou a quem recorrer... A ansiedade (ou seria depressão?) está chegando a tal ponto que me vejo totalmente refém de alguns pensamentos que me atrasam bastante. Eu não consigo, por exemplo, passar mais de 15 dias (ou ir pra um lugar distante) longe da minha família/amigos próximos. Começa a bater um desespero (tipo os que eu sentia na depressão quando tinha 20 anos) e começo a pensar que eu poderia estar ali com uma companheira, aproveitando cada segundo. Já desisti de diversas viagens para fora do Brasil por conta disso. Coisa que fazia naturalmente na adolescência.
Sinto que a cada dia a bolha vai aumentando, a ponto de come√ßar a atrapalhar nos meus trabalhos e vida pessoal, viagens a trabalho para fora do estado est√£o se tornando um sofrimento (as consequ√™ncias de todos meus medos recaem sobre meu sistema digestivo), acordo √† noite desesperado com medo do dia de amanh√£, comecei a procrastinar algumas coisas e perder o tes√£o em diversas situa√ß√Ķes de prazer do dia a dia (n√£o consigo mais jogar videogame por achar que isso me torna ainda mais virgem e in√ļtil. A pr√≥pria masturba√ß√£o se tornou um momento de tristeza. Tocar piano, violino, viol√£o, etc sozinho muitas vezes s√≥ me traz dor).
Cada elogio que recebo na empresa, palestras, aulas, crian√ßas no projeto de m√ļsica, fam√≠lia, amigos, parece aumentar o vazio que sinto.
Gostaria de simplesmente arrumar uma companheira e viver a vida a dois, viajar, compartilhar momentos, beijar, quem sabe, caso a coisa desse certo, ter filhos, criar uma família...

De qualquer forma, me sinto um pouco mais leve por ter passado 2 horas escrevendo e tendo exprimido todos esses sentimentos pela primeira vez (pra o lado de fora de minha cabeça).
Estou pensando em procurar um psicólogo (creio que já devia ter feito isso desde a minha primeira depressão lá nos 20 anos). Como garantir que eu, sendo uma figura conhecida na cidade não terei todas as minhas histórias íntimas divulgadas (sei que psicólogo é uma profissão muito séria, peço até desculpas de antemão caso essa pergunta ofenda alguém, mas uma pessoa má intencionada poderia destruir toda minha reputação externalizando minha intimidade). Na verdade a pergunta é "como escolher um psicólogo?". Caso não dê certo é normal trocar de psicólogo?
Obrigado a todos pela atenção.
submitted by Mustafasustenido to desabafos [link] [comments]


2019.10.06 04:28 altovaliriano Eddard Stark

George R. R. Martin reiteradamente afirma que nenhum personagem está a salvo da morte, uma noção que ele lapidou muito habilidosamente para estabelecer na saga. A primeira pedra da fundação desta estrutura é lançada com Eddard "Ned" Stark, ao final de A Guerra dos Tronos.
Ned √© visto como personagem central do primeiro livro, no qual ele √© apresentado como um pai amoroso, marido dedicado, amigo querido, l√≠der confi√°vel, vassalo leal, homem devoto e cumpridor de sua palavra e deveres. Estas qualidades s√£o apontadas como as raz√Ķes pela qual os leitores o identificam como o her√≥i da hist√≥ria e algu√©m para quem torcer.
A hist√≥ria do personagem todos sabemos. Ned estava feliz no Norte com sua fam√≠lia quando not√≠cias de que seu antigo protetor e pai de cria√ß√£o teria sido assassinado e seu rei (e amigo de inf√Ęncia) o nomeia como substituto no cargo de M√£o do Rei. Desde o momento em que Ned aceita (relutante) o cargo, sua fam√≠lia come√ßa sofrer com os atritos pol√≠ticos entre Eddard e a fam√≠lia da Rainha. Em Porto Real, Eddard vai de peixe fora d'√°gua a persona non grata enquanto investiga as circunst√Ęncias da morte de Jon Arryn, at√© que perde todo o apoio pol√≠tico que tinha na capital com a morte do Rei Robert. Eddard tenta fazer justi√ßa, mas √© tra√≠do, humilhado e acaba por sequer ganhar a miseric√≥rdia que lhe foi prometida.
√Č muito apontado que Ricardo Plantageneta, o 3¬ļ Duque de York (1411-1460) seria a inspira√ß√£o hist√≥rica de GRRM para Eddard Stark. O l√≠der de sua Casa de York nos primeiros anos da Guerra das Rosas havia sido nomeado como Lorde Protetor e Regente da Coroa quando o Rei Henrique VI sofreu um colapso nervoso, traiu a Coroa e enfrentou a Rainha Margaret de Anjou, da Casa de Lancaster, mas acabou derrotado e teve sua cabe√ßa exposta nos port√Ķes da cidade de York.
Outra inspiração histórica apontada é um dos filho de Ricardo, que viria a reinar como Ricardo III, que havia tentado usar o testamento de Eduardo IV para se tornar regente de Eduardo V... somente para depois anular o casamento de sua cunhada Elizabeth Woodville com o irmão, declarar seus sobrinhos como bastardos e tomar o trono para si. No fim, foi derrotado pelos filhos do primeiro casamento de Elizabeth.
Mas nenhuma dessas personalidades hist√≥ricas pode ser tomada como refer√™ncia direta √† Eddard Stark, uma vez que a forma como Martin retratou Eddard parece ter sido moldada tendo em vista as necessidades da fic√ß√£o e n√£o como um estudo da hist√≥ria do mundo real. Portanto, √© necess√°rio avaliar a constru√ß√£o da personalidade de Ned Stark dentro das exig√™ncias de "As Cr√īnicas de Gelo e Fogo".
Assim, para entender Eddard, proponho questionarmos sua cria√ß√£o, suas rela√ß√Ķes pessoais e suas rela√ß√Ķes pol√≠ticas.
EDDARD, O ANIMAL HUMANO
Eddard nasceu como segundo filho de Rickard e Lyarra Karstark, mas sem demora foi substitu√≠do como ca√ßula por Lyanna e Benjen. Ser um filho do meio j√° evoca uma s√©rie de quest√Ķes sobre auto-estima e favoritismo em um n√ļcleo familiar, especialmente em uma sociedade como a de Westeros, em que toda a fortuna da fam√≠lia √© passada apenas para o primeiro herdeiro na linha de sucess√£o.
Tudo isto parecia ser verdade na família Stark. Ned relata que foi seu irmão mais velho, Brandon, quem recebeu toda a educação senhorial e era tido como o próximo senhor, até mesmo por Eddard, que não nutria nenhuma esperança de herdar Winterfell.
Neste contexto, o papel que um segundo irm√£o deveria desempenhar era o de leal vassalo do irm√£o mais velho. N√£o sabemos se a personalidade de Eddard foi determinante para que ele absorvesse essa postura ou se estas li√ß√Ķes lhe foram passadas por seus pais ou por Jon Arryn. Contudo, sabemos que √© assim que Eddard entendia seu papel dentro de sua fam√≠lia. Afinal, foram a estas li√ß√Ķes que ele recorreu quando explicou a seu segundo filho, Bran, qual deveria ser seu papel diante do primog√™nito Robb.
De todo modo, se seu papel secund√°rio e instrumental n√£o estava claro durante sua inf√Ęncia em Winterfell, deve ter ficado muito claro quando foi enviado para o Ninho da √Āguia, para ser criado por um estranho. Ao contr√°rio de Robert, Ned parece ter voltado pouco para a sede de sua Casa durante sua adolesc√™ncia, fazendo com que seus la√ßos com sua fam√≠lia e os nortenhos fossem notoriamente mais fracos do que os de Brandon, que foi criado em Vila Acidentada. Na verdade, Brandon era de tal carisma que conquistaria amigos at√© mesmo no Vale de Arryn.
Por outro lado, Ned √© descrito como t√≠mido, reservado, com apar√™ncia solene, cora√ß√£o e olhos gelados que parecem julgar os outros com desd√©m. Talvez isso tenha sido desenvolvido depois de adulto, e em raz√£o das adversidades que enfrentou. Talvez estas caracter√≠sticas estivessem com ele desde que ele fosse crian√ßa. Assim, √© poss√≠vel que tenha deixado poucas amizades para tr√°s quando partiu com oito anos para o Ninho da √Āguia.
Uma vez sob a tutela de Jon Arryn, a vida parece ter sido diferente. Como Jon Arryn havia perdido sua segunda esposa, irmão e sobrinho e não tinha filho algum, Robert e Ned eram como se fossem seus filhos mais velho e mais novo, respectivamente. Durante os nove anos que ficou por lá, é imaginável que Eddard tenha recebido muito mais deferências do que recebia de seu próprio pai em Winterfell.
Na verdade, a propalada honra de Ned Stark pode ser mais fruto de sua criação junto a Arryn do que derivada dos Stark. Não só porque a honra é uma das marcas daquela outra Casa ("Alto como a honra"), como o próprio Jon Arryn demonstrou que punha a honra frente a cega obediência (como quando se recusou a entregar Robert e Ned a Aerys e iniciou uma Rebelião por isso).
Já sobre os Stark de Rickard, por sua vez, paira uma suspeita de que tinham tanta sede de poder e influência quanto tinham de sangue (o tal "sangue de lobo"). Talvez por isso também que sejam tão notórias as diferenças entre Eddard e seus irmãos. Para além de uma mera incompatibilidade de gênios, pode ter havido uma incompatibilidade de criação.
Eddard não deixou de amar os irmãos, entretanto. Ainda que ele condene as atitudes de Brandon e Lyanna, Ned encomendou estátuas mortuárias para todos eles nas criptas de Winterfell, algo inédito na tradição Stark, que demonstra quão profundamente sentimental ele era, especialmente para seus familiares que tiveram um fim trágico.
Contudo, as vezes parece que a verdadeira fam√≠lia de Eddard, aquela que era dona de seu cora√ß√£o era tri√Ęngulo que formava com Jon Arryn e Robert Baratheon. De fato, ao saber primeiro da morte de Arryn e depois da visita de Robert logo no come√ßo de A Guerra dos Tronos, Ned vai da escurid√£o a luz: ele perdeu uma parte importante de sua fam√≠lia posti√ßa, mas outra est√° a caminho para uma visita inesperada.
Por alguma raz√£o que eu ainda n√£o entendo completamente, entretanto, Ned parecia amar Lyanna acima at√© mesmo de Robert (apesar de ele achar que Robert tinha uma devo√ß√£o por ela ainda maior do que a dele - AGOT, Eddard I). Nas mem√≥rias de Eddard, Lyanna era uma "menina-mulher de inigual√°vel encanto" e, se foram verdade as especula√ß√Ķes de que Lyanna o teria visitado √†s vezes enquanto ele esteve no Vale, poderia ser um ind√≠cio de que entre ele e Lyanna havia uma intimidade √≠mpar na fam√≠lia Stark.
Durante "A Guerra dos Tronos", há vários instantes em que essa intimidade e as promessas que Lyanna requereu em seu leito de morte ecoaram. Mas um dos momentos que eu julgo mais significativo foi quando Robert, também em seu leito de morte, cita e imita Lyanna:
Saudarei Lyanna por você, Ned. Tome conta dos meus filhos por mim. [...]
‚Äď Eu‚Ķ defenderei seus filhos como se fossem meus ‚Äď respondeu lentamente.
(AGOT, Eddard XIII)
Esta coincidência parece indicar que Lyanna e Robert foram as figuras fraternas centrais na vida de Eddard.
NED, PARA OS √ćNTIMOS
J√° foram explorados acima v√°rios aspectos da personalidade √≠ntima de Ned. Mas √© preciso discriminar melhor. E o primeiro deles se refere √† vis√£o que, durante a inf√Ęncia, Ned tinha de sua fam√≠lia e vice-versa.
Sobre seu pai e m√£e, pouco conhecemos atrav√©s de Ned. E isso parece indicar que h√° uma dist√Ęncia, tanto porque n√£o era um filho com defer√™ncia de nenhum deles, quanto porque ele desenvolveu sua psicologia longe de casa, sob a tutela de sua ic√īnica figura paterna, Jon Arryn.
Sobre seus irmãos, Ned passou a vida à sombra de Brandon (sendo suplantado por ele até na tarefa de conseguir para si próprio uma dança com a garota por quem ele se apaixonou), mas até parecia apreciar esta posição, pois sentia-se mais confortável na posição de irmão cumpridor de seu dever.
Quanto à Lyanna, há muitos indícios de sua intimidade, o que talvez decorresse de seu temperamento analítico, em contraste com o sangue de loba dela. O modo como Eddard tentou persuadir Lyanna de que Robert seria um bom partido parece revelar que Eddard pensava ter algum influência sobre ela. Ao mesmo tempo, Eddard afirma que Robert não conhecia a garota como ele. Pode ser, inclusive, que a falta de de rancor de Eddard por Rhaegar e sua reação mais moderada quando o príncipe a coroou Rainha da Beleza e do Amor em Harrenhal decorram de um certo conhecimento sobre a natureza de Lyanna e de como ela poderia estar correspondendo àquilo.
Sobre Benjen, o relacionamento com Eddard parece mais distante. √Č curioso pensar que, sendo o outro √ļnico filho sobrevivente de Rickard e Lyarra, somente tenha se aproximado melhor de Ned nos anos entre o fim da Rebeli√£o de Robert e seu ingresso para a Patrulha da Noite. √Č poss√≠vel, inclusive, que essa falta de intimidade, aliada com o fato de Ned j√° ter retornado a Winterfell com dois filhos homens, tenham sido decisiva na decis√£o de Benjen ir para a Muralha.
O segundo aspecto da personalidade íntima de Eddard é como ele se portou durante sua idade adulta, enquanto fazia amigos, vivia amores e formava uma família.
Eddard nunca é descrito como sendo um homem atraente ou um amante encantador. Na verdade, Catelyn fala como ficou desapontada com ele ser mais baixo e melancólico e ter um rosto mais simples que o de Brandon. Mas ela afirma que com o tempo descobriu o amor no coração "bom e doce" de Ned.
√Č interessante notar que essa foi a mesma opini√£o que ela deu sobre o Norte a Lynesse Hightower:
Lembrava-se de como a Senhora Lynesse era jovem, bela e infeliz. Uma noite, após várias taças de vinho, confessara a Catelyn que o Norte não era lugar para uma Hightower de Vilavelha.
‚Äď Houve uma Tully de Correrrio que sentiu o mesmo um dia ‚Äď Catelyn respondeu com gentileza, tentando consol√°-la ‚Äď, mas, com o tempo, encontrou aqui muitas coisas que podia amar.
(ASOS, Catelyn V)
Portanto, Ned é uma alegoria do Norte: inóspito, simples e melancólico, mas que guarda algum tipo beleza e calor. A próprioa Lyanna é descrita como uma bruta por alguns (meistre Yandel) e uma beleza selvagem por outros (Kevan Lannister). Sabemos que Ned não tinha a natureza da irmã, mas poderia ter um pouco dessa beleza selvagem? Talvez Ashara o tenha visto sob essa ótica? Talvez nunca saberemos.
O que sabemos com certeza é que Eddard era um marido dedicado, assim com Catelyn era uma esposa dedicada. Ironicamente, dois cumpridores de seu dever conseguiram fazer surgir amor em um casamento arranjado que era o substituto de outro casamento arranjado. A forma como Eddard se obrigou a respeitar até a crença religiosa da mulher é tocante (construindo um septo para ela e trazendo um septão a Winterfell).
Isto é diferente do tipo de amor que Robert tem por ele. A amizade entre os dois parece o típico caso em que um extrovertido carismático adota um introvertido sem amigos. Este tipo de relação - que é imposta por outra pessoa - parece ser o tipo com que Eddard lida bem. Ironicamente, poderíamos dizer que Ned só é amigo de seu "chefe", o que combina com sua lição a Jon de que um senhor nunca deve ser amigo dos homens que comanda (ADWD, Jon III).
Como pai, Ned era muito efetivo e marcou seus filhos profundamente. Podemos ver os resultados de sua cria√ß√£o naqueles que amadureceram antes de sua morte. Robb havia absorvido todo o dever, a honra e o senso de justi√ßa do pai, se tornando um Eddard em pele de Tully. Jon seria sua imagem e semelhan√ßa, caso n√£o fosse filho de outros e n√£o tivesse sido acossado a vida inteira por Catelyn. Ainda assim, √© incr√≠vel que toda essa adversidade n√£o o tornou menos c√≥pia de seu "pai". √Č not√≥rio que Jon √© mais orgulhoso que Robb, mas isso √© uma coisa sua, talvez um mecanismo de defesa, resultado de um complexo de inferioridade, ou apenas das falsas certezas da juventude.
Bran, Arya e Rickon eram jovens demais para que a influ√™ncia do pai cristalizasse em sua personalidade. Portanto, eles hoje est√£o suscet√≠veis √† influ√™ncia de outras figuras paternas na jornada que enfrentam. Ainda assim, pequenas li√ß√Ķes de Eddard continuam a ecoar neles mesmo anos mais tarde. Bran ainda se lembra sobre como seu pai dizia que apenas diante do medo os homens podem ser corajosos, e Arya procura uma matilha constantemente para n√£o perecer como o lobo solit√°rio 'quando os ventos brancos se erguerem'.
O caso oposto foi o que aconteceu com Theon Greyjoy. Nem todo o tratamento com defer√™ncia que lhe foi oferecido em Winterfell resultou em boas rela√ß√Ķes com Ned. Ainda que descontemos seu conflitos internos pessoais (assunto para outro texto), esta repulsa de Theon pode ser explicada pelo fato de que ele havia crescido e sido educado dentro de uma cultura que odeia os habitantes do continente, em especial os nortenhos. Portanto, diante da educa√ß√£o recebida nas Ilhas de Ferro e do tratamento solene que lhe era dirigido, n√£o parece inveross√≠mil que ele mais tarde alegue que era sempre lembrado de sua condi√ß√£o de prisioneiro e pense que Eddard era frio com ele.
Entretanto, como visto em A Dan√ßa dos Drag√Ķes, o verdadeiro ressentimento de Theon era saber que nunca seria parte da fam√≠lia Stark. De fato, havia semelhan√ßas demais entre a hist√≥ria de Ned e Theon para que suponhamos que Ned n√£o tivesse boa dose de tato quando eles se relacionavam. Ned tamb√©m havia sido retirado de casa quando ainda era crian√ßa para ir morar com um estranho em uma terra estranha. Ainda que sua condi√ß√£o no Ninho da √Āguia fosse bastante menos opressora do que a de Theon em Winterfell, ningu√©m poderia dizer que Ned foi voluntariamente enviado para o Vale. Assim, As conclus√Ķes de Theon ser√£o sempre injustas.
Mas esse n√£o √© o caso mais interessante e agudo entre as crian√ßas criadas por Ned. O relacionamento mais desafiador e com mais consequ√™ncia era aquele com sua filha Sansa. Comecemos por dizer que n√£o havia nada afetivamente errado entre eles, mas as circunst√Ęncias tornaram as falhas deste relacionamento em um sintoma do que havia de errado no pr√≥prio Eddard como M√£o do Rei. Em s√≠ntese, os erros de Sansa tamb√©m foram erros de Ned.
Durante os eventos sinistros que ocorreram em A Guerra dos Tronos, Ned repetidamente deixa suas filhas no escuro sobre o que realmente estava se passando. Em raz√£o da diferen√ßa de naturezas, Arya e Sansa t√™m respostas diferentes √†s situa√ß√Ķes. Eddard tem mais sucesso em apaziguar Arya, cujas semelhan√ßas com Lyanna podem ter ajudado com que ele a compreende-se melhor (veja: Eddard at√© permitiu que Arya tivesse treinamento em armas quando sabe-se que o pr√≥prio Lorde Rickard n√£o o permitiu a Lyanna).
Contudo, Sansa não é uma garota que tinha 'ferro por baixo da beleza', como Lyanna. Sansa é a garota para quem 'a cortesia era a armadura de uma dama'. E é justamente aqui esta a falha de Eddard. Ned não tem traquejo social, não entende de sutilezas e acaba traído e executado justamente por isso. Portanto, não é nenhum coincidência ou ironia que Sansa esteja sob a tutela e controle do homem que conhecia o suficiente de sutilezas para, por exemplo, trair e garantir a execução de Ned e ainda sair de mãos limpas e levando a filha que Ned não soube lidar adequadamente.
Mas a bizarra relação pai-filha entre Mindinho e Sansa é assunto para outro texto.
LORDE EDDARD STARK
Eddard Stark foi Lorde de Winterfell e guardião do Norte por 15 anos e é amado o suficiente na região para que pessoas arrisquem as próprias vidas em intrigas e guerras para proteger seus filhos. Mas se era Brandon quem teve a educação senhorial adequada e Ned não é carismático ou tem traquejo social, como isso é possível? Muito facilmente, alguém responderia que isso se deve a um longo verão de 10 anos. Mas não é só isso, á traços da personalidade de Eddard que o tornam um bom senhor.
O primeiro deriva de uma afirmação de Catelyn lembranda por Arya quando viu Tywin Lannister em Harrenhal:
Lorde Lannister tinha um aspecto forte para um velho, com rígidas suíças douradas e uma cabeça calva. Havia algo no seu rosto que fazia Arya lembrar-se de seu pai, embora não se parecessem em nada. Tem uma cara de senhor, é só isso, disse a si mesma. Lembrava-se de ouvir a senhora sua mãe dizer ao pai para envergar a cara de senhor e ir tratar de algum assunto. O pai ria daquilo. Arya não conseguia imaginar Lorde Tywin rindo de qualquer coisa.
(ACOK, Arya VII)
Como se vê, Eddard tinha cara de Lorde. O suficiente para ser comparável a ninguém menos do que Tywin Lannister. Pode parecer irrelevante, mas é algo que o próprio Bran também nota, como Eddard assumia o rosto do Senhor de Winterfell logo no primeira capítulo do primeiro livro.
O segundo √© que Ned n√£o faz separa√ß√£o entre o p√ļblico e o privado. Sua rela√ß√£o com seus pr√≥prios servos √© muito pessoal. A ponto de achar que o Senhor devia ceiar com seus homens e conhec√™-los, para que eles n√£o morram por um estranho (AGOT, Arya II). Esta tipo de pol√≠tica pessoal √© tipicamente nortenha. √Č o tipo de pol√≠tica que mais tarde Jon Snow indica a Stannis Baratheon a seguir: deixe que eles lhe conhe√ßam e eles lhe seguir√£o.
Este tipo de pol√≠tica, contudo, n√£o √© o que seria √ļtil em Porto Real. Mas tamb√©m este erro n√£o pode ser atribu√≠do totalmente a Ned. O primeiro erro foi de Robert, que selecionou Ned com base na confian√ßa, n√£o em suas compet√™ncias. Caso Robert, tivesse olhado para sua pr√≥pria fam√≠lia (como Stannis esperava, por isso que ele partiu para Pedra do Drag√£o depois que Robert o pulou), talvez o conflito contra os Lannister teria sido muito mais restrito e menos danoso ao reino.
Havia sinais que Robert deixou de ler quando selecionou Eddard para o cargo de Mão. O primeiro era que Eddard era essencialmente um soldado. Jaime Lannister, quando avalia Randyll Tarly como candidato a Mão de Tommen, ele avalia que um soldado é uma "fraca Mão para tempos de paz" (AFFC, Cersei II). E isto é especialmente verdade quando notamos que Eddard é um agente político sem agenda ou ambição. Na ausência de um conflito real, ele é apenas alguém segurando a cadeira para outra pessoa (e que não via a hora de ir embora).
Talvez tenha sido o fato de que Ned continuou no Norte a se portar como um segundo irmão obediente e não causar problemas a Porto Real que tenha feito Robert pensar que Lorde Stark daria uma boa mão. Mas a postura isolacionista de Eddard deveria ter funcionado como um sinal de que o homem não saberia lidar com costumes da política sulista.
Porém, no final, Robert preferiu algo que lhe trouxesse conforto e familiaridade. E a falta de traquejo de Ned cobrou seu preço. Desde o primeiro encontro com o conselho, Eddard demonstrou que não tinha talento para fazer aliados, não estava acostumado a não ter a palavra final e tinha uma retórica rudimentar. Todas estas qualidades reunidas fazem de uma pessoa um imã de inimizades.
Fora isso, Ned não se cercou de pessoas que poderia confiar, tampouco agiu para a destituição de pessoas de quem ele desconfiava do conselho do rei (o que seria de alguma fácil de conseguir, já que metade do conselho era de baixo nascimento).
Por fim, quando seus erros de c√°lculo se acumularam e circunst√Ęncia fora de seu controle se mostraram desfavor√°veis, Eddard julgou que poderia usar seu cargo e uma for√ßa mercen√°ria (patrulheiros da cidade subornados) para resolver tudo e cometeu mais um erro de subestimar Cersei, dando-lhe uma chance de fugir, no que ele classificou como "a loucura da miseric√≥rida".
No final, os Lannisters usaram sua própria honra contra ele, fazendo com que ele confessasse ter fabricado a verdade pela qual seus homens morreram em seu golpe de estado fracassado.
EDDARD, O MORTO
Primeiro, temos que afirmar o óbvio: Ned não está vivendo uma segunda vida em algum pombo em Porto Real, como afirma a infame e bizarra teoria. Nós estivemos na cabeça de Eddard e ele nunca teve sonhos de warg ou qualquer experiência de troca-peles.
Mas, fora de quest√Ķes l√ļdicas, por que Martin matou Ned?
Algumas pessoas pensam que, ao mat√°-lo, GRRM estava dando o tom dos livros. Pessoas sem capacidade de se adaptar n√£o estariam aptos a serem parte do jogo dos tronos e seriam alvo f√°cil para jogadores mais talentosos e experientes.
Outros afirmam que foi justamente para mostrar que assim eram as políticas medievais, e que Martin está apenas sendo realista e fiel ao tom da história de nosso mundo. Porém, Martin já afirmou enfaticamente não ter ou defender uma visão niilista do mundo.
Eu gostaria de propor uma terceira via: que Ned foi morto por circunst√Ęncias fora de seu controle. Afinal, no fim, sua morte n√£o era prevista nem por seus inimigos. Foi apenas um capricho de Joffrey, assim como a tentativa de assassinato de Bran.
Qualquer que tenha sido a razão para Ned morrer pela própria espada que ele executa Gared no início dos livros, a morte de Eddard aparentemente já era prenunciada (foreshadowed) desde o começo do livro, com a descoberta a loba gigante morta e seus filhotes desamparados perdidos no mundo.
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2019.09.03 21:57 renaum 78 livros em português grátis em 03/09

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2019.08.28 12:52 Alfre-douh A velha

Em casa de Dora, a foto com o marido que estava na c√≥moda da entrada acabara de ser colocada para cima. As suas caras jovens e de felicidade c√Ęndida, em trajes de casamento, fitavam agora a porta de entrada. Tornara-se um h√°bito, sempre que Dora estava sozinha em casa a moldura era virada para baixo e sempre que algu√©m lhe tocava √† porta ou saia ela compunha ligeiramente o napperon rendado que lhe servia de base e virava-a para cima. Num ciclo com cada vez mais olhares vazios e cada vez menos felicidade c√Ęndida.
Hoje, Dora fazia 75 anos, algo que preferia não acontecesse. O tempo ia-lhe erodindo toda a sua construção deixando-lhe pouco mais que esqueletos de memória. O frio a cada ano se tornava mais intenso e os ossos, já com pouco que os protegesse, mirravam, contorcendo-se em desconforto.
Vestira o seu vestido negro mais bonito, colocara o seu fio de ouro e soltara o cabelo grisalho e ondulado, que escovara demoradamente enquanto fixava o seu olhar baço com aquele que o espelho lhe devolvia.
Ao arranjar-se calculara do seu dia o que podia. N√£o gostava de surpresas. Odiava-as visceralmente. Odiava a ideia de ter de dissimular alegria espont√Ęnea ou singela compreens√£o, embora com o tempo se tenha tornado excelente nisso. Calcular tinha-a ajudado, √≥ Deus, todo o seu decaimento tinha-a tornado refinada nessa arte. A dor omnipresente tornara-a gradualmente uma mulher sagaz, ao contr√°rio do que acontece √†s outras. As outras queixam-se, choram-lhe encima, contam-lhe segredos, revelam-lhe toda uma vida. Ela sorri-lhes, consola-as, percebe-as, profere-lhes frases de esperan√ßa e sabedoria oca. V√™-las a perder a dignidade, sentir o desd√©m que todos os lamentos lhe provocam, √† sua maneira, traz-lhe conforto. Ela gosta dessa dose pontual de desespero alheio pois subliminarmente isso valida a equa√ß√£o que resolveu h√° uns anos: a vida √© uma hist√≥ria sem moral. Encostara o ouvido √† porta de entrada do seu 1¬ļ esquerdo. Naquele pr√©dio, desprovido de elevador, os passos nos degraus de moleanos causavam um ritmo muito distinto que ela auscultava at√© que ele parasse em estrondo com o bater da porta da rua. N√£o que lhe fizesse especial diferen√ßa, era apenas um h√°bito. Da mesma forma que calculara grande parte da vida a dimens√£o dos pontos nos mais diversos tecidos, calculava sempre que podia o que acontecia √† sua volta.
Ao sair, trancou a porta com grau de força que os ossos lhe permitiam. O impacto da porta com a aduela ouviu-se pelo prédio, parecendo-lhe criar uma pequena agitação algures, dando-lhe a sensação de que não estava sozinha. O som devolvido em eco parecia não ser aquele a que este lugar comum lhe habituara. Enquanto a chave fazia o canhão da fechadura mover-se olhava para dentro, atenta a uma memória do passado, uma memória guardada num lugar estranho tornado comum. Endireitou o pescoço, e de pálpebras fechadas, encheu o peito de ar e exalou silenciosamente. Ao abri-los novamente teria a certeza que a memória já estaria longe.
Foi então que ao descer o primeiro lanço de escadas se deparou com ela, a surpresa.
"Ol√° dona Dora! Como est√°?!" - num segundo muito improvisado, tentou calcular a presen√ßa dela ali. A vizinha de cima, a jovem com beleza de flor primaveril (que ela admirava em inveja), agraciava-a com o banal cumprimento c√Ęndido e jovial. Esta era, contudo, uma daquelas alturas em que a audi√ß√£o era claramente contrariada pela imagem. Ao olh√°-la, vira naqueles olhos castanhos escuros algo de negro. Tinha claramente estado a chorar, ali, sozinha. E o motivo para o choro era verdadeiro, denso e derradeiro. Sabe h√° muito que s√≥ est√° ao alcance de poucos conseguir que o som descole da imagem fria e √°rida que atormenta a alma. Preparou-se.
"Ol√° Sofia! Vou andando minha filha... vou andando!" - disse esquivando-se e, curiosa com aquele olhar, perguntou-lhe num tom apaziguador cujo alcance conhecia bem - "Que fazes tu aqui sentada? Est√° tudo bem? Passa-se alguma coisa, minha flor?" Ela respondeu soltando uma gargalhada nervosa e voltando a si "...nada que n√£o se resolva..." - aplicando agora um riso composto, em que o som e a imagem mantinham a dist√Ęncia coerente, acrescentando com um laivo sombrio - "...embora eu ainda n√£o saiba como, mas pronto!" "Minha filha, h√° sempre uma solu√ß√£o... por vezes o nosso cora√ß√£o atrapalha, outras vezes √© a nossa cabecinha... mas o que n√£o falta para a√≠ s√£o solu√ß√Ķes" ‚Äď Dora resolveu-se a tentar adivinhar ali uma crise conjugal. "Se fosse assim t√£o simples‚Ķ" - disse-lhe Sofia, desviando o olhar - "...n√£o tenho bem a certeza de que enfeitar aquilo que me assola resolva alguma coisa..." - movendo suavemente a cabe√ßa e devolvendo um olhar de afirma√ß√£o numa cara sorridente - "...√© bem capaz de deixar tudo pior". ‚ÄúDesculpe, perdi-me aqui um bocadinho‚Ķ talvez n√£o seja uma desculpa decente, mas isto √© defeito e feitio ao mesmo tempo‚ÄĚ refere Sofia, em tristeza e percebendo em si uma ingratid√£o. ‚ÄúVejo-te nervosa minha filha‚Ķquando estamos nervosas n√£o dizemos o que queremos‚Ķ √Č o nervosismo a falar! E quando √© ele a falar a raz√£o deixa de ouvir‚ÄĚ
‚ÄúSim, tem raz√£o! Estou nervosa e tenho de me acalmar‚Ķ‚ÄĚ ‚Äú‚Ķn√£o h√° nada que n√£o se resolva minha filha! Todos temos dias, per√≠odos maus, e nessas alturas queremos muito que venha at√© n√≥s uma solu√ß√£o. Deus! Nessas alturas imaginamos tudo, pensamos em tudo e no fundo n√£o adiantamos nada.‚ÄĚ Cadenciando o tom, de forma a tatear a verdade antes de a ouvir, acrescentou: ‚ÄúEu n√£o sei o que se passa contigo ‚Ķ Mas sei que se deixas o nervoso falar muito ele vai-te consumir. Tu √©s inteligente, n√£o precisas de conselhos de uma velha, tu j√° sabes bem aquilo que te estou a contar‚Ķ‚ÄĚ acaba enviando um sorriso emp√°tico. ‚ÄúDona Dora, obrigado, do cora√ß√£o, obrigado! Mas a minha situa√ß√£o √© mesmo muito complicada‚ĶN√£o √© como se me sa√≠sse a rifa na quermesse do bairro e subitamente tudo ficasse bem‚Ķ‚ÄĚ Dora ri-se, sabe que quando a vida escurece o humor fica paradoxalmente melhor ‚ÄúDesculpa rir-me minha filha! Lembras-me quando tinha a tua idade e todos problemas pareciam os Caretos do entrudo‚ĶN√£o o s√£o! Ali√°s todos os problemas t√™m as suas virtudes mascaradas, n√≥s √© que temos de ser corajosas ‚Ķ enfrent√°-los e a m√°scara acaba por cair. Porque j√° n√£o h√° raz√£o para ela existir, percebes? ‚ÄúEu‚Ķ eu nem sei o que √© um careto, nem um entrudo, e neste momento ver virtudes nos meus problemas? N√£o me parece‚Ķ‚ÄĚ "Mas olha que elas est√£o l√°." "Explique-me ent√£o onde est√° a virtude em ter crescido com um pai b√™bado e frustrado com tend√™ncia para a viol√™ncia.... E melhor, como se isso s√≥ por si n√£o fosse j√° mat√©ria para traumas,‚Ķ Explique-me onde est√° ela quando vejo a pessoa de quem gosto, e que por acaso me salvou dessa situa√ß√£o. A pessoa que me deu a m√£o e que amo, estar a desistir da rela√ß√£o...que no fundo √© a √ļnica coisa que tenho." Raiva, desalento e uma fixa√ß√£o que lhe condiciona a sua verdadeira liberdade √© o que Dora v√™. Pensando para si que Sofia tem de perceber o b√°sico sobre a condi√ß√£o humana: o amor √© a jarra de flores numa casa a cair. Sendo que neste caso, v√™ com clareza que, mesmo com as rachas aumentarem, as flores s√£o demasiado importantes para Sofia. ‚ÄúQuando eu o vejo, vezes e vezes, a come√ßar a rejeitar-me, a chegar tarde a casa...merda! a n√£o querer estar comigo. Onde √© que eu vou ver a virtude? Desculpe Dona Dora, mas n√£o h√° virtude aqui, e eu sei que a senhora com toda a certeza ter√° a sua hist√≥ria e quer ajudar-me mas... mas √© imposs√≠vel!‚ÄĚ ‚ÄúUma coisa eu sei‚Ķ eu n√£o vivo sem ele e n√£o vou estar a abdicar de parte de mim. Quero-o no nosso mundo, um mundo onde aquilo que √© ruim murcha depressa, o mundo onde ele √© tudo para mim e eu sou‚Ķ tudo para ele‚ÄĚ Sofia come√ßa a revelar toda a sua instabilidade. Instabilidade que Dora, como mulher, conhece bem. O que Sofia parece n√£o saber √© aquilo que Dora se resolve a ensinar: uma mulher deve existir tendo as suas emo√ß√Ķes como ferramentas e n√£o ser uma ferramenta das suas emo√ß√Ķes. ‚ÄúMinha filha‚Ķ em tempos tamb√©m eu tive algu√©m. E esse algu√©m era tudo para mim, e a vida era realmente bonita ao lado dele‚ÄĚ ‚Äď Dora olha para luz descendente da caixa de escadas do pr√©dio. ‚ÄúContudo as pessoas mudam, e a mudan√ßa traz muitas vezes dor‚Ķe se h√° dor e nos faz mal ent√£o o que interessa √© o momento, de que valem as mem√≥rias?‚ÄĚ
Sofia escutava atentamente, enquanto Dora falava com calma de voz decidida e contundente. ‚ÄúUm dia, esse meu amor, disse-me: que tinha tido com duma outra mulher um filho que nunca conhecera e que pretendia deixar-lhe o que tinha em testamento‚Ķ‚ÄĚ ‚ÄúBem v√™s que o medo da justi√ßa divina s√≥ se sente quando se est√° perto da morte‚ĶE at√© lhe concedo isso‚ĶContudo, em ironia, ele acabou por morrer precisamente no dia em que se iria encontrar com o advogado para tratar do testamento‚ÄĚ. ‚ÄúSofia minha filha‚Ķ‚ÄĚ Dora passa as m√£os pelo pedra dos degraus ‚Äú Caiu precisamente nestas escadas e morreu‚Ķ‚ÄĚ ‚ÄúN√£o √© suposto o amor matar-nos‚Ķ se fosse ele n√£o estava morto‚ÄĚ ‚ÄúComo assim, Dona Dora??‚ÄĚ pergunta agora Sofia, para algu√©m que n√£o est√° ali. ‚Äú‚ĶDesculpa minha filha, n√£o me estou a sentir muito bem. Ia sair, mas acho que vou voltar para casa e deitar-me‚ÄĚ ‚ÄúQuer ajuda?‚ÄĚ ‚ÄúN√£o minha filha, nesta vida ajuda quem pode‚Ķe tu tens as tuas coisas para resolver‚ÄĚ
Dora, encontra-se desarmada, esteve muito perto de confessar. Nunca tinha estado t√£o perto. N√£o percebia se era solid√£o ou empatia ou mesmo identifica√ß√£o com Sofia. Rodou o canh√£o da fechadura e entrou, desejando novamente ‚Äútudo de bom‚ÄĚ a Sofia antes de fechar a porta.
J√° em casa, ajusta levemente o napperon, pega na foto de casamento, e diz para si baixinho: ‚Äúaquele empurr√£o serviu-nos aos dois‚Ķn√£o √©, meu amor?‚ÄĚ
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2019.04.23 07:40 Samuel_Skrzybski STEEL HEARTS - PR√ďLOGO

Uma nota pré-texto, apenas para situar melhor o leitor: na primeira parte do prólogo, que começa em "Em um dia, ele acordou diferente do seu jeito de sempre acordar", o personagem em questão é o nosso protagonista, Saravåj. Já na segunda parte, que começa a partir de "Em um dia, ele acordou como sempre costumava acordar", o personagem muda e passa a ser o rei da Pasárgada, Matiza Perrier. O prólogo é um contraponto entre os dois, embora o faça sem citar nomes. E se você não entendeu nada a respeito do que eu falei até aqui: dá uma olhada na introdução de Steel Hearts, se quiser, que tá linkada ai em cima.
Enfim, boa leitura! :)
[EDIT: Eu usei o underline para iniciar os diálogos porque o Reddit reconhece o travessão como marcador de tópico.]
Em um dia, ele acordou diferente do seu jeito de sempre acordar.
Ele sentiu a luz do sol em seu rosto, anunciando que a escurid√£o da noite j√° havia passado e que o c√©u era claro mais uma vez. Os seus sentidos despertaram pouco a pouco, como os de quem acorda de um coma ap√≥s uma d√©cada de inatividade. Em um suspiro profundo, p√īde sentir o odor de m√≥veis velhos daquele quartinho arranjado e ex√≠guo, mas inegavelmente organizado com maestria milim√©trica em cada m√≠nimo detalhe por ele pr√≥prio. Confirmou para si mesmo que estava, de fato, vivo.
Vagarosamente, os seus olhos tamb√©m ganharam vida. Assim que o seu par de olhos se abriu pela primeira vez naquele dia, sua √≠ris castanho-claro focou, sem se mexer um mil√≠metro para a direita, sem se deslocar um mil√≠metro para a esquerda, em uma t√°bua que estava fora do lugar no teto de madeira bege-clara de seu cub√≠culo. Lhe incomodava demasiadamente aquela quebra abrupta no padr√£o de t√°buas alinhadas e retil√≠neas. Namorou aquele lasco de madeira solto durante infinitos minutos. √Ä essa altura, seu mecanismo interno tamb√©m come√ßou a funcionar e debutou a processar informa√ß√Ķes.
Ele planejou mil e uma formas de solucionar este problema que tanto lhe afligia, com a pia e rid√≠cula convic√ß√£o de que, quando tornasse √†quele mesmo panorama quando o breu noturno ca√≠sse novamente, aquela t√°bua defeituosa continuaria ali, sem sequer ser tocada por um dedo que fosse. Talvez por cansa√ßo f√≠sico e mental dele. Talvez por sua pr√≥pria incapacidade de tecer um projeto suficientemente perfeito para dirimir o que lhe amorfidava. Ou, talvez, por n√£o ser nada al√©m de uma t√°bua antiga e quebrada. At√© que, por fim, ele se concentrou exclusivamente no mel√≥dico canto dos p√°ssaros que vinha do lado de fora. Dos presentes da natureza que ele recebia por morar naquele recinto, sem d√ļvida, a m√ļsica dos pardais era o mais belo e mais agrad√°vel de todos.
Por todos os deuses e deusas do cosmo! Os pássaros! Os pardais-espanhóis!
Ele se levantou violentamente, repelindo para longe a sua coberta, o seu travesseiro e todo empecilho que estivesse em seu caminho, como se estivesse no √°pice de sua energia di√°ria, e se colocou, em quest√£o de segundos, na frente da imensa janela de vidro que se localizava estrategicamente na dianteira de sua cama.
Esfregou os olhos. Depois os arregalou. Repetiu o processo algumas vezes.
Quem se colocava, como ele, √† frente daquela majestosa janela, tinha uma vis√£o privilegiada de uma enorme figueira que existia naquele vilarejo. Chamava a aten√ß√£o, ao primeiro olhar, pelo tamanho. N√£o poderia ser diferente. Aquela √°rvore era um verdadeiro gigante. Ao mesmo tempo, era uma figueira muito velha, √© verdade. J√° deveria estar gozando da terceira fase de sua vida. De seus dois mil anos, no m√≠nimo. Seus galhos j√° eram totalmente retorcidos. Sua ra√≠z era grossa e invadia o solo que lhe rodeava, como um monstro bot√Ęnico que tenta alcan√ßar a superf√≠cie. Contudo, em contraponto, as suas folhas reluziam a vida. Todas elas. O pigmento verde-esmeralda destas era o mesmo de uma plantinha que acabara de desabrochar. Todo o seu caule era consistente e forte, sustentando com exuber√Ęncia todos os seus in√ļmeros galhos. Seria uma cal√ļnia atroz afirmar que, mesmo que de muito longe, se tratava de um mero agigantado peda√ßo de madeira oco e sem vida. Nos p√©s do caule da monumental figueira, existia uma pequena placa pregada junto √† √°rvore, tamb√©m de madeira, mas em tom muito mais claro. Nela, lia-se a frase em latim "Hic insignis femina forti ager deambulavit in terra" em letras garrafais, mas visivelmente pintadas com uma tinta branca ral√© e desbotada, tornando as inscri√ß√Ķes apagadas pelo efeito do tempo praticamente ileg√≠veis.
Todavia, ele n√£o estava l√° para endeusar aquela d√°diva da m√£e-natureza. Os seus olhos tinham outro eixo. Naquela √°rvore, muito al√©m da fitologia e de toda tonalidade verde-vivo que lhe envolvia, existia uma verdadeira sociedade de pardais-espanh√≥is. Haviam vinte ou trinta fam√≠lias de pardais que levavam suas vidas nos galhos daquela grandiosa figueira j√° h√° anos. Todos eles, passarinhos mi√ļdos, ariscos e ligeiros, caracter√≠sticas naturais de sua esp√©cie, que levavam em suas penas tons que variavam de marrom-escuro at√© colora√ß√Ķes mais acinzentadas.
Na √°rvore, se organizavam como se houvesse um contrato social entre eles. Como se os pardais fossem, de fato, seres pensantes, dotados de racioc√≠nio l√≥gico e com a capacidade de agruparem-se em um meio social concreto, previamente definido por regras a serem seguidas por todos. A figueira era a estalagem. Cada galho, uma resid√™ncia. N√£o haviam duas ou mais fam√≠lias de pardais por galho. Em todos os ramalhos que se fragmentavam do caule, existia somente um ninho de pardal-espanhol, como se todos eles concordassem que aquele era o n√ļmero ideal de fam√≠lias por galho. No raiar do dia, os p√°ssaros se agitavam, aforando os ouvidos de quem quisesse ouvir com a sua graciosa m√ļsica inerente. Neste √°timo, o p√°ssaro-mor de cada ninho voava pelo horizonte, em busca do sustento de sua parentela. E ao final do entardecer, retornava ao seu lar, socializando com os seus os ganhos do dia. Desta forma, aquele agrupamento de pardais engrenava. E s√≥ seria uma indiscut√≠vel viola√ß√£o de juramento afirmar que a subsist√™ncia dos pardais-espanh√≥is na figueira era, efetivamente, pr√≥spera, por efeito do vil√£o da estalagem. Um abutre.
De corpo robusto e de asas de envergadura majestosa, tinha dez, vinte, trinta, quarenta, cinquenta vezes o tamanho de qualquer pardal-espanhol. Era um aut√™ntico ogro ao lado de um pardalzinho. E, ao contr√°rio da preval√™ncia dos membros de sua esp√©cie, n√£o era de apar√™ncia macabra. A plumagem de seu tronco era marrom-clara, como a das √°guias. E a sua coroa n√£o era pelada, como a maioria dos abutres, que mais se assemelhavam a um morto-vivo do que a uma ave. Continha penas brancas como a neve em seu cr√Ęnio. Tamb√©m tinha em seu arsenal de combate garras afiadas como agulha de alfaiate, um bico longo e pontudo e um olhar que imporia pavor at√© mesmo em um Argentavis. O abutre lembrava muito mais uma ave de rapina do que um urubu. Localizava-se sempre no ponto mais alto da figueira, como a estrela de Bel√©m em uma √°rvore natalina.
O abutre, sem d√ļvidas, era o amo daquela sociedade. O dono. O rei. Todos os pardais-espanh√≥is se viam fracos e indefesos diante de uma ave t√£o superior em tamanho e em for√ßa e se curvavam diante do abutre, ainda que mordendo a l√≠ngua de desgosto. De todos os p√°ssaros da figueira, o abutre era o √ļnico que n√£o se aventurava no mundo al√©m daquela lend√°ria √°rvore em busca da sobreviv√™ncia di√°ria. Muito pelo contr√°rio: agia como um cobrador. Durante todo nascer do sol, sem feriado nem dia santo, o abutre voava de galho em galho, de resid√™ncia em resid√™ncia, de fam√≠lia de pardalzinho em fam√≠lia de pardalzinho, tomando para si uma parcela das sementes, gr√£os, cereais e peda√ßos de legumes que as fam√≠lias de pardal haviam faturado no dia anterior. Na maioria das vezes, era a metade. Por algumas vezes, entretanto, o abutre n√£o fazia economias e se apoderava de mais - e muito mais - da metade dos alimentos de um ou outro ninho de pardal-espanhol, deixando estes ref√©ns de sua pr√≥pria sorte, suplicando aos deuses para que naquele dia o saldo aliment√≠cio do chefe da fam√≠lia fosse dobrado. Em troca desta colabora√ß√£o for√ßada, os pardais-espanh√≥is n√£o recebiam absolutamente nada. Nem prote√ß√£o do abutre. Nem nada que dependa da solicitude do mal√©volo p√°ssaro-rei. N√£o era justo. Mas "realidade" e "justi√ßa" s√£o palavras que raramente caminham de m√£os dadas. O medo que os fr√°geis pardais tinham do abutre, t√£o corpulento, t√£o vasto, t√£o amedrontador, impedia-os de organizar uma revolta contra aquele p√°ssaro das trevas. Era parte da rotina ceder metade dos seus lucros, sem mais nem menos, ao seu pr√≥prio carrasco.
E assim a sociedade de p√°ssaros que vivia naquela louv√°vel e anci√£ figueira funcionou durante muito tempo.
Até aquele dia.
Naquela manh√£, tudo foi diferente.
O abutre deu início à arrecadação do alquilé dos pardais, como o de costume. Até que, após confiscar para si alguns pequenos grãos e sementes sem imprevistos, voejou até um galho que se localizava em um dos pontos mais altos do lado esquerdo da figueira.
Ali residia um pardal-espanhol solitário. Não tinha família. Morava sozinho em seu ninho. Era tão pequenino e franzino como os outros. Carregava em seu corpo penas marrom-claro, quase que idênticas às do abutre. Também tinha uma listra branca que corria por todo o seu corpo, o que lhe diferia dos demais. Ela tinha início na parte inferior de seu olho direito e só encontrava fim quando terminava o torso do pardal.
Naquela manhã, ele resistiu. Se apresentou à frente do abutre, que era um genuíno arranha-céu em frente ao passarinho, como quem se recusa a cumprir uma ordem e desafia o seu algoz. O abutre estufou o peito, na tentativa de intimidar o pardal-espanhol revoltoso. Em vão.
Antes que o abutre pudesse adotar qualquer segunda atitude visando espantar o seu advers√°rio, o pardalzinho o atacou, em um movimento prec√≠pite e, acima de tudo, inesperado. O abutre foi lan√ßado para fora do galho pela for√ßa da velocidade que o pardal imprimiu e os dois p√°ssaros passaram a brigar no ar. No combate corpo a corpo, o pardal-espanhol compensava a aus√™ncia de for√ßa com uma agilidade que o abutre n√£o conseguia acompanhar. O abutre se tornara incapaz de usar o seu tamanho e a sua robustez avantajada √† seu favor. O inverso aconteceu: a grandeza f√≠sica do abutre fazia com que ele fosse um alvo f√°cil de ser atingido por seu rival. A for√ßa, meio que o abutre usou para ser condecorado o p√°ssaro-mor hegem√īnico daquela figueira durante tanto tempo, trazia junto de si a lentid√£o, o que fazia com que aquela ave, antes t√£o temida e respeitada por seus subordinados, n√£o conseguisse inibir as investidas do nanico e veloz pardal-espanhol. O pardal nocauteava o abutre v√°rias e v√°rias vezes, mudando de uma dire√ß√£o para outra como uma flecha, antecipando os movimentos tardios de seu inimigo. O contr√°rio n√£o acontecia. Naquele instante, o abutre servia somente de saco de pancadas para o pardal.
A amea√ßa que a revolta daquele her√≥ico pardal-espanhol representava √† soberania do abutre serviu de gatilho para muitos outros p√°ssaros residentes da figueira, tamb√©m descontentes com a iniquidade daquela dura submiss√£o, que deixaram os seus ninhos para tamb√©m golpear e bicar o abutre simultaneamente. Em pouco tempo, mais da metade da sociedade de pardais-espanh√≥is estava ali, lutando por sua plena liberdade. O abutre tentava se defender do bando como podia. Se contorcia, esticando as suas garras freneticamente para todas as dire√ß√Ķes at√© o limite de sua flexibilidade, na tentativa de abater um ou outro pardal. Se j√° era √°rduo para ele engalfinhar-se com um pardal-espanhol s√≥, guerrear contra um bando inteiro tornava-se insustent√°vel. O abutre debatia-se em gemidos escandalosos de dor, na ris√≠vel esperan√ßa de enxotar todos aqueles incont√°veis p√°ssaros para longe de si.
At√© que, de tanto que insistiu e esperneou, o carrasco conseguiu prender um de seus √™mulos em uma de suas garras - a esquerda. Aquele pardalzinho foi, instantaneamente, neutralizado. As unhas pontudas do abutre, que mais pareciam pequenos punhais, atravessaram a plumagem marrom-clara daquele pequeno p√°ssaro sem l√°stima nenhuma, perfurando-o exatamente no centro da extensa listra branca que se avultava por todo o seu corpo, peculiaridade que lhe diferenciava de todos os outros pardais. Era ele. O pardal-espanhol rebelde. O motor daquela rebeli√£o. O patrono dos pardais-espanh√≥is malcontentes com as injusti√ßas cotidianas daquela estalagem. Aquele - o √ļnico! - que aceitou com prontid√£o o perigoso jogo de confrontar o temeroso abutre. Justamente ele, entre as dezenas de p√°ssaros. O destino, perpetuamente muito ir√īnico, p√īs-se a rir da infeliz coincid√™ncia. O pardalzinho revolucion√°rio era, de modo ineg√°vel, muito astuto. Mas nem que tivesse o qu√°druplo de sua resist√™ncia f√≠sica, seria capaz de sobreviver estando entre as implac√°veis garras cortantes do abutre. Ele n√£o teve sequer a chance de lutar por sua superviv√™ncia. Os seus √≥rg√£os internos foram espremidos. A morte foi instant√Ęnea. O cad√°ver, sem embargo, continuou nos gat√°zios do abutre, como se fosse um trof√©u - ou pr√™mio de consola√ß√£o - para o impiedoso p√°ssaro-rei.
Os demais pássaros revoltosos, à exemplo de seu recém-falecido condutor, seguiram a bicar o abutre, com cada vez mais violência, como se não fossem meros passarinhos tênues e mansos. Mais pareciam, naquela rebelião, verdadeiros animais selvagens. O bando de pardais-espanhóis era uma máquina de guerra, pronta para esquartejar o seu inimigo a qualquer instante. Era questão de tempo até que o abutre tivesse o mesmo trágico fim do pardal causador de toda aquela anarquia necessária. Do pardalzinho que ele acabara de tirar a vida friamente. O destino, por sua vez, não tardou muito. O abutre já mal tinha forças para para estrebuchar, reconhecendo pouco a pouco o seu melancólico e penoso porvir. E este não podia sequer pleitear a vida por suas habituais injustiças. Todo aquele sofrimento do abutre era íntegro. Merecido. Conveniente. Depois de tanto atazanar os pardais daquela figueira, era a hora do acerto de contas.
Em um movimento descontrolado, um dos pardais-espanh√≥is mais exaltados em meio √†quela calorosa confus√£o bicou o comprido pesco√ßo do abutre ferozmente, estourando com retid√£o cir√ļrgica sua veia jugular. O golpe foi fatal. Morte instant√Ęnea. A morte, inegavelmente, √© juiz. Se a vida, por muitas vezes, favorece aos maliciosos, a morte, sui generis, jamais falha. Pune a todos, sem distinguir. Um jato de sangue arroxeado jorrou da goela do abutre, manchando com aquela seiva honrosa boa parte dos pardais que estavam em torno do p√°ssaro sucumbido quando a bicada da vit√≥ria foi desferida. A revolu√ß√£o dos pardais estava completa. N√£o havia mais carrasco. N√£o havia mais verdugo. N√£o havia mais medo, nem aluguel. Enfim, o abutre libertou o corpo sem vida do passarinho revoltoso de suas garras e, simbolicamente, todos os pardais que integravam aquela sociedade.
O monumental corpo ensanguentado do abutre e o defunto esmagado do pardal-espanhol rebelde caíram lentamente pelo ar, lado a lado. E tocaram o chão exatamente no mesmo instante, fazendo valer, mais uma vez, uma velha máxime da vida: quando o jogo acaba, todas as peças, por mais diferentes que sejam entre si, voltam para a mesma caixa, sem se queixar.
Ele assistiu tudo de camarote.
"√Č t√£o estranho. Os bons morrem antes", ele pensou consigo mesmo.
Ele, ent√£o, voltou-se para a sua cama. Deu meia-volta, despiu-se dos trapos velhos que usava para dormir e vestiu o seu traje de batalha mais nobre, que levava uma enorme capa vermelho-vinho √†s costas, que reca√≠a por quase toda sua armadura de ferro medieval, a qual ele tamb√©m envergou. Sentiu-se, como sempre, mais s√£o portando aquela farda solene. Olhou por intensos segundos para o seu pr√≥prio reflexo no espelho que havia em frente √† cabeceira, com um ar aristocrata de confian√ßa. Apoderou-se, ademais, de duas espadas que estavam encostadas no p√© dianteiro de sua cama. Uma banhada √† prata e outra banhada √† bronze, tinham a estatura, √† grosso modo, moderadamente menor do que uma vassoura comum. De l√Ęmina mais fina e de peso mais leve em compara√ß√£o com as espadas universais dos templ√°rios, colocou suas duas gl√°dias nas bainhas que tamb√©m carregava em suas costas. Por fim, deixou o seu quartinho amanhado, organizado como nunca, exceto pela t√°bua desprendida no teto de seu cub√≠culo - aquela amaldi√ßoada t√°bua! - fechando a porta amadeirada deste para jamais tornar a abri-la.
O vento, enfim, soprava à seu favor: era tempo de ressureição.
Em um dia, ele acordou como sempre costumava acordar.
De ressaca. Sentia em seu cr√Ęnio pontadas de dor, que iam e vinham. O cen√°rio ao seu redor denunciava o motivo de seu mal-estar: infinitas garrafas de vinho e de licor vazias em torno dele, al√©m de incont√°veis ta√ßas douradas, tamb√©m vazias ou consumidas somente at√© a metade. Ele despertou em um magnificente trono real dourado, produzido tendo o ouro puro como sua mat√©ria-prima e decorado com j√≥ias preciosas, coloridas e resplandecentes - havia tido o seu sono ali naquela madrugada, sentado. Aquele trono dourado era o ponto mais alto daquele sal√£o. Tanto que, era preciso subir alguns degraus para chegar at√© ele - n√£o por acaso. A ideia era, de fato, representar o √°pice da soberania que um mortal poderia desfrutar. O lugar mais alto que algu√©m poderia ocupar na pir√Ęmide social.
Ele, com os olhos entreabertos e com os movimentos anormalmente vagarosos, aparentando ainda estar um pouco ébrio, começou a esparramar com as mãos as cartas de baralho que estavam no braço direito do trono real, deixando com que algumas caíssem ao chão. As cartas, espalhadas por todo salão real, retratavam as várias e várias jogatinas e capotes da madrugada anterior, os quais ele mesmo fomentou. Ele havia patrocinado uma farra regada à bebidas alcoólicas caras na madrugada daquele dia, junto de seus companheiros mais íntimos. Por mais uma vez. Os eventos alcoólatras apadrinhados por ele eram corriqueiros, praticamente diários.
Ele seguia espalhando as cartas do baralho, at√© que uma lhe chamou a aten√ß√£o. Era um rei. Um rei de espadas. N√£o era o roup√£o vermelho do rei, fragmentado em mandalas, que lhe atra√≠a. Muito menos as espadas coloridas que ele segurava em cada uma das m√£os. Nem o bigode, nem o cabelo, nem a coroa. O olhar. Os olhos daquele rei eram diferentes dos demais. Eram intimidadores. Transbordavam mal√≠cia e davam um sentido maquiav√©lico √†quela carta. De todos os reis do baralho, aquele, sem d√ļvidas, era o mais perspicaz. O que tinha a maior agudeza de esp√≠rito. O mais astuto, talentoso, inteligente e toda e qualquer palavra que remete a um privilegiado intelecto ardil. Ele pegou a carta em suas m√£os e apreciou-a por alguns instantes, rindo. At√© que, levou o rei de espadas at√© o bra√ßo esquerdo do trono do rei, onde havia uma ta√ßa de ouro da noite anterior, cheia de vinho at√© a metade. E ent√£o, mergulhou a carta no vinho, por diversas vezes, repetidamente.
_ Beba, reizinho. Beba. Que, por hora, √© o melhor que se faz. O √°lcool foi inventado pelo homem para suprimir o t√©dio di√°rio, voc√™ sabe bem. As mulheres tamb√©m v√£o te distrair com seus corpos, se voc√™ assim quiser. Mulheres e bebidas. √Č por isso que a nossa passagem terrena vale a pena, n√£o? Beber para as mulheres. Beber por causa de mulheres. Beber junto das mulheres. Afinal de contas, o mundo est√° de bra√ßos abertos para te servir. Os miser√°veis tem a honra de dividir uma gera√ß√£o contigo, algu√©m t√£o genial, t√£o brilhante, t√£o divino. √Č dever deles a solicitude para com voc√™, n√£o acha? Grandes conquistas vir√£o, reizinho. Muito maiores do que qualquer ratazana europ√©ia um dia j√° p√īde imaginar. Mas enquanto as gl√≥rias ainda n√£o se concretizam, beba. Somente beba. At√© desaparecer-lhe o f√≠gado.
Uma voz juvenil, neste momento, cessou o seu delírio abruptamente.
_ Meu rei! Mil perd√Ķes por interromper-lhe!
Era um jovem e raquítico soldado. Parecia nervoso por estar em presença de alguém tão importante. Tinha como suas vestes o uniforme-modelo dos cavaleiros da Ordem do Templo, utilizado nas cruzadas do século anterior. Todavia, distinguia-se destes pela tonalidade azul-marinho substituindo a vermelho-sangue e por conter um brasão com a letra "P" no lado esquerdo do peito de sua armadura.
_ J√° interrompeu, ora! Por que me solicita o perd√£o, asno?
_ Ent√£o perdoa-me por lhe solicitar o perd√£o, meu rei, se isto ameniza o meu deslize. Vim somente lhe transmitir um recado da rainha. Ela me pediu para vir lembrar-lhe que est√° quase na hora de discursar para o povo. A rainha e os membros da elite j√° est√£o na sacada do castelo. Sua louv√°vel presen√ßa √© a √ļnica que falta para o in√≠cio do discurso real.
_ Ah! Claro! J√° havia me esquecido. A ressaca me veio mais forte do que o habitual nesta manh√£. E se n√£o estivesse t√£o em cima do hor√°rio, queria embriagar-me antes do enunciado. Voc√™ j√° imaginou? Tente imaginar, se o seu retardado intelecto n√£o te impedir. Discursar completamente b√™bado! O povo, sem d√ļvidas, acharia fant√°stico! O que achas, capacho? D√™-me sua opini√£o, por mais desprez√≠vel que seja.
Enquanto falava, ele levantou-se e desceu os degraus do trono real com dificuldade, cambaleando.
_ √Č... Seria memoroso! Com toda a certeza!
_ √Čs um bom rapaz, soldadinho. Voc√™ √© dos meus, eu tinha a pia convic√ß√£o! Inclusive, acho que a sua figura √© a que falta para completar nossas divers√Ķes alco√≥licas que ocorrem depois do √ļltimo badalar do sino. O que me diz, meu companheiro? Licor e vinho √† vontade depois do hor√°rio dos mortos! Est√° de acordo?
_ Verdadeiramente, meu rei?
O soldado recém-formado olhou para ele com o olhar mais inocente que se pode imaginar.
_ √Č claro que n√£o, capacho! Onde j√° se viu? Uma barata do ex√©rcito imperial feito voc√™ em meio aos mais finos nobres! Tira-te as patas do meu sal√£o real, imbecil!
O soldado saiu imediatamente da sala privada do rei, tr√™mulo. Ele, em todo o tempo com um largo sorriso no rosto, gargalhou de suas pr√≥prias anedotas. Ainda assim, a informa√ß√£o que o seu subordinado lhe transmitiu estava correta. Faltavam poucos minutos para o discurso semanal do rei para os seus populares. Era mais um domingo gelado de inverno. Ele seguiu pelos c√īmodos e corredores do Castelo de Woodyard. Conforme caminhava, escutava um coro un√≠ssono, em √™xtase, que se tornava mais forte conforme ele se aproximava da sacada do castelo.
_ Vida longa ao rei! Vida longa ao rei! Vida longa ao rei!
Ele, enfim, chegou at√© a sacada. O povo ali presente, em frente ao castelo, engrossou ainda mais o hino quando o viu. Com os bra√ßos abertos, de apar√™ncia amig√°vel e singela, ela acenou para o povo que estava abaixo, como sempre. A rainha, idem, estava ali, sempre √† sua direita, ora envolvida pelos bra√ßos dele, ora tamb√©m saudando o p√ļblico.
_ Bebi o dobro do que voc√™ bebeu nesta madrugada, meu amor. E despertei tr√™s horas antes de ti. C√īmico, n√£o acha?
_ A for√ßa feminina! √Č o que nos mant√©m no poder!
Sua esposa era uma mulher de quase trinta anos de idade. Os efeitos do tempo, entretanto, inegavelmente eram muito gentis com ela. Aparentava ser dez anos mais jovem. A rainha chamava a aten√ß√£o, sem sombra de d√ļvidas, pela beleza f√≠sica: mulher de corpo esbelto, e de rosto t√£o atraente quanto.
Ele, enfim, deu in√≠cio ao pronunciamento real. De cunho populista e com muita convic√ß√£o em toda frase que proferia, ele exaltou a laicidade de sua monarquia. Alegou que n√£o admitiria, nem por cima do seu cad√°ver, que a coroa compartilhasse o governo com o Papa. Como o de costume, apontou o dedo para a Igreja Cat√≥lica, condenando-a pelo massacre est√ļpido daqueles que ela julgava como infi√©is. Posteriormente, reiterou o seu compromisso com as camadas mais baixas da sociedade. Se auto-intitulou como o pai dos pobres. Alegou que reduziria o pre√ßo do trigo pela metade. E ganhou ainda mais a simpatia de seus ouvintes quando comunicou que distribuiria p√£es de forma gratuita em alguns pontos dos vilarejos de seu reino, garantindo o direito b√°sico da alimenta√ß√£o para todos e todas. Penhorou, tamb√©m, que os soldados, tanto os da elite quanto os do imp√©rio, seriam valorizados e teriam a sua dignidade garantida. Afinal, segundo ele, na sua vis√£o de governabilidade n√£o existiam reis e capachos. Existiam seres humanos buscando um bem comum. E, finalmente, levantou a sua principal bandeira: garantiu que, enquanto ele tivesse a coroa sobre a sua cabe√ßa, homens e mulheres seriam iguais. Os mesmos direitos. As mesmas fun√ß√Ķes. Os mesmos pap√©is na sociedade. Exaltou com as mais fascinantes palavras o arqu√©tipo da mulher independente e empoderada. Discorsou primorosamente durante quase trinta minutos sobre a suma import√Ęncia da equidade dos sexos em um meio social evolu√≠do.
O povo foi ao del√≠rio, como j√° era costumeiro no p√≥s-dicurso do rei. O barulho era ensurdecedor. Toda gente gritava o seu nome √† todo pulm√£o, confiando cegamente na benevol√™ncia de seu l√≠der. Ele era uma unanimidade entre o povo. N√£o havia uma alma viva que abrisse a boca para reclamar de sua forma de reinar. De suas ideologias modernas. Era um verdadeiro rei hegem√īnico. O mais perto que se havia de Deus em solo terreno. Ele, por sua vez, sequer lembrava do que havia dito em seu discurso alguns minutos antes. Sua cabe√ßa estava em outro lugar. Nas nuvens. S√≥ conseguia pensar nas fartas moedas da corrup√ß√£o caindo sobre suas m√£os - que financiavam esb√≥rnias, orgias, bebedeiras e afins suas, da rainha e de seus aliados mais pr√≥ximos - e no futuro promissor de seu imp√©rio populista, que em um dia n√£o t√£o distante haveria de se expandir para os quatro cantos da Europa, em um reinado jamais visto antes na hist√≥ria da humanidade.
Assim que terminou o seu enunciado ao p√ļblico, em meio aos berros que manifestavam apoio ao seu reinado, ele arrega√ßou a sua manga esquerda, revelando o mesmo o rei de espadas de outrora, a mesma carta que ele havia embebido no vinho. Ele havia a escondido em seu uniforme imperial quando saiu do sal√£o real.
_ V√™s isso, reizinho? Isso n√£o √© nada. √Č um gr√£o de areia perto do imp√©rio gigantesco que J√ļpiter te reserva. Ter√° o mundo aos seus p√©s, √© inevit√°vel. A ordem c√≥smica quis assim. As pr√≥ximas maltas v√£o aprender sobre o seu nome. Sobre tudo que te envolve. E at√© sobre o seu sabor de licor preferido. E voc√™? Voc√™ s√≥ deve saber o seu pr√≥prio nome. √Č o que mais importa. Reizinho, √© assim que gira o ciclo da vida: manda quem pode, obedece quem tem ju√≠zo. E eles tem. Voc√™ v√™ cada vez mais de perto que tem. O universo deve respeito por aquele que j√° nasceu aben√ßoado. E ningu√©m vai ser capaz de te impedir, reizinho. Ningu√©m. Nem mesmo Deus.
Obrigado por ler e aguardo ansiosamente pelo feedback! :)
submitted by Samuel_Skrzybski to EscritoresBrasil [link] [comments]


2019.03.22 17:59 lizziehope Semana de férias: praia com Bernard

Depois de perdermos o item de viagem no tempo para um grupo que nem ao menos jogava como n√≥s, desestressamos um pouco tomando √°gua de coco na praia. - A tela est√° azul hoje - Bernard ri. - Gostaria de ter visto o mar sem ser t√≥xico - Passo os p√©s na areia, antes t√£o √°spera como vidro, mas depois de muito esfor√ßo juntando Pins comunit√°rios, Mary, a presidente da associa√ß√£o das "M√£es de I.A's tamb√©m s√£o m√£es", conseguiram comprar areia sint√©tica que parece como nuvem - Areia √© legal. - Vamos fazer um castelo ou s√≥ ficar olhando para aquele barco? Olho para o barco imaginando a terra plana. - Humanos... No que estavam pensando ao criar tais armas mort√≠feras? - Em √≠ndios e espelhos, acho. - Precisamos de um barco, ent√£o - Dou de ombros e tento pensar em algum novo mundo para entrar, estava cansada de todos os jogos que j√° havia tentado criar, meu para√≠so morria cada dia que se passava - Talvez... Talvez, eu esteja morrendo. - N√£o vamos desistir, ok? Todos temos um tempo sem criatividade. - Meus Pins n√£o s√£o infinitos. Preciso de mais, se acabar antes do tempo... - Tente aceitar a predomin√Ęncia deles, esque√ßa de tentar sobreviver at√© o √ļltimo instante. - Queria apenas tirar aquele futuro - Continuo encarando o barco, est√° tenso e tampouco posso ver a luta que ocorre l√° dentro. - Seus animes v√£o destruir voc√™ - Bernard ri, tenta colocar sua m√£o em meu ombro direito, sinto-me pressionada em aceitar sua oferenda de carinho. - N√£o. Me... Toque. - Entenda, n√£o √© s√≥ uma m√£o no ombro, nem um charuto, ou um arrepio que vai mudar sua condi√ß√£o sexual afetada. - Eu consigo resistir. - Se voc√™ entender que as coisas n√£o s√£o sobre resistir... Entende? Voc√™ n√£o √© a √ļnica heterossexual. - Talvez eu tenha uma sexualidade, mas talvez eu esteja protegendo algu√©m... - Voc√™ realmente nunca vai aceitar o quanto ama ficar excitada? Ruborizo e tento concentrar na √ļnica coisa que posso notar de diferente no barco. Olhares estranhos. - Eu gosto de sentir coisas humanas. - Voc√™ √© surreal de acreditar em sua parte humana ainda. Tento n√£o vangloriar-me, simplesmente sinto um gosto de imenso orgulho em conseguir fazer com que os humanos habitem em mim e consigam ver o futuro, mesmo que por alguns segundos, mas mesmo assim... Tomo um pouco √°gua e sinto o l√≠quido frio refrescando o calor falso da praia. - Espero que voc√™ tenha encontrado outra maneira de arrumar o item - Digo a Bernard que senta em uma posi√ß√£o mais confort√°vel. - O item maia f√°cil para voltar no tempo e resgatar essa menina √© zerando o TimeLove e todos sabemos que essa novela √© a mais absurdamente chata de se jogar, principalmente com a press√£o e toda a hist√≥ria de perfei√ß√£o e conquistar aquele cara... - Ele ao menos existe? - Talvez, talvez ele seja um rob√ī muito filho da puta. - Acho que ele pode tentar fazer com que eu desista do pr√™mio antes do final, principalmente com o objetivo √≥bvio. - Ele quer que quem ganhar o leve para uma lua de mel em um espa√ßo-tempo eterno... Eternamente em amor - Bernard estoura em risadas e eu tento n√£o bancar a grossa dando algumas risadinhas. - Vou me inscrever. - Voc√™ vai o que?! Depois de ficarmos na praia por algumas horas, voltamos ao hotel e tentamos n√£o pensar muito em TimeLove, por√©m ambos est√°vamos nervosos. - Voc√™ vai ser menino ou menina? - Pergunto para Bernard que sorria nervoso para mim. - Eles fazem sexo l√°, sabia? E todos que assistem essa novela ver√£o. √Č... E quando chegar seu dia de... - Escolha ser um cara e n√£o jogue suas preocupa√ß√Ķes em mim. - Tudo bem, mas da√≠ talvez eu terei que... - Tente - Abro a inscri√ß√£o e come√ßo a logar na lista de teste. Pins inv√°lidos. Gostaria de trocar sua moeda para Lolovecoins? Tento sorrir docemente. - Quanto √© necess√°rio? - Calculando... Gostariamos de trocar Um milh√£o e sete Pins por cento e noventa lolovecois. O choque era gigantesco, principalmente enquanto olhava para milhares de personagens incr√≠veis que apenas aceitavam como se fosse um passeio a tarde. - N√£o posso aceitar, infelizmente √© tudo o que tenho e onde vivo n√£o aceitam Lolovecoins. Paralisada a npc de TimeLove ri um pouco para as outras npcs que est√£o nos recebendo. - Ent√£o voc√™ n√£o poder√° participar, aqui √© tudo ou nada - Sinto fraqueza em sua resposta. - Gostaria de entrar com nada. - Maldita, odeio nerds - Ela sorri e eu consigo entrar, com zero dinheiro, na novela e jogo mais fabuloso dos tempos atuais. - Morreremos de fome - Bernard entra atr√°s de mim em um dos nossos buracos de minhoca mais escondidos. - Quando voltarmos precisaremos de dinheiro para montar o item, n√£o posso deixar que nenhum mini jogo doentio estrague a minha hist√≥ria. - Se essa menina n√£o souber quem voc√™ realmente √©, eu juro que ela pode... Recusar voc√™ - Tentando fingir calma sorrio para Bernard que acena para um homem vestido de guarda. - Sou um novo pr√≠ncipe aqui, acabei perdendo meu dinheiro e documento... O Guarda, come√ßando a desconfiar, desvia seu olhar de meu amigo para encarar meus queridos seios. - Voc√™ √© um pr√≠ncipe mesmo, mesmo? - Quando fa√ßo voz fina pare√ßo exatamente igual a todas que jogam infinitamente essa merda. - Sou... - Ele balan√ßa os bra√ßos expulsando minha m√£o e olha com pequeno desespero para o guarda. - Voc√™ tem algum castelo? Um castelo? - Afasto-me do guarda enquanto olho para baixo e, subindo lentamente o olhar, cravo os dentes no l√°bio. - Voc√™s... Voc√™ conhece ela, senhor? Ela parece estar... - N√£o sinto inc√īmodo com belas jovens... - O tom de Bernard era, com certeza, o tom mais esnobe que eu j√° ouvi em algum jogo entre n√≥s dois. Seu sorriso torto fez com que aparecessem mais jovens, tentando adiciona-lo ou ent√£o entender quem ele era. - Humpley! - Aqui temos outro nome, ele escolheu esse, escolhi Summer. - Desculpe, senhorita, estou ocupado demais por enquanto, talvez outro dia conseguirei dar a devida aten√ß√£o que voc√™ merece - Ele faz com que vai beijar minha m√£o, eu fa√ßo com que vou estender minha m√£o... - Oi, novata - Um calor em meu pesco√ßo revela um h√°lito estranho e tentador se espalhando em meus poros. - O que? - Viro-me e n√£o encontro ningu√©m. Quando torno a andar, esbarro em um homem totalmente de preto, longos cabelos cacheados e loiros. - Oi - Respondo enquanto o analiso de cima a baixo. - Voc√™ nunca jogou por aqui? Seu amigo e voc√™ parecem ser muito profissionais. - Eu n√£o. Voc√™ j√°? - Tento n√£o falar t√£o alto, para que ningu√©m saiba que n√£o sei como funciona ainda essa porcaria. - Eu sou um npc. - Oh. Tento fingir n√£o estar envergonhada, mas ao mesmo tempo, consigo saber quantas pessoas est√£o rindo por verem que eu ca√≠ em uma das pegadinhas de mal gosto do verdadeiro principe. Sim, aqui funciona mais ou menos assim, voc√™ pode ser um homem e uma mulher e escolher√° seu lugar ao entrar no jogo. Normalmente os pr√≠ncipes conseguem subir facilmente ao serem assassinos como Bernard, mas as mulheres precisam ser totalmente sangue frio para conseguirem ser qualquer coisa. Engulo em seco. - E voc√™ tem algum tipo de Quest? - Aqui pode ser RPG tamb√©m se quiser, mas eu prefiro s√≥ conversar mesmo. Ou voc√™s se acham mais especiais que n√≥s? - Eu s√≥ preciso de Lolovecoins. - Quantos voc√™ tem? - Nenhum ainda. - Ent√£o... Eu tamb√©m nao... Certo. Ergo uma espada e rapidamente corto ao meio esse maldito npc. Uma moeda de Lolovecoin cai de seu corpo enquanto ele continua sangrando no ch√£o. Pego a moeda e fujo enquanto os guardas come√ßam a perceber, com dificuldade por causa dos belos seios que os rodeiam, o que est√° acontecendo.
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2019.03.22 06:50 lizziehope Em um futuro distante

Estava em uma noite turbulenta, era inacredit√°vel o tempo que passei jogando em meu quarto, dia de folga no trabalho. Queria tomar alguma coisa, uma cerveja ou um vinho. Peguei meu capacete e fui de moto a loja de conveni√™ncia mais f√°cil de se passar. O jogo no tr√°fego foi normal, como sempre joguei no m√©dio para n√£o correr tanto risco. As linhas do meio s√£o para os r√°pidos, como a minha moto voa em uma velocidade que cabe apenas na estrada e na altura mais baixa do teto - do jogo - tento sempre manter o limite m√°ximo de minha moto, mas quase n√£o suporto o t√©dio. Na entrada da loja, at√© a porta se abrir, tento n√£o logar no tetris ordin√°rio que eles conseguiram comprar com algum, digamos, esfor√ßo. - Boa noite, bem vinda a Sisiticom Conveni√™ncias, sinta-se a vontade para escolher qualquer um de nossos novos ingredientes - O dono, um rob√ī de idade anulada, almas estranhas e uma voz suave me recebe automaticamente enquanto finjo que n√£o consigo entender a chave de seu cofre principal. - Voc√™ pode se prevenir um pouco mais - Solto enquanto pego dois frascos pequenos de yakisoba e uns quatro de vinho tinto. Algo fez com que minha mente mudasse de id√©ia, escondo dois frascos de suave em meu bolso e sigo para o caixa. - Tudo fica quinhentos e noventa pins - Pins s√£o as moedas mais usadas nos jogos de nosso pa√≠s. Podemos usar outras, mas nosso mundo tenta dividir as moedas para que n√£o haja confus√£o. - Quinhentos? - Olho para o rob√ī, ele adormece enquanto viro seus olhos ao quadro que aponta Oitocentos. - Sim - Ele sorri desanimado, pago e saio sentindo um sentimento de vazio. Talvez ele consiga sentir ainda a vergonha de tudo o que ele fez, mas talvez ele n√£o seja um animal para ser tratado apenas como um objeto. Seguindo as instru√ß√Ķes, como de costume, termino os jogos e volto para casa. Enquanto relaxo, perco minha cabe√ßa novamente. √Č dif√≠cil se manter acordada e s√£ enquanto vivencia o caos do mundo. Coloco algumas gotas de Yakisoba no prato e com √°gua fa√ßo vinho no copo. Tento n√£o zombar de minha acompanhante secreta que ainda cr√™ em um Jesus que, assim como eu, fez esse mesmo milagre. - Seria muito bom se pud√©ssemos falar, um dia, pessoalmente - Ou√ßo uma rolha, algo como um verdadeiro vinho. Enquanto encaro o escuro, tentando escutar o indiz√≠vel, fecho a cara e acendo uma vela. Queria ver algo na fuma√ßa como os antepassados, mas s√≥ consigo prestar aten√ß√£o nas sombras dan√ßantes. Tento esquecer de morder os l√°bios, consigo sentir um aperto. - Privacidade exclusiva para voc√™ e seu momento √≠ntimo de prazer - Uma propaganda, um pouco spam, chega incomodando novamente minha viagem para a freedolandia. - Sem pornografia por hoje... - Tento manter meu corpo frio. - Voc√™ poderia aproveitar ao m√°ximo - Sinto-me lisonjeada ao sentir seus dedos em mim, mas confesso que quanto mais dentro voc√™ est√°, mais assustada eu fico. A liberdade era a minha rival - Eu sinto cheiro de sexo em voc√™. - Eu realmente estou excitada, voc√™ me pegou, como sempre - Dou uma falsa risada - Podemos ent√£o? O quarto privativo se abre. Minha casa, antes um nojo de bagun√ßada, vira um lindo quarto azul. Com luzes vermelhas e verdes. Engulo em seco, tento ficar calma. Como um pouco e depois olho para meu companheiro de cela. - Est√° tudo bem? - Sorrio desconfortavelmente. - N√£o, como... - Ele tenta se explicar e avan√ßar, dou apenas um sorriso covarde. - Voc√™ √© novo aqui? Cidade pequena? - Engulo r√°pido para que n√£o perceba minha vergonha em nudez. - Sim - Vejo um ponto de tristeza ancorada em sua fragilidade masculina, n√£o olho para baixo, ele ousaria? - Voc√™ pode... - Negar se quiser. Esperamos at√© que cada um acabe sua refei√ß√£o. Estamos delirando, cada um em seus pr√≥prios pensamentos. Ele se vira para, talvez, perguntar meu nome. O tempo se esgota e eu finalmente estou com roupa novamente. Os dias, as noites. Ativo os jogos novamente. - Oi - Recebo a resposta adiantada de meu pr√≥prio oi. - Bernard, quanto tempo eu perdi? - Quantos Pins voc√™ perdeu, na verdade. - Que seja. - Alguns milh√Ķes, mas n√£o esquente com isso, estamos quase conseguindo achar a maldita chave do tempo. O templo de magia do jogo novo promete finalmente liberar esse item. Os guardas e os npcs est√£o uma fera. Tudo est√° saindo de controle por essa merda - Sua voz est√° sendo sufocada por alguns bits, acho que eles ainda querem espa√ßo, mesmo depois da exposi√ß√£o horr√≠vel envolvendo pol√≠tica a muito - O que voc√™ quer com esse item, afinal? - Conhecer ela. Nossas vozes terminam ao mesmo tempo. Entro em The Sims, um dos jogos antigos que eu mais gosto de jogar, entro diretamente na fam√≠lia Dezas. Sento-me ao lado de Elizabeth enquanto ela troca mensagens em um grupo sobre fakes. Estranhamente, mesmo adorando jogar e criando mundos extremamente fortes, ela teima em conquistar um pr√≠ncipe que, se eu a contasse ela n√£o acreditaria, √© uma menina. Quando ela acordar vai ser pior, eu acho. Mesmo no futuro, sentindo que est√° t√£o mais frio e tortuoso, consigo saber que ela poder√° sair dessa tela. Eu vou voltar um dia, porque mesmo perdendo tempo, tanto tempo, jogando esse jogo, eu consegui Pins em todos os outros. - Nesse dia, Elizabeth, n√£o se assuste mais com minha voz - E ent√£o, como num passe de m√°gica, ela consegue alcan√ßar minha voz, mas sabe que n√£o era por ela que eu estava chamando - Um dia eu vou saber seu nome, eu vou deixar voc√™ crescer. - M√£e? - Ela pergunta se algu√©m a chamou. Consigo relaxar enquanto vejo ela voltando calmamente a digitar com seu pr√≠ncipe, disfar√ßadamente ela se cobre. Precisa de privacidade para se masturbar. Encantada tento controlar meu desejo de dar a ela uma chance de se livrar dos npcs ruins, eles tentam assustar ela, mas ao mesmo tempo, ela consegue ter esse momento que eu n√£o possuo mais. - Seu amor espera voc√™ em outra vida - Sussuro e deslogo. Era horr√≠vel, por√©m gratificante, ajudei de certa forma passado. Sim, ningu√©m liga muito, porque n√£o h√° o que se fazer, no futuro temos muitos problemas sem solu√ß√£o alguma e alguns gigantescos por vir. A √ļnica e √ļltima carta de amor que o passado escreveu, foi a muito tempo. Todo mundo se tornou assexuado, depois que a m√≠dia se tornou totalmente vis√≠vel √© uma lei n√£o se masturbar sem acompanhamento das empresas de privacidade, que apenas trocaram de dados com o porn√ī. Todos sabem que esse √© um velho jogo para pornografia dos ricos, mesmo que exista uma grande investiga√ß√£o e protocolos rigorosos, ningu√©m acredita mais nesse quarto. As maiores teorias da conspira√ß√£o vieram depois de descobrirem que um pol√≠tico e uma crian√ßa estavam juntos em uma dessas salas e a crian√ßa, como de costume - isso apresentaram depois das provas - era mais uma das inocentes. Por√©m, depois de algumas crises de empresas e marketing, o jornal dos loucos come√ßou a dizer coisas como: "Crian√ßas do futuro querem nascer: Sabotar a pol√≠tica para destruir as maquinas". Algumas mulheres come√ßaram a enlouquecer, gravidez psicol√≥gicas e abortos sujos rolaram em toda a cidade. Muitas mulheres ainda sonham na liberdade de ter um filho hoje em dia. Elas destru√≠ram alguns rob√īs, fizeram m√ļsicas, filmes novos. Tentaram demonstrar com toda a for√ßa que o amor ainda poderia existir, mas nada derruba a empresa. Os filhos rob√≥ticos mudaram de nome para I.A. e havia skins que deixam qualquer garota apaixonada por seu queridinho animal de estima√ß√£o. Tento disfar√ßar o nojo ao ver mais uma mulher empurrando esses merdas no balan√ßo. Infelizmente, esses I.A's s√£o como Chuck. Criam vida e saem brincando com os outros. Por n√£o terem alma, roubam dados dos cemit√©rios antigos e, al√©m de bagun√ßar a linha do tempo, conseguem logar em nossos jogos. Se n√£o interferisse em meu xadrez matinal, seria uma b√™n√ß√£o, menos gemidos de dor. Risadas fofas, brincadeiras extintas. O ruim √© olhar isso da janela, mesmo que seja coberta, consigo ver atrav√©s. H√° corpos caindo. Queria segurar o choro, mas eu sei que aquele parque n√£o est√° ali. Sei que as crian√ßas n√£o s√£o reais. Sei que h√° corpos caindo. - Suic√≠dio. Respiro. Entrei em algum jogo diferente. Ao ver o sorriso dela, meu cora√ß√£o dispara. - Elizabeth? - Ela acordou?
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2019.03.13 15:58 Alfre-douh Gal√£

"Alfredo, velho amigo, o que é feito de ti? Já não nos víamos há imenso tempo..." diz-me aquela cara que veio na minha direção enquanto eu bebia a bica sentado no café a ver os resumos da bola.
Respondo, continuando sem o reconhecer: "Vai-se andando...Os dias diferenciam-se pelas dores nas costas, porque de resto v√£o iguais".
A verdade é que acordei com uma especial sensação de rotina amorfa, o que é muito incomum em mim. Para além disso, efetivamente, tenho dores alternadas entre a lombar e o ombro. Não sei se deva ir ao médico, e como tal não vou.
"Tudo bem, mas isso não é razão para não reconheceres um velho amigo..." diz a cara sorrindo. E mal a cara sorri e eu finalmente tenho o clique: é o Hernani!
O Hernani √© um amigo de inf√Ęncia. Ali√°s, mais do que um amigo √© um verdadeiro irm√£o de inf√Ęncia. Foi, e de certa forma continua a ser, um retornado de Mo√ßambique. E como qualquer retornado, era por defeito visto com certa desconfian√ßa por quem n√£o o conhecia. Ainda para mais o Hernani que andava sempre vestido de forma humilde. Eram outros tempos. Tempos em que o olhar de uma pessoa dizia muito sobre ela.
Veio para cá sem mãe. Morreu durante o parto de uma irmã que nasceu com problemas respiratórios. Nas palavras dele: "...a minha irmã abriu os olhos e fechou-os". Constatação densa para um "pirralho retornado". Ainda me lembro do dia em que me contou esse triste episódio. Devíamos ter uns nove anos e tínhamos estado matar uns pombos à fisga, ali para os lados do antigo pinhal. Na altura havia lá um velho que tinha uma pancada valente com pombos, e armava-se em guardião dos mesmos. Nós íamos armar a puta da carreira de tiro só para lhe fazer pirraça. Aquilo era, claro está, coisa que acabava sempre com o velho Moura a vir atrás de nós a chamar-nos "filhos do demónio" e nós a pisgar-nos para os lados da praia.
No dia em que ele me falou da m√£e come√ßou por me contar que se o pai dele fizesse ideia daquilo (andar a fisgar os pombos do Moura) lhe dava uma co√ßa do piorio. Foi quando veio √† conversa as saias da m√£e como conforto e porto de abrigo, e a√≠ claro...ele l√° acabou por me contar. Eramos mi√ļdos-adultos, pese embora as brincadeiras de merda. Fal√°vamos de m√°goa s√≥ para aliviar a alegria, era exatamente assim.
Ele contou-me que o pai dele se tinha tornado extremamente religioso e que lhe dava grandes ensaboadelas de bíblia e de respeito cívico e moral. Hoje, com o distanciamento próprio, imagino o que foi para aquele homem ter de educar um filho sozinho no meio daquela tragédia. Na altura achava estranho, hoje sei que não há posição confortável quando se é responsável por alguém.
"E eu que não conhecesse essa tua fronha de artista..." devolvo-lhe a sorrir. "Senta-te aí, Hernani!" digo-lhe fraternalmente.
Ele ri-se. Senta-se, pede um café e acende um cigarro.
"Ent√£o por onde tens andado? Da √ļltima vez que soube de ti estavas a explorar um restaurante em Portim√£o acho eu..." vasculho na mem√≥ria e encontro essa nota rascunhada.
"Sim, estive uns tempos em Portimão. Depois estive em Cadiz outro tanto tempo, depois passei-me da cabeça e fui para Caminha. E agora voltei para cá...."
"Sempre a galope da égua mais linda da região, não?" digo eu a meter-me com ele e a puxar-lhe pela falsa modéstia típica dos verdadeiros galãs.
"Sempre tive essa maldição, não é verdade?!" e exalando o fumo, desvia o olhar.
"Maldição?! Dar e receber paixão, Hernani? Há com certeza algo de bonito nisso...Não é razão para essa fronha solene"
"N√£o que seja o teu caso, aten√ß√£o! Tu sempre foste meio zarolho para acertar nas pombas e ficaste com a √ļnica em que acertaste, todo feliz da vida...Mas a maior parte de ser homem √© idealizar essa dita paix√£o. Como se distribuir paix√£o fosse uma afirma√ß√£o de virilidade. A verdade √© que para mim nunca se tratou disso. Foram precisos mais de trinta anos de a galopar para perceber que s√≥ queria mesmo apanhar ar."
"Amigo, tens de ser mais concreto...Fiquei a pensar na parte em que acertei na minha pombinha..." tratei de esclarecer, pois de facto não me foi imediato aquilo que ele disse. E acabei a desligar e a pensar se de facto chegamos a acertar em alguém durante a vida.
"Alfredo, é como te disse: toda a paixão que distribuí foi à procura de ter apreciação de mim mesmo e nunca de me afirmar como homem. Aliás, nunca percebi sequer essa afirmação que, de resto, é tão comum." diz debruçando-se sobre a mesa e apoiando ambos os cotovelos.
"Epá, nem sei que te diga... Parece-me que tens por aí uma conclusão, mas que preferes não a dizer."
"Sim...recentemente uma pombinha disse-me: Hernani, o amor que não consegues aceitar é como a prenda de grande valor que não queres receber porque achas que não vais saber o que fazer com ela. Eu fiquei a pensar naquilo e é verdade. Nunca estive disposto a ir mais a fundo. Tentei porque muitas o mereceram, mas nunca fui realmente capaz." e fixa um olhar vago na direção do cinzeiro. "Acho que tem qualquer coisa a ver com a minha mãe... e com a sombra que ela fazia pairar na vida do meu pai. A falta dela era demasiado intensa. E isso só me passava quando me apaixonava, quando punha outra pessoa vagamente responsável pelo afeto que nunca viria a receber da minha mãe".
Fiquei sem saber como reagir. A sentir-me um doutorado honorário da Universidade do Desconforto Sentimental. Pela forma como a questão está tão viva, ao ponto de saltar do trivial para o profundo, dá a sensação que ele viveu muito tempo com os estes sentimentos sozinhos. Sentimentos sem contacto com o mundo exterior, numa cela das catacumbas da alma.
Tenho que fazer uma piada a aliviar a situação.
"Eu estava aqui a pensar que se calhar o que tu sempre quiseste foi ser apanhado pelas mãozinhas cadavéricas do velho Moura..."
Durante uma fra√ß√£o de segundo, a piada, tal qual um bom vinho, respirou. E depois come√ßamos a rir. Rimos que nem uns perdidos, como em mi√ļdos. Rimos pela causa mais nobre: restabelecer a ordem certa de ter a m√°goa a aliviar a alegria e nunca o contr√°rio.
E quando começamos a abrandar dizemos em uni som:
"Sacode, f***-se!!!" e voltamos a rir em plenos pulm√Ķes.
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2019.01.09 21:25 libertbutts CARTA PARA A NOVA NAMORADA DO MEU EX-MARIDO.

Eu estava esperando que eu nunca tivesse que ver seu rosto.Eu tentei acreditar que eu nunca teria que aprender o seu nome, mas as redes sociais e seus jogos passivamente cru√©is tinham outro plano. Eu n√£o reconheci seu rosto ou seu nome, mas n√≥s tivemos alguns amigos em comum, e eu definitivamente reconheci o homem ao seu lado em sua foto de perfil. E meu mundo parou de girar. Eu sei o que voc√™ est√° pensando agora - a ex-mulher louca est√° assistindo seu perfil porque voc√™ est√° fazendo sexo com seu ex-marido e ela est√° furiosa. E ela est√° com ci√ļmes. E √© triste. Eu n√£o estou te culpando, mas voc√™ est√° realmente errado. Meu mundo parou de girar porque eu estava com medo por voc√™. Voc√™ parece t√£o inocente.
Seu sorriso parece real, querida. Você parece feliz. Eu reconheci o seu sorriso e esta foto porque ela era minha há alguns anos atrás, eu estava de pé ao lado do homem que você agora representa e talvez os mesmos pensamentos felizes passem pela sua mente. E eu não posso descrever como sinto muito, e eu quero pedir desculpas a você por isso. Você vê que meu ex-marido não é aquele que está tentando criar esse momento. Ele não é a pessoa encantadora, feliz, amorosa e gentil que você acha que encontrou.
Tenho certeza que ele disse que ele era divorciado (e algumas coisas não tão boas sobre mim) e talvez um pouco da história de sua família e algumas de suas habilidades sobre as pequenas coisas na vida que ele passou - o suficiente para levá-lo a você se sente simpático a ele, para se orgulhar dele pelo que ele se tornou hoje. E mesmo se você tiver sorte, você está com alguém que passou por tantas coisas. Ele é um pássaro machucado que você instintivamente quer salvar, mas, querida garota, você simplesmente não pode. Eventualmente ele vai parar de sorrir. Ele vai parar e amar você. De repente, ele passará da calma perfeita para um furacão irracional completo em poucos segundos, e isso será totalmente sua culpa.
Ele dirá que está prestes a terminar com você mais de mil vezes, embora não pense nesses momentos, mas para seu próprio bem, espero que você pense. Ele lhe dirá que é por causa do alcoolismo ou por causa de seu pai ou das coisas pelas quais ele viveu. Ele fará uma lista de desculpas. Ele dirá que isso nunca mais acontecerá, mas será mentira. E então, esses ataques verbais e emocionais se transformarão em algo um pouco pior. E isso custará a você toda a sua existência como ser humano como você é agora. Você vai mudar, não intencionalmente e não conscientemente, mas é isso que as pessoas que são abusivas podem fazer com você.
Eles vão fazer você mudar, para se tornar a pessoa que eles querem, mesmo sem perceber. E você, minha querida, você não é apenas um profissional, mas um mestre. Antes de entender, você vai parar de falar tantas vezes com sua família como antes. Seus amigos se tornarão uma memória distante. Sua vida só vai girar em torno disso. Tenho certeza de que sua família ama e apóia você, e você quer que ele se torne parte dele porque você o ama e uma pequena parte de você espera que sua família possa lhe dar algo que ele nunca teve. Deixe-me esclarecer: ele tem. Ele tinha (e tem) uma família maravilhosa que Sam escolheu criar.
Ele tinha todo o amor e apoio do sol e dos arco-íris, borboletas e cachorrinhos que todos sonhavam, mas isso não era suficiente. Sinto muito, mas você e sua família nunca serão bons o suficiente. Não para este homem. Meu ainda está se recuperando dele. A verdade sobre esse homem é simples: ele não sabe amar. Ele acredita no amor e em uma vida que não é real, pela qual ele nunca será feliz. E quando ele não está feliz, coisas ruins acontecem. Eu posso listar todas as coisas terríveis que aconteceram durante nosso relacionamento e casamento, mas não tenho certeza se você vai querer ouvi-las, e francamente, estou fazendo um grande esforço para parar de pensar nelas e experimentá-las de novo e de novo.
Esta é uma luta diária para mim. Minhas feridas no corpo estão curadas, mas as cicatrizes são mais profundas. Então desculpe. Me desculpe, eu deixei ele pensar que o que está me causando está certo por tanto tempo, porque agora ele pode causar isso a você. Desculpe que suas mentiras e jogos eram tão convincentes que ele me fez acreditar sinceramente porque agora ele acha que eles são blindados. Me desculpe, eu não lutei mais para fazer alguma coisa, e achei a força para apenas sair, eu queria ter feito as duas coisas. Me desculpe, eu deixei esse cara te encontrar. Talvez você ainda ache que é apenas um movimento vingativo contra ele e isso é bom. Eu também não queria ouvir isso quando estava no seu lugar.
Mas voc√™ tem que saber que n√£o tenho nada a ganhar com isso. Minha vida √© incr√≠vel, pac√≠fica e gratificante. Minha fam√≠lia √© para mim, eu tenho um link que me mostrou o verdadeiro amor e at√© mesmo comprou um carro novo (o que me disse que eles nunca ser√£o capazes de pagar). N√£o h√° nada que eu possa fazer se voc√™ deixar meu ex-marido. Mas voc√™ tem isso. Voc√™ pode manter o lindo sorriso em seu rosto. Voc√™ pode ter um futuro que n√£o inclua preocupa√ß√Ķes sobre se ele realmente est√° onde ele disse que estava indo. Ou ele est√° com o que ele disse que ser√°. Ou se voc√™ √© bom o suficiente. Ou ele realmente pensava nas coisas que ele dizia? Ou, acima de tudo, Voc√™ pode ser feliz e calmo, n√£o tenha medo.
Eu trabalhei incansavelmente para me voltar para a pessoa que eu era antes, e enquanto eu pensava que essa mudan√ßa duraria para sempre quando eu era a mesma pessoa novamente, foi a melhor sensa√ß√£o que eu j√° senti - √© por isso que eu n√£o Eu quero que voc√™ se perca. Voc√™ merece isso. Eu nunca quis saber qual era a pr√≥xima v√≠tima dele. Eu nunca quis saber com quem a pr√≥xima mulher passaria apenas parte do que eu passei. Eu nunca quis me preocupar ou me preocupar com o pr√≥ximo, pois ainda vou me recuperar dele, ainda e sempre. √Č por isso que eu nunca quis ver seu rosto.

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2018.02.25 09:01 Fabianomcs A troca (se gostarem mando mais) conte√ļdo e linguagem adulta!

 A Troca 
ROBERT atendeu o telefone tremendo, excitado: *"a-alo" *"oi" disse CLARICE, querendo parecer despreocupada *"oi, é a PRISCILA?" perguntou ROBERT ansioso, muito rápido, o que fez ele sentir um pouco de vergonha, estava se entregando. *"isso!" respondeu CLARICE bem alegre! *"tudo bem ? você tá meio nervoso? eu to!" falando bem rápido também , tentando deixar o momento mais relaxado. *"hahahaha é, mais ou menos, normal ne, ficar nervoso falando com uma mulherona como você " *"hahahaha ahhhh paaara!! você sabe que eu não ligo pra isso." *"mas deveria. você é linda demais! e Tem muitos malucos nesse mundo, você deveria tomar cuidado." *"eu tomo, te stalkeei online seu bobo. descobri TUDO." falando mais lentamento o tudo, pra dar um ar de superioridade mas também de comédia. *"aaahh tá!" disse ele, escondendo o medo na voz "até parece" *"HAHAAHAHAHAHAAH" RINDO ALTO MAS GOSTOSO "brincadeira seu bobo! ahahahah você deveria escutar a sua voz, você deve estar escondendo alguma coisa hein! " *"eeeeu?" controlando-se ROBERT fazendo a voz cool "claro que não, você já me conhece" Apesar de conhecerem-se online , era a primeira vez que se falavam no telefone, a primeira vez que ouvia a voz dela, seu riso o encantou da mesma forma que as fotos. Era uma graça , ruivinha, toda gostosinha. novinha , bem novinha como ROBERT gostava delas. Sua foto falsa no perfil das redes sociais permitia muitos contatos iniciais desse jeito. Quando encontravam-se, CARLOS o verdadeiro modelo das fotos , as levava até um lugar desolado de carro, pra fumarem maconha, beberem e relaxarem. aí ele as drogava e elas iam pra outro lugar.
*"mas me fala, vamos um dia desses ver um filme, sei l√°.VOC√ä CURTE UM CINEMA N√Č." ROBERT perguntou tentando n√£o parecer muito velho. *"AAHAHAH cara, eu posso ser novinha mas esse papo de cinema... vamos logo fumar um , escutando uma m√ļsica l√° em casa" *"na sua casa.. ?? Acho que n√£o, PRISCILA. Voc√™ n√£o disse que morava com umas amigas?" *"moro com uma amiga. mas ela tamb√©m fuma. T√° viajando com o namorado , por isso te convidei n√©.. d√£aa" numa voz tipo OBVIO NE BABACA ROBERT n√£o era mais nenhum garoto. j√° estava come√ßando a ficar careca e aparentava fortemente os seus 46 anos. tamb√©m n√£o era nada bonito , nem chegava perto do seu alter-ego CARLOS, moreno sedutor de garotinhas fazia um tipo Chris Isaac. ROBERT n√£o podia deixar de cantar um trecho na cabe√ßa de wicked game quando via o cara. Era engra√ßado. *"n√£o sei, amore. Vou pensar sobre isso e te digo depois. sou meio contra de ir na casa dos outros, principalmente uma mulher sozinha, novinha como voc√™. depois voc√™ fala que eu te estuprei sei l√°, tem muita mulher maluca no mundo. Acho melhor a gente se falar mais um pouco , que tal?" *"queee isssso! um cavalheiro, nesses tempos de perdi√ß√£o! hahahaha" disse ela, tentando n√£o parecer nervosa "voc√™ n√£o entendeu, essa pode ser a ultima chance em muito tempo. eu devo me mudar em breve.a√≠ n√£o sei se depois de quanto tempo poderei receber um cara sozinha, pra fumar um beck , ouvir musica e dar uns beijos sem ter que me estressar. " *"ta ta taa voc√™ me convenceu j√° hahahha. n√£o sou t√£o √≥tario assim a ponto de desperdi√ßar essa chance" Muito feliz, sorrindo demais. *"voc√™ pareceu bem ot√°rio online hahhah" disse ela respirando fundo. parece que ganhara essa.
A casa em petropolis era Longe do centro, praticamente um s√≠tio. CARLOS iria na frente pra preparar o terreno enquanto ROBERT esperava no outro carro. parecia ser mais f√°cil do que pensavam, lugar isolado, iria pega -la e joga la na mala do carro. a longa viagem de volta iria acorda la e come√ßaria o terror. quando chegassem em seu destino , so o passeio j√° a teria aterrorizado o bastante pra ele estar de pau duro. j√° estava de pau duro agora s√≥ pensando. Geralmente CARLOS demorava umas duas horas com elas, at√© fumar o baseado , escutar uma ou outra musica , a sedu√ß√£o. Ele gostava desse tipo de jogo de gato e rato dela confiar nele ao ponto de poder lava-la pra um lugar ermo. Ser t√£o cruel e inocente ao mesmo tempo!!! depois se ela bebesse com ele um vinho , colocava um boa noite cinderela no copo dela, ainda fingindo ser um gesto rom√Ęntico e gentil..e se n√£o bebessem, chegava ROBERT com o pano de clorof√≥rmio..as vezes elas percebiam logo , por ele fazer muito barulho e elas ficavam aterrorizadas o que era uma pena. Carlos achava que a carne delas ficava melhor tenra. 3 horas e nada. ROBERT estava se preocupando, tentando n√£o ligar para o cara, pensando em vestir a roupa de policial que tinha mala. Era bom eles terem esse esquema a muitos anos , era bom ter um parceiro nas suas fantasias mais loucas. eles tinham se preparado bem , sempre pensavam muito em como fazer essas coisas.Pena que a arma sempre ficava com CARLOS, ele tinha uma r√©plica de pistola mas era um covarde. Preferia suas v√≠timas presas e indefesas em seu poder. por isso sempre precisou de CARLOS, n√£o conseguiria fazer isso sozinho. iria ligar primeiro, depois bateria na porta. CARLOS atendeu bem r√°pido, parecendo um pouco esbaforido. *"oi cara, to no banheiro. tava trepando. amigo... ela √© demais" disse ele, meio r√°pido demais. *"porra, maluco!!! trepando??? achei que de repente tava guardando ela pra mim tamb√©m n√© seu escroto ahhaha!! mas tranquilo de repente ela dorme e fica ainda mais f√°cil n√©. faz parte do jogo deixar ela bem relaxada" *"l√≥gico! vou desligar, tenho que voltar , ela t√° me chamando, TCHAU cara" mais estranho que o normal a voz dele mas a menina era muito gostosa, dava pra entender. demorou mais um pouco o celular vibrou WHATSAPP: Vem que ela ta pronta, a porta da frente t√° destrancada, pula o port√£o. *"ESTRANHO. √© dif√≠cil ele mandar um whats. mas foda se o importante agora era fazer tudo r√°pido antes de aparecer algu√©m , vai saber n√©. a garota pode estar mentindo ou algu√©m chegar mais cedo da viagem, poderia dar uma porrada de coisa errado, tenho que ser r√°pido." pensou A casa era gigante, com uns 8 quartos ou mais. tinha umas duas luzes acesas e era s√≥, CARLOS era sempre bem cuidadoso com detalhes, um cara bom pra se trabalhar. ROBERT entrou sem fazer um som sequer tirando o baque dos sapatos batendo no ch√£o ap√≥s pular o muro. Estava em boa forma , e o muro n√£o fora nenhum impecilho. a porta estava entreaberta. Um pequeno corredor pra colocar casacos e guarda chuvas , dava pra uma sala gigante, com lareira e tudo. pesadas cortinas fechavam as janelas, poltronas e um tapete completava o que ROBERT podia ver da casa. estava tudo escuro e ele tentava ajustar a sua vis√£o, e vira uma m√£o como se algu√©m estivesse sentado na poltrona funda e enorme que estava voltada pra lareira. se aproximou devagar , olhando os quadros gigantes que emolduravam o que podia ver na escurid√£o, um homem e uma jovem, com roupas antigas era o destaque por cima da lareira ,algumas brasas ainda acesas . *"CARLOS??" disse em voz normal, n√£o muito alto percebeu movimento no canto esquerdo dos olhos e se virou para o que parecia ser uma escada e uma pessoa descendo , uma figura de mulher envolvida por sombras. tentou achar os interruptores para acender as luzes mas n√£o havia nenhum. *"que porra √© essa" pensou "cade a merda dos interruptores?" *"quem est√° descendo a√≠?? aqui √© a pol√≠cia, porra" geralmente isso faz as pessoas pararem , responderem , a policia do Rio n√£o √© pra se brincar. mas o sil√™ncio que imperou o deixou morrendo de medo e a figura continuava sua lenta descida, sem fazer um som. se apavorou e tentou voltar para o corredor quando percebeu uma silhueta em volta da luz na porta, uma outra pessoa estava do lado de fora. A porta se fechou e trancou t√£o r√°pido que n√£o permitiu a sua rea√ß√£o.A ultima coisa que sentiu antes de desmaiar foi o cheiro intenso de qu√≠mico, provavelmente de clorof√≥rmio enquanto algu√©m o agarrava com for√ßa por tr√°s, tanta for√ßa que ele nem conseguiu se mexer.
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CARLOS deu dois toques na campainha e ficou esperando. Estava frio , eram quase 6 horas da tarde e tinha chovido. Estavam no meio de um inverno bem frio , at√© mesmo para os padr√Ķes de petr√≥polis. O port√£o abriu automaticamente e ele estacionou em frente da casa. Viu um movimento na porta da frente, e ela estava aberta. Foi adentrando a casa, devagar mas confiante para n√£o estragar a sua vibe de gostoso. "priscila?" falou meio alto,no meio da sala escura e estranha. *"senta a√≠ ! j√° to descendo!! bebe alguma coisa, tem um copo a√≠ no encosto da cadeira!" gritou ela no altar de cima. *"beleza" respondeu, se sentando. A sala era bem velha, como se fosse decorada por algu√©m da idade de sua av√≥. Tinha uma lareira, alguns quadros, duas poltronas grandonas bem confort√°veis de couro com encostos e lugares pra copo *"que nem no cinema!" pensou bebeu o melhor uisque da sua vida. que maravilha, nunca tinha sido t√£o bom, a vida era bela. ia pegar essa garotinha e quando menos esperasse estaria fazendo comida com uma das partes dela. as vezes era da bunda, as vezes os seios.. ele curtia cozinhar. acendendo o baseado,relaxou... e depois de 15 minutos estava dormindo. acordou e estava em outro lugar. algemado em uma trave de madeira em algum tipo de por√£o. a boca estava tapada com silver tape.Na sua frente uma pessoa com uma m√°scara de coelho estava sentada, olhando.Era uma mulher. *"eu peguei sua arma, ent√£o nem adianta tentar espernear ou tentar abrir as algemas. a coisa aqui vai demorar um pouquinho." disse CLARICE *"mmmmmmmmmm!!!!" tentou falar mas nada saiu obviamente. *"ta, olha s√≥. eu vou ser rapidinha. eu sei quem voc√™ √©. eu hackeio as pessoas , vivo disso. eu filmei o que voc√™ e seu amigo fazem. eu segui voc√™s eu vi o que voc√™ fez com uma menina. Cara voc√™ comer elas √© uma ironia muito grande. puta merda eu vou tirar uma foto da sua cara quando voc√™ ver o que vai acontecer contigo hahahahaah" disse ela rindo muito e tirando a arma do bolso. isso fez ele se contorcer como uma minhoca. CLARICE colocou a arma na cabe√ßa dele. *"merm√£o, para com essa merda" saiu da boca dela e era t√£o estranho, que ele parou realmente. ela parecia ser uma menina doce , ele ouvira a liga√ß√£o que ROBERT tinha gravado, como ela conseguiu engana-lo t√£o facilmente? *"isso beleza. Agora escuta. s√≥ tem um jeito de voc√™ *N√ÉO morrer aqui. eu vou ligar pro teu parceiro l√° fora e ele voc√™ vai dizer umas coisas pra ele. NADA de falar qualquer coisa com ele ou tentar avisar. algo nesse sentido eu atiro na sua cabe√ßa na hora. Voc√™ entendeu?" fez que sim com a cabe√ßa. tentaria avisar , sim mas com o tom da voz ao inv√©s de palavras. vamos ver se ROBERT pescava. Depois da liga√ß√£o, fez uma jogada, antes dela colocar a fita na boca dele de novo: *"Eu sempre mando uma mensagem de whats pra ele.Vai ficar estranho se eu n√£o mandar" mentiu. *"pode ditar" disse ela com o celular na m√£o. ROBERT acordou no mesmo POR√ÉO que CARLOS mas algemado na parede como num castelo medieval. quanto tempo esteve dormindo.?? que porra √© essa que t√° acontecendo?? *"eei! o que t√° acontecendo aqui!", gritou "me solta filho da puta, sen√£o eu te mato!" ele sentiu outra pessoa no canto escuro a direita, algu√©m com m√°scara mas n√£o dava pra ver o que era. *"ROBERT"? ele reconheceu a voz de PRISCILA. *"pri, √© voc√™?" respondeu. *"sou eu!" disse ela desesperada. *"tambem estou presa aqui!!" Era um angulo estranho para ve- la direito e a escurid√£o do recinto apesar de n√£o ser completa (havia uma pequena fonte de luz em algum lugar) era bastante escuro pra n√£o ver que ela estava solta. *"meu deus o que t√° acontecendo" "√© algum maluco" disse ele desesperado. "temos que tentar nos soltar" *"hahahahah eu n√£o aguento hahaah" riu CLARICE, deixando o totalmente confuso. "n√£o, robert. maluco aqui s√≥ voc√™ e seu amigo CARLOS"
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Mesmo fechando os olhos, ROBERT não conseguia afastar a lembrança da criatura comendo CARLOS vivo. seus gritos nunca sairão da sua mente. já preso a 3 dias, mas recebendo comida e água o corpo apodrecido não o deixava dormir. PRISCILA tinha vindo e contado tudo a ele. Como hackea-lo tinha sido fácil, como eles deixaram o sucesso de nunca terem sido apanhados subir a cabeça ao ponto dele postar algumas coisas na deep web. Como o orgulho dele haviam condenado os dois. Depois ela passou um video, só mostrando a ele coisas que fariam com ele, torturas medievais da igreja católica que mostravam um mundo de dor, e formas de morrer bem lentamente, sofrendo muito. Tinha um homem no vídeo pedindo para morrer. Depois veio a criatura.
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2017.11.20 14:19 karmaonline1 Desabafo sobre alguém que namora mas ainda ama a ex-namorada

Calma, antes de descer o couro deixa eu começar essa história.
Esse √© um dilema em que eu me encontro h√° mais ou menos 1 ano e meio, tendo terminado com minha ex h√° um pouco mais que isso. √Č simples mas √© complicado: toda pessoa a qual eu me relacionei nesse meio tempo simplesmente n√£o me fixou/me apaixonou/me convenceu de que eu conseguiria amar de novo, e na repeti√ß√£o desse ciclo (pelo menos 4 vezes), quebrei 4+ cora√ß√Ķes e ganhei o √≥dio gratuito dessas pessoas (por justa causa).
Os relacionamento que tive eram r√°pidos e tinham essa estrutura (inocente mas nem tanto):
1) Eu me mostrava a pessoa mais aberta do mundo para ent√£o conhecer a pessoa mais a fundo (na minha mente nada de errado nisso);
2) Descobrir que a pessoa não despertara em mim sentimentos tão profundos assim (após +- 1 mês de conhecimento);
3) Perceber que dali para diante não se construiria nada muito sério e (eu) decidir terminar o lance/relacionamento (enquanto a pessoa já depositara suas moedas em mim e eu acabando quebrando seu coração e sendo um otário).
Destes capítulos que vivi, 80% deles foram só um meio de tentar me provar o contrário do que meu coração diz, que é ainda ter uma grande caixa de memórias boas quanto a ela (a ex). Vida vai, vida vem, este ano conheci uma menina que viria a ser "mais uma" no quesito "tentar achar a pessoa ideal", e eu estive pronto a dar um fim a esse lance em determinados pontos do nosso conhecimento, mas, após +6 meses "juntos" a mistura de uma personalidade incrivelmente disposta a mudar para se adaptar ajudou a me manter junto a ela até o dia de hoje (ela é minha atual).
Problema 1: Cadê o amor? Enquanto ela já me ame a muitos meses (diz ela), eu acredito que ainda nem tenha chegado nesse ponto. Sei que gosto dela, sei da personalidade cativante que ela tem, porém não sei se a amo justamente por já ter sentido um fervor muito mais grande quando se fala em amor, e sei que é muito mais do o "pouco" que sinto hoje quando a vejo.
Problema 2: O Retorno da Ex A minha ex soube desses meus sentimentos durante todo esses anos, mas n√£o havia correspondido eles at√© ent√£o. H√° pouco tempo, enquanto eu j√° estava no lance com a atual, ela me aparece em determinadas mensagens nas redes dizendo que "todo o sumi√ßo dela serviu para ver que o √ļnico verdadeiro amor que ela j√° sentiu foi comigo". COINCID√äNCIA? Ao ler isso, uma onda de felicidade me invade, cora√ß√£o acelera, quero contar pra algu√©m mas nem um melhor amigo poderia saber, infelizmente. Essa hist√≥ria fica ali por ora.
Problema 3: O Ultimato √Čtico Minha ex, como a boa feminista que √© e percebendo a situa√ß√£o a qual eu estava fazendo minha atual passar (ela sabe da minha situa√ß√£o), delicadamente diz que quer que eu pense com carinho quanto a contar a verdade √† atual. Basicamente, ela disse "decide se prefere ficar com a sua atual ou se prefere ficar trovando comigo". Ela √© uma pessoa incr√≠vel, e esse desabafo dela provou isso, especialmente o que ela dizia quanto a "sempre me apoiar nas minhas decis√Ķes". Ap√≥s esse cuspe na cara, era √≥bvio que as coisas n√£o poderiam ficar assim.
Problema 4: Eu, o Cão-Covarde Seguindo a lógica de qualquer pessoa acompanhando esta história, falaria-se: termina com a atual e fica com a ex já que tu a ama. Pois bem, e ex mora em outra cidade, enquanto a atual aqui perto de casa. E o meu coração não quer de jeito algum magoar mais um coração, ainda mais o dela, que se dedica tanto por nós e eu vivendo nesse dilema de "queria te dar todo o sentimento do mundo, mas não consigo".
Minha decis√£o? Estou com a minha atual. Arrastando um relacionamento mediano com uma pessoa incr√≠vel que daria TUDO por mim (por n√≥s) e me lamentando por n√£o poder ser "o cara" que ela merecia. De certo modo "rejeitei" a √ļnica pessoa em que eu amei na vida (e de acordo com meu cora√ß√£o, ainda amo) pela atual, por n√£o querer v√™-la magoada.
São atitudes egoístas, machistas e inconsequentes as minhas, eu sei, e é por isso que venho aqui, para ser corroborado e que me ajudem a tomar alguma atitude frente à ilusão a que estou fazendo uma pessoa passar.
Observação: as pessoas aqui tratadas têm entre 22-25 anos.
Sim, estou com o coração na mão Sim, tenho consciência de que isso tudo é errado. Sim, quero fazer a atual feliz porque ela merece isso. Sim, quero estar com a minha ex pois ainda sinto nossa conexão.
Desculpem-me caso tenha ofendido alguém.
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2017.11.11 07:06 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois

A quem possa interessar, agora tem uma parte 2: https://www.reddit.com/brasil/comments/7cq1rk/today_i_fucked_up_a_estranha_sensa%C3%A7%C3%A3o_de/
Reencontrei uma pessoa muito querida para mim ontem de maneira completamente rand√īmica. √Č um caso t√£o bizarro que n√£o sei para quem desabafar, j√° que esse "relacionamento" que eu mantive h√° 12 anos n√£o chegou a ser sequer um relacionamento e nunca contei dele para ningu√©m. Esperei a esposa dormir, sentei e escrevi um conto. Fiz uma trash account para jogar isso aqui.
Desculpem o desabafo longo, mas foi o lugar que encontrei para soltar isso.
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Aconteceu no fim de tarde de uma sexta-feira quente. A cidade impaciente se esva√≠a para casa nos √īnibus e metr√īs lotados, a onda de calor de novembro apertando o passo de quem s√≥ queria o ref√ļgio caseiro. Sa√≠ do metr√ī da esperando encontrar uma noite fresca, mas fui pego no p√īr-do-sol atrasado do hor√°rio de ver√£o. Passara o dia fora do escrit√≥rio em um evento extremamente t√©cnico e s√≥ queria desligar a cabe√ßa. Estava bem vestido, mais do que o de costume. As cal√ßas jeans escuras relativamente novas, a blusa social quadriculada que usava quando queria se arrumar ‚Äď mas nem tanto ‚Äď e a bolsa de couro rec√©m-comprada para ter um ar mais profissional nesses eventos externos.
Me sentia bonito, sentia at√© que minha barba reluzia ao p√īr-do-sol. Rid√≠culo, n√©? Um pouco de contexto: sempre fui uma pessoa acima do peso e havia acabado de registrar a perda de 32 quilos e indo √† academia diariamente. Como qualquer um que foi gordinha a maior parte da vida, eu estava me sentindo muito bem. Por isso, pe√ßo que sejam indulgentes comigo. At√© porque esse fato √© relevante para a hist√≥ria.
Caminhando pela pra√ßa em dire√ß√£o ao ponto do √īnibus que me levaria para casa, me desvencilhava dos ambulantes peruanos e suas bolsas falsificadas, dos entregadores de folhetos do sex shop de uma galeria ali perto ‚Äď frequentadores fi√©is da pra√ßa desde que eu me entendo por gente e provavelmente respons√°veis por um n√ļmero consider√°vel de √°rvores derrubadas para fazer seus folhetos nessas d√©cadas ‚Äď e dos estudantes, que tanto pareciam carecer de pressa. Naquela multid√£o de gente, me surpreendi por notar algu√©m que me mirava de cima a baixo logo √† minha esquerda.
No come√ßo, n√£o me virei. Julguei ser uma daquelas ilus√Ķes que a gente tem no canto do olhar. Tr√™s, quatro, dez passos. A pessoa continuava ao meu lado e me olhando atentamente, n√£o sobravam d√ļvidas. Virei o rosto e dei de cara com ela.
Eu gosto muito de ler, mas n√£o sei se j√° achei na literatura algum trecho que mostre o qu√£o chocante √© reencontrar um amor perdido depois de tantos anos. Ela entrou pelos meus olhos e me atravessou por inteiro, trouxe de volta as mem√≥rias que j√° julgava mortas e enterradas havia muitos anos. Por dentro, eu me senti despeda√ßado, como se tivesse estourado um bal√£o h√° muito tempo comprimido no canto do subconsciente. Eu lembrei das manh√£s que passava com ela, do dia em que ela me deu um CD do Linkin Park, de quando fui embora sem me despedir e n√£o cortei o relacionamento ‚Äď tosco, incompleto e desajeitado ‚Äď que n√≥s mant√≠nhamos.
O choque seria menor, certamente, se não houvesse uma tristeza tão cristalina em seus olhos. Ela rapidamente virou o rosto e apertou o passo, mas eu fiquei ali atrás com aquela imagem fixa na memória. Me permiti olhá-la por inteiro enquanto avançava à minha frente. Não por desejo, mas por saudade. Saudade da pele morena, do cabelo ondulado que lhe descia pelas costas da mesma forma que fazia há mais de uma década. E saudade dos olhos de arteira que ela tinha, dos quais eu só lembrei depois de vê-los tão melancólicos. Nos conhecemos no fim do segundo grau e começo da faculdade, não éramos mais crianças. Mas os olhos dela sempre me encantavam: pareciam os olhos de alguém que está ansioso e animado ao mesmo tempo, o olhar de criança que está prestes a fazer merda e sabe disso.
Por sorte, ela seguia na mesma dire√ß√£o do ponto de √īnibus e eu a seguia com meus olhos. N√£o tive for√ßas para cumpriment√°-la, a vergonha falou mais alto. Ela tamb√©m n√£o quis faz√™-lo e foi f√°cil entender porque. Ela envelhecera bem mais do que eu esperava. T√≠nhamos a mesma idade, eu e ela, mas lhe daria uns dez anos a mais do que eu sem pensar duas vezes. Ganhara peso, o rosto e o cabelo pareciam maltratados, a roupa era desleixada. Nenhum julgamento aqui, quem n√£o teve seu dia de ‚Äėfoda-se o mundo‚Äô que atire a primeira pedra. E mesmo assim fez o meu cora√ß√£o parar. E mesmo assim eu s√≥ queria correr para perto dela e dizer oi.
Eu e ela éramos criaturas estranhas. Nós dois vínhamos de famílias de classe baixa, nós dois estávamos em um curso de inglês pago por algum parente mais rico, nós dois começamos a trabalhar cedo, nós dois éramos excelentes alunos, nós dois fazíamos parte daquela onda de rock do começo dos anos 2000 que incluía Linkin Park, Evanescence, System of a Down e algumas outras bandas que estavam na moda na época.
Come√ßamos a nos aproximar quando contei para ela que queria fazer XXXXX (carreira omitida). Ela tamb√©m queria, por isso passamos o ano anterior ao vestibular trocando dicas, comentando provas e trocando confid√™ncias no fim da aula de ingl√™s. Eu fazia quest√£o de lev√°-la para casa todos os dias ap√≥s o fim da aula de ingl√™s e n√≥s acabamos ficando muito pr√≥ximos. S√≥ tinha um detalhe: eu e ela √©ramos comprometidos. Eu namorava uma colega de escola h√° pouco menos de um ano e era perdidamente apaixonado por ela, apesar dela ter se tornado uma companheira extremamente abusiva ao longo do relacionamento e termos nos separado. Ela namorava um amigo de inf√Ęncia, tinha tudo para crer que ela tamb√©m era apaixonada por ele e estava prestes a se casar dali a um ano e meio. Sim, ela casou-se ridiculamente cedo, com apenas 20 anos e teve dois filhos logo depois, pelo que eu ficaria sabendo mais tarde por acidente. Nesse per√≠odo de cerca de dois anos, mantivemos esse relacionamento estranho que eu sequer sei como classificar. Rec√©m-chegados no curso achavam que √©ramos namorados, apesar de n√≥s nunca nos abra√ßarmos, andar de m√£os dadas ou coisas do g√™nero. Os alunos que estudavam conosco h√° mais tempo e j√° tinham visto nossos verdadeiros namorados achavam apenas que coloc√°vamos chifres neles. N√≥s nunca fizemos absolutamente nada. N√£o houve beijo, n√£o houve cabe√ßa no ombro, n√£o houve m√£os dadas. Fisicamente, nunca houve nada. Mas havia ali uma cumplicidade quase criminosa, olhares mais longos do que o necess√°rio, um quase que jamais se tornava realidade. Talvez esse carinho fosse fruto de sermos t√£o parecidos e termos origens t√£o similares.
Mas tudo acabou sem aviso. Em um intervalo de meses, sofri um duplo rev√©s. O parente que pagava o meu curso descobriu que estava com c√Ęncer e seus custos com sa√ļde aumentaram drasticamente. Eu j√° estava trabalhando e podia pagar, mas perdi o emprego no mesmo semestre. Tudo aconteceu em um intervalo de um m√™s, em janeiro, e eu n√£o pude voltar ao curso para o semestre seguinte. Era uma √©poca diferente. As redes sociais n√£o eram t√£o onipresentes (eu tinha meu bom e velho Orkut, ela achava rede social bobeira) e n√£o havia Whatsapp. E algo em mim insistia em dizer que era errado ligar para ela, que era ir longe demais. Ent√£o eu sumi da vida dela sem aviso, sem dar satisfa√ß√£o. Simplesmente n√£o me matriculei no curso e jamais toquei no assunto com ningu√©m, nem com meus amigos mais pr√≥ximos. Doeu ‚Äď e doeu muito ‚Äď mas eu deixei a vida sedimentar tudo aquilo. Eu ganhei peso, meu relacionamento com aquela namorada n√£o andava bem. Naquele momento, eu s√≥ queria sumir e n√£o ver mais ningu√©m. E aquela sa√≠da brusca acabou me ajudando nesse sentido. Some a√≠ a baixa auto-estima. Eu nunca achava que uma mulher estava dando bola para mim at√© elas praticamente se jogarem no meu colo. Quase todas as mulheres com quem sa√≠ tiveram a iniciativa ou deixaram bem claro que queriam alguma coisa, sempre fui lerdo ao extremo para flerte. E perdi grandes oportunidades por conta disso, mas isso √© passado e n√£o me causa dor, s√≥ uma risadas. Exceto nesse caso.
De l√° para c√°, soube pouco dela. Descobri por um grande acaso que ela teve dois filhos logo ap√≥s o casamento (Orkut de amigo de um amigo de um amigo que estava no ch√° de beb√™ do segundo filho dela, rs). Tamb√©m vi que ela n√£o passou no vestibular para a carreira que escolhemos, sen√£o seria mais f√°cil encontr√°-la. O curso era bem concorrido e ela n√£o passou duas vezes. Na terceira, j√° estava com filho e casada, ent√£o n√£o avan√ßou. Esbarrei com ela enquanto estava gr√°vida do primeiro fazendo compras no mercado com o marido. Nesse dia, eu estava acompanhado de v√°rios amigos, completamente b√™bado e indo para uma festa na regi√£o bo√™mia da cidade. Trocamos um olhar meio constrangido nesse dia, nada mais. Tinha uma m√°goa bem n√≠tida nos olhos dela, mas eu ainda relutava em acreditar que eu significava muita coisa para aquela menina. Eu s√≥ iria me tocar anos mais tarde que eu, apesar de estar fora dos padr√Ķes de beleza, recebia sim aten√ß√£o do sexo oposto.
Agora avan√ßamos 12 anos no futuro. C√° estou eu, perdido, olhando para uma mulher que teve um relacionamento t√£o t√™nue e t√£o profundo comigo ao mesmo tempo. Ela parou e entrou em uma loja de sapatos em frente ao ponto de √īnibus para o qual eu estava indo e, mesmo pela vitrine, trocamos alguns olhares demorados. Eu queria chegar perto, eu queria dizer oi, eu queria cham√°-la para jantar. Mas, no auge dos meus 30 e poucos anos, eu me senti um adolescente envergonhado de 17. E uma voz bem clara ecoava na minha cabe√ßa: ‚Äúvoc√™ √© casado, voc√™ tem um casamento muito feliz e voc√™ nunca traiu sua esposa e nenhuma das suas outras ex-namoradas. Voc√™ n√£o vai come√ßar a fazer merda agora‚ÄĚ.
E se eu fosse dar um oi, serviria de qu√™? Requentaria um amor adolescente que provavelmente s√≥ faria mal a n√≥s dois? Reviveria a m√°goa daquele adeus decepado, sem dar a menor satisfa√ß√£o? Tudo isso s√≥ transformava minhas pernas em √Ęncoras que meus olhos teimavam em ignorar. Ela saiu da loja e, pela primeira vez naquele fim de tarde, me olhou de forma direta. Sem aquela desviada de olhar que vem um par de segundos depois, sem aquela sensa√ß√£o de acidente ou constrangimento. Nos encaramos por um per√≠odo que, me perdoem o clich√™, parecia uma eternidade. Eu sabia que aquela era a minha deixa para chegar mais perto, mas eu n√£o fui. Ela me deu as costas e sumiu na multid√£o, provavelmente para sempre. Meu cora√ß√£o ficou ali perdido, sem saber como era poss√≠vel lembrar-se de tanta coisa em t√£o pouco tempo.
Sentado no √īnibus de volta para a casa, as mem√≥rias vinham em atacado. O dia em que ela fez uma c√≥pia do Hybrid Theory e me deu de presente de anivers√°rio. A vez em que eu ganhei de um amigo meu um chaveiro do Nirvana e, quando ela foi pegar para ver, sem querer seguramos as m√£os por uns segundos que pareciam compreender toda a hist√≥ria da humanidade. Quando levei meu discman para o curso e a gente escutou junto um √°lbum do System of a Down no ano em que lan√ßaram Hypnotize e Mezmerize.
√Č triste a vida ser t√£o curta, eu conclu√≠. Tem tanto amor para se viver, tanta hist√≥ria que poderia se escrita a dois que n√≥s nunca vamos conhecer. Tanta coisa inesperada que acontece num fim de tarde sem prop√≥sito, tanta coisa que a gente deixa de perceber e que acontece porque voc√™ notou algu√©m no canto do seu olho. E eu, muito provavelmente, nunca mais vou v√™-la. Se eu tivesse a oportunidade de reviver esse momento, eu n√£o sei o que eu faria. Chamava para tomar um caf√© e pedia desculpa por nunca ter falado que eu era perdidamente apaixonado por ela e que vivia um relacionamento conturbado com uma companheira abusiva, mas que a baixa auto-estima me impedia de agir? Diria que havia praticamente esquecido que ela existia nos √ļltimos 10 anos, mas que bateu um misto de culpa e carinho enormes tanto tempo depois? N√£o acho que nada disso valeria a pena.
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2017.10.11 20:53 fijozico Plantel do FC Ferreiras para 2017/18

Olá amigos e amigas do /PrimeiraLiga! Para complementar os meus resumos dos jogos do Ferreiras, decidi dar-vos uma pequena geral do plantel deste ano! Conheçam aqui as caras.

Guarda-redes

#1 - Duarte Encarnação

Posi√ß√£o: GR Idade: 19 anos Naturalidade: Faro Clube anterior: CD Nacional (J√ļniores) √Čpocas no Ferreiras: -

#12 - Paulo Bac√īco

Posi√ß√£o: GR Idade: 20 anos Naturalidade: Faro Clube anterior: Faro e Benfica √Čpocas no Ferreiras: -

#24 - R√ļben Borges

Posi√ß√£o: GR Idade: 27 anos Naturalidade: Vila do Bispo Clube anterior: GD Lagoa √Čpocas no Ferreiras: -

Defesas

#2 - David Monteiro

Posi√ß√£o: Defesa Central Idade: 25 anos Naturalidade: S√£o Bartolomeu de Messines Clube anterior: - √Čpocas no Ferreiras: 6
Criado nas camadas do Messinense, da sua terra natal, este central chegou ao Ferreiras em 2012/13, uma campanha que culminou na conquista do t√≠tulo distrital e subida do clube ao Campoeonato Nacional de Seniores. Disp√Ķe de uma impuls√£o invej√°vel, e n√£o tem medo de meter um carrinho dentro da √°rea.

#4 - Fábio Murraças

Posi√ß√£o: Defesa Central Idade: 25 anos Naturalidade: Leiria Clube anterior: - √Čpocas no Ferreiras: 2
Um membro relativamente novo no plantel do clube, que j√° tinha passado em clubes albufeirenses como o Imortal ‚Äď onde fez a sua forma√ß√£o e se tornou senior ‚Äď e Guia. At√© agora, tem sido o central suplente para os preferidos de Toni Seromenho, Monteiro e Cola√ßo.

#20 - Pedro Colaço

Posi√ß√£o: Defesa Central, M√©dio Centro Idade: 28 anos Naturalidade: Albufeira Clube anterior: - √Čpocas no Ferreiras: 12
O capit√£o, a alma do clube, e provavelmente um primo afastado meu, o Pedro √© um verdadeiro "Sr. Ferreiras". Com 12 √©pocas no clube como senior, mais toda a forma√ß√£o, j√° esteve presente por duas vezes no plantel que jogou nas divis√Ķes n√£o-distritais, e √©, sem d√ļvida, o jogador mais essencial do plantel. Seguro, n√£o tem medo nem dificuldade de pegar a bola da sua defesa e carreg√°-la at√© ao ataque, raramente cometendo erros. A √ļnica raz√£o pela qual ainda joga nas distritais √© por causa do seu amor e dedica√ß√£o pelo clube, porque n√£o √© de todo o seu n√≠vel.

#17 - Micael "Mika" Rocha

Posi√ß√£o: Defesa Direito Idade: 24 anos Naturalidade: Lisboa Clube anterior: - √Čpocas no Ferreiras: 4
Um mo√ßo da terra, Mika fez uma boa parte da forma√ß√£o no Ferreiras, estreando-se tamb√©m no clube como senior, saindo por duas √©pocas para o Imortal, antes de regressar. A sua maior arma s√£o as corridas por tr√°s dos defesas, para ir √† linha cruzar, mas a sua seguran√ßa (ou falta dela) na defesa ainda deixa os cora√ß√Ķes dos aficionados a bater forte.

#5 - Diogo Afonso

Posi√ß√£o: Defesa Direito, M√©dio Defensivo Idade: 31 anos Naturalidade: Albufeira Clube anterior: - √Čpocas no Ferreiras: 13
Um Sr. Ferreiras, e o √ļnico lateral que n√£o rapa o cabelo. Criado nas camas jovens do clube, migrou para o Farense, onde se tornou senior, regressando pouco depois, em 2004/05, para o Ferreiras, onde subiu duas vezes aos escal√Ķes nacionais. Um jogador ra√ßudo e temperamental, raro √© o jogo em que n√£o v√™ o cart√£o amarelo, mas o negativo p√°ra a√≠; seguro a defender e a ir √† frente, possui tamb√©m um canh√£o de p√© direito que pode surpreender √†s vezes.

#21 - Ricardo "Ricardinho" Mestre

Posi√ß√£o: Defesa Esquerdo Idade: 26 anos Naturalidade: Albufeira Clube anterior: - √Čpocas no Ferreiras: 8
O Ricardinho n√£o conheceu outro clube que n√£o fosse o Ferreiras, e tem sempre encontrado o seu espa√ßo. Outrora com cabelo, prefere agora a careca ao estilo do seu futebol ‚Äď brilhante. Por deixar normalmente as tarefas atacantes para o outro lateral, torna-se usualmente no √ļltimo reduto defensivo nos contra-ataques, desmontando-os muitas vezes com facilidade.

#18 - Jeremy Pereira

Posi√ß√£o: Defesa Esquerdo, M√©dio Esquerdo Idade: 20 anos Naturalidade: Paris Clube anterior: - √Čpocas no Ferreiras: 2
Nacido em França, criado no Portimonense, e trazido pela mão do Seromenho, é uma das maiores promessas do plantel. Extremamente perigoso quando embala com a bola, também é capaz de chutar de longe, como se verificou contra o Moura para a Taça de Portugal.

Médios

#3 - Filipe "Peixinho" Barros

Posi√ß√£o: M√©dio Centro Idade: 30 anos Naturalidade: Albufeira Clube anterior: - √Čpocas no Ferreiras: 6
Peixe √© bicho. Criado no Imortal, com experi√™ncias seniores nesse clube, Moura, e Quarteirense, √© agora um dos indiscut√≠veis no Ferreiras, e um favorito dos f√£s. M√©dio de ra√ßa e temperamento mercurial, os cart√Ķes n√£o s√£o um desconhecido de todo, e o p√ļblico tem de, muitas vezes, apelar √† sua calma interior, para n√£o entrar em rampage. Doido, mas contem com ele para dar tudo o que tem dentro de campo.

#13 - Jo√£o "Buni" Bonif√°cio

Posi√ß√£o: M√©dio Centro, Defesa Central Idade: 29 anos Naturalidade: Silves Clube anterior: - √Čpocas no Ferreiras: 8
Crescido e amadurecido no Ferreiras, com apenas uma época fora do clube. Provavelmente dos jogadores do plantel menos dotado tecnicamente, atrapalha-se muitas vezes com a bola. Ainda estou para descobrir como é que é sempre titular, desculpa lá Buni...

#21 - Rodrigo Faísca

Posi√ß√£o: M√©dio Defensivo Idade: 23 anos Naturalidade: Albufeira Clube anterior: - √Čpocas no Ferreiras: 5
Também criado no Ferreiras, nunca o vi a jogar ainda. Lembro-me de andar na mesma básica que ele, mas é tudo o que sei dele.

#10 - Marcos "Markus" Gomes

Posi√ß√£o: M√©dio Ofensivo Idade: 34 anos Naturalidade: Albufeira Clube anterior: - √Čpocas no Ferreiras: 4
Um dos jogadores com mais experi√™ncia do plantel, iniciou a carreira de senior no Ferreiras ‚Äď onde, de resto, fez a forma√ß√£o ‚Äď, passando ainda por Silves, antes de ir para o Quarteirense, onde foi titular por 4 √©pocas nos escal√Ķes nacionais. Voltou para o clube da sua terra em 2014/15. A idade tem pesado e tem passado bastante tempo lesionado.

#14 - Ricardo Nascimento

Posi√ß√£o: M√©dio Centro, M√©dio Ofensivo Idade: 22 anos Naturalidade: Albufeira Clube anterior: Algarve CF √Čpocas no Ferreiras: -
Criado no Imortal, lembro-me dele da minha escola b√°sica. Em 4 √©pocas como senior, jogou no Imortal, mudou-se para o Ferreiras, esteve no primeiro e √ļnico plantel do Algarve CF, e voltou para o Ferreiras, onde se tem tentado afirmar no meio campo. Mi√ļdo com bastante potencial.

#15 - Pedro Duarte

Posi√ß√£o: M√©dio Centro, Extremo Idade: 19 anos Naturalidade: Portim√£o Clube anterior: Portimonense SC (J√ļniores) √Čpocas no Ferreiras: -
A joia do meio campo, a reencarna√ß√£o do Messi, o quebra-rins, menino de ouro. Os adjetivos n√£o s√£o capazes de descrever o qu√£o maravilhoso este mi√ļdo √©. Criado nos escal√Ķes do Portimonense, Esperan√ßa de Lagos e Armacenses, veio esta √©poca para abrilhantar o jogo do Ferreiras, e √© o que tem feito ‚Äď sempre a pressionar a sa√≠da de bola, se apanha a bola ningu√©m lha tira, habilidade t√©cnica sem igual, e sem medo de chutar do meio da rua. Olho neste gajo.

#23 - Nuno "Hagi" Alves

Posi√ß√£o: M√©dio Ofensivo Idade: 29 anos Naturalidade: Portim√£o Clube anterior: GD Lagoa √Čpocas no Ferreiras: -
Um jogador conhecido no futebol algarvio e com nome de craque romeno, o Hagi fez a sua formação no Portimonense, antes de se tornar senior no Alvorense. Daí, já teve passagens pelo Estombarenses, Odiáxere e Lagoa, chegando às Ferreiras esta época. Médio trabalhador e habilidoso, não se cansa de dar espetáculo; possui igualmente um pé esquerdo letal, muitas vezes usado em livres diretos.

#22 - Jorge Correia

Posi√ß√£o: M√©dio Centro Idade: 27 anos Naturalidade: Faro Clube anterior: - √Čpocas no Ferreiras: 2
Formado no Marítimo Olhanense, estreou-se como Senior no Culatrense, antes de se mudar para o Ferreiras, onde esteve 3 épocas. Depois de uma pausa de outras3 épocas (não sei o que se passou), voltou a jogar pelo Ferreiras. Ainda não o vi jogar suficiente para saber o que faz.

Avançados

#7 - Jo√£o Viana

Posi√ß√£o: Extremo Esquerdo, Extremo Direito Idade: 20 anos Naturalidade: Lagos Clube anterior: Silves FC √Čpocas no Ferreiras: -
Criado no Esperança de Lagos, conheceu o Toni Seromenho nos juniores do Portimonense. Ainda passou pelo Odemirense e Silves, antes de se reencontrar com o Toni no Ferreiras. Um extremo com uma velocidade impressionantem ritmo de trabalho enorme e bom de pés, é dos mais criativos do plantel. Com apenas 20 anos, tem um teto de desenvolvimento muito alto, e espera-se que dê um contributo muito especial nesta campanha.

#8 - Wesley Douglas

Posi√ß√£o: Extremo Esquerdo, Defesa Esquerdo Idade: 21 anos Naturalidade: Bel√©m do Par√° Clube anterior: - √Čpocas no Ferreiras: 2
Nascido no Brasil mas em Portugal desde bastante cedo, formou-se no Silves. Jogou uma época como senior nesse clube, antes de se juntar ao plantel do Ferreiras o ano passado. Atualmente lesionado, jogou bastante como defesa esquerdo na época passada. Com um caráter muito ofensivo, encontramo-lo habitualmente perto da linha final para tentar meter um cruzamento.

#11 - Luís Viegas

Posi√ß√£o: Extremo Direito, Extremo Esquerdo, Ponta de Lan√ßa Idade: 32 anos Naturalidade: Faro Clube anterior: - √Čpocas no Ferreiras: 6
Extremo bastante experiente e √°gil, tem capacidade de jogar em qualquer posi√ß√£o na frende de ataque. Com um curr√≠culo extenso ‚Äď Salgados, Almancilense, Castromarinense, Faro e Benfica, Messinnense ‚Äď, chegou √†s Ferreiras em 2012/13, marcando o seu lugar como um favorito da bancada.

#25 - Diogo Martins

Posi√ß√£o: Extremo Esquerdo Idade: 18 anos Naturalidade: Faro Clube anterior: Ferreiras (Juniores) √Čpocas no Ferreiras: -
Mais um mi√ļdo formado no clube, integrou esta √©poca o plantel senior, ainda n√£o tendo oportunidade de mostrar o seu valor.

#9 - Jo√£o "Pias" Romeiro

Posi√ß√£o: Ponta de Lan√ßa Idade: 28 anos Naturalidade: Pias, Serpa Clube anterior: - √Čpocas no Ferreiras: 3
Descobri na criação deste texto a origem da alcunha "Pias": ele nasceu em Pias! Veio para Albufeira e começou a formação no Imortal, onde jogou as suas duas primeiras épocas como senior. Passou uma época nos Armacenses, antes do seu primeiro período no Ferreiras, onde subiu ao CNS e despertou a atenção de Portugal. No entanto, a sua ida para o Mafra foi um fracasso, e a sua passagem pelo Louletano infrutífera, e foi parar no Guia. Daí, voltou ao Ferreiras para tentar encontrar a sua forma de outrora, e tem o feito. Habilidoso, descai muito para as alas. O seu ponto forte é realmente a finalização.

#22 - Yanne Fortes

Posi√ß√£o: Ponta de Lan√ßa Idade: 22 anos Naturalidade: Angola Clube anterior: Faro e Benfica √Čpocas no Ferreiras: -
Tendo jogado 3 épocas como senior no Faro e Benfica, este ponta de lança possante chegou esta época à Nora, mas ainda não teve a sua oportunidade de jogar.

#19 - Vitor Pestana

Posi√ß√£o: Ponta de Lan√ßa Idade: 21 anos Naturalidade: Portim√£o Clube anterior: Vit√≥ria de Sernache √Čpocas no Ferreiras: -
Mais um ex-junior do Portimonense que esteve sob a tutela de Toni Seromenho nesse escal√£o. J√° experienciado no futebol senior, com passagens no Odemirense, Esperan√ßa de Lagos, Armacenses e Vit√≥ria de Sernache (estes √ļltimos dois no CNS), chegou este ano ao Ferreiras, onde tem entrado em todos os jogos. Potente no ar, trabalha muito a pressionar alto, e nota-se que vai ser um jogador valioso para anos seguintes.
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